Opinião

Nosso governador e suas "certezas'...

Ainda estamos assustados com os últimos episódios acontecidos aqui em Ilhéus.
No desfecho desses acontecimentos tivemos tiros, perseguições, negociações e etc. Uma das nossas senhoras, de 80 anos, sozinha, com o cano de uma arma na cabeça (faça o quadro imaginando ter sido sua mãe/avó, governador).
Nossos policiais agiram heroicamente porque mesmo com todo o descontentamento com o descaso que são tratados por nossas autoridades governamentais foram pra cima e resolveram a "parada". Aliás, a bem da verdade, esses servidores agem contrastando com o descaso do governo para com a categoria e, por extensão, a sociedade.
Nessa coletiva o governador Wagner fala sobre São João, Carnaval, Capoeira e assegura que assim, com esses investimentos, poderá trancar a porta da violência.
Investindo em cultura, educação e esportes evita-se a construção de cadeias e presídios. É verdade. Mas enquanto tudo isso não acontece na dimensão dada por ele o que será de nós? Viveremos assombrados, trancados, reféns dessa marginalidade enquanto as coisas não acontecem como o senhor quer?
Não governador. O senhor está enganado com a cor da chita. Esse aparente descaso com a segurança é digno de repúdio e, por que não dizer, de uma infelicidade tremenda da sua parte e que precisa ser remendado por sua tropa de choque dizendo que aconteceu, por exemplo, um erro de interpretação de minha parte.
Claro que os investimentos na área social freiam a linha ascendente da criminalidade mas, sentar e dizer que os caminhos estão sendo traçados para se evitar esta real "escalada" posso imaginar que o senhor não tem noção do que acontece fora do seu palácio ou, na sua concepção, mortes e pânicos são comuns no nosso dia a dia e que precisamos rezar enquanto as quadras, o forró, a capoeira e o esporte não engrenam e tiram as armas das nossas cabeças...
O baiano merece respeito!; e se na polítcca a contrapartida é o voto pegue uma calculadora e veja quantos votos Ilhéus te deu.
O seu descaso e o seu brincar com coisa séria ainda vai te render, governador, muitos dissabores nesta cidade de São Jorge os Ilhéus.
Querendo, pague pra ver o resultado dessas palavras "chapadas" de confete e serpentina ...



Velhos tempos nestes novos dias ...


Newton, “Vaidade é o defeito que o diabo mais gosta”.

A sabedoria popular tem ensinado, desde que o mundo é mundo, que devemos buscar no passado as experiências vividas por outros e, através delas, desenharmos o presente para chegar ao futuro, pelo menos, com segurança. Isso é do tempo que arco-íris era preto e branco.

O leitor que tem menos de trinta anos precisa saber de um fato que a história registrou e os ‘estudiosos’ estão deixando cair no esquecimento. Isto significa dizer que a história guardou, foi fixado na memória de quem vive a política, mas, malandramente, os que vivem da política passam estrategicamente por cima e, com ‘manjada’ peraltice, escondem/camuflam o fato para que possam continuar sapateando em cima da cabeça do povo, se perpetuando na ‘farra’ e enchendo, cada vez mais, seus respectivos jererés, burras e similares.

Dessa introdução, pode-se dizer que a malandragem é orquestrada e executada de acordo com a vaidade daquele que coloca, pomposamente, sobre a mesa a ‘planta baixa da administração municipal’ e aceita que os “arquitetos, topógrafos e engenheiros políticos” promovam o devido loteamento de cargos e funções, (debaixo do seu nariz) e que, invariavelmente, culmina com aplausos e o inocente útil “se achando” diz: “matamos a pau!”. Nessa de “farinha pouca meu pirão primeiro” os mais abastados ficam com as áreas nobres do loteamento e os menos afortunados vão se contentando com a periferia do terceiro, quarto escalão, mas, acredite, querem estar dentro de qualquer maneira ....

Se isto que aí está for uma REFORMA ADMINISTRATIVA - na dimensão que o povo quer/espera – eu já estou começando a acreditar que sou a reencarnação de José do Patrocínio.

Vamos aos fatos:

É MELHOR BAIXAR A BOLA...

Esperei a poeira sentar, a notícia da ‘união’ ganhar corpo e a expectativa se tornar a ‘bola da vez’.

Não gostei do que foi dito pelo ex ex ex na entrevista que divulgamos em absoluta terceira mão.

O ex ex ex veio para a região designado sabe-se lá DEUS por quem para “fazer as composições, ouvir, discutir, dizer, recomendar” mas, o que se viu/leu foi uma série de imposições achando o ex ex ex que aqui em Ilhéus - Cãmara e no governo Newton - só tem vaca de presépio.

Quem vem para compor e selar uma parceria não chega fazendo avaliação de perfil publicamente, não insinua e nem, muito menos, se coloca na posição de salvador para não dizer única opção para dar um rumo na administração do nosso município.

Veja, pelo menos, três destaques da entrevista que o ex ex ex deu ao Pimenta:

NEWTON, quando a oportunidade é dada gera compromissos...

O tempo voa ... e a vida passa rapidamente. Dia desses testemunhava suas idas e vindas pra o outeiro, suas descidas para o baba das 17, aos domingos às 7, e era ali entre as pedras da praia da avenida nas imediações da catedral.

Tempo ‘vuando’ e lá estava você contando do estrondo que antecedeu a rolagem da grande pedra em Banco Central e a razão por não ter nascido mais nada na trilha que a grande pedra percorreu.

Nova ‘vuada’ e chegou o momento de encarar o batente. O destino? Banco Real. As idas e vindas continuavam mas, para novo endereço. Tempos depois Banco do Brasil e a futura patroa na CEPLAC. Hora de desafios profissionais e pessoais. Por conta disso as barcas foram sendo reduzidas, as peladas e jogos oficiais diminuindo e o espaço de lazer virou a AABB. De freqüentador para a presidência da entidade foi um pulo. Boa administração ajudada por colegas que tinham os mesmos propósitos.... Acompanhando tudo e todos lá estavam os associados, conselheiros etc. Tirou de letra... matou a pau... Unidade de diretoria, de propósitos - associados ao querer fazer - não poderia dar zebra. Isso é fato. Não existia outros interesses e a agremiação ganhou com isso.....

Já centrado, meu filho, você sentiu necessidade de um galho forte para se segurar e contrapor os tropeços e sustos que a vida nos apresenta, impõe. Aí você ‘caiu pra dentro da Igreja’ e com a proteção do povo lá de CIMA veio a harmonia, a paz... O sossego espiritual é, ainda, o melhor bálsamo para os nossos pés nesses caminhos ‘retilíneos’ que, necessariamente, temos que seguir, caminhar, ir...

Nada, meu filho, acontece por acaso. Se você parar para pensar concluirá que existiu sim uma conspiração cósmica, celestial, enfim, um conjunto de fatores/ações (visíveis e invisíveis) que culminaram com um desfecho que nem você mesmo imaginava que um dia aconteceria. Aconteceu. Quedas, desbancadas, caminhos outros e pronto: lá estava você assumindo o comando da sua cidade na condição, inquestionável, de prefeito. Por que isso aconteceu numa cidade que se aproxima de 300 mil habitantes e você foi escolhido? Sorte? Nem pense em acreditar nisso. Você estar no lugar certo e na hora certa foi assim por acaso? Claro que não e é a partir daí que você deve começar a refletir.

Pensei muito no cristo e, no final, ...

Chumbaram os pés dele na rocha porque, já naquela época, previam ...

Estava nas prainhas e depois de fazer uma visita ao grande amigo badrágula armei minha vara, a de pescar, fixei na areia e fui pra água. Deitei, de braços abertos, fiquei boiando e viajando na idéia de mudar o cristo de lugar. Não sei se foi a minha posição na água (de braços abertos) só sei que o problema do cristo pintou, com todas as cores, na minha cabeça...

E eu lá boiando ...

Em tempos passados o inesquecível Valderico disse que mudaria a concha acústica de lugar. Tiraria da avenida o ‘trambolho’ e levaria para o parque de exposições na zona sul da cidade. O mais incrível é que ele disse que levaria a concha inteirinha de balsa, puxada por rebocadores até a praia do sul para não atrapalhar o trânsito nem provocar rachaduras na ponte. Houve um estudo em edição extraordinária e os engenheiros da prefeitura não apontaram solução para o que seria o mais simples: tirar a concha acústica da balsa, passar pela areia, atravessar o asfalto até chegar no parque de exposições. Conseguiram, inclusive, na base da camaradagem, que a COELBA procedesse o desligamento dos fios. Vale lembrar que a concha é alta e poderia quebrar os fios gerando prejuízos para os cabaneiros. A operação aconteceria de noite para ser surpresa o amanhecer tanto na avenida quando na zona sul.

E eu lá boiando ...

AUDITORIA, PREFEITO... AUDITORIA ...

Lí a entrevista feita pelo jornalista Maurício Maron com a secretária de saúde do município de Ilhéus, Marleide Figueiredo, e postada no seu BAHIA ONLINE

O tema central foi a denúncia de uma série de irregularidades apontadas pelo Conselho Municipal de Saúde. A secretária 'sapateou' e, resumidamente, adotou a estratégia de devolver as acusações colocando sob suspeição o relatório do CMS ... ela acredita ter deixado, para o leitor, a certeza de que vai verificar tudo detalhadamente.

O CMSI, ferido, vai buscar mais "irregularidades" e a secretária vai dizer que forças ocultas e concretas estão monitorando/induzindo as ações do Conselho.

O próximo momento (nessa sequência) será o de "bate boca" porque, assim, dúvidas serão lançada e a situação, hipoteticamente, cairá (?) no vazio. No final das contas, bate bocas, pitis, calundus e baianas rodadas, surgirá a corriqueira desculpa: TUDO ISSO É INTRIGA DA OPOSIÇÃO.

Silêncio e pá de coveiro

Estávamos em tempo de enlouquecer. As notícias davam conta de que a grana da prefeitura estava sumindo antes mesmo de bater na conta (se é que é possível isso). Verbas carimbadas sendo usadas nos mais diversos ‘canais’, a população se revoltando por segundo - porque as denúncias de repetiam - e chegou no ponto do basta. Ilhéus fechou questão, fincou pé e o bicho pegou: Valderico saiu com duas quentes e três fervendo.

Começa a minha burrice a partir do momento em que as obras pipocaram na cidade. Isto aconteceu no espaço de tempo entre a posse de Newton (no lugar de Val) e a posse de Newton (definitiva) conquistada nas eleições.

Por que ele ganhou fácil?

Porque se em poucos dias a cidade virou um canteiro de obras, aí se imaginou que iria faltar lugar na cidade para fazer mais obras. Essa projeção deu a Newton aquela ruma de votos que só Deus sabe de onde apareceu tanta gente dizendo: Esse é o cara. Num tem outro. E o 40 virou a dezena mais cotada na UBI.

A verdade não está sendo dita, o povo está sendo escanteado, a administração municipal está caindo num desgaste fora de série e todas as esperanças soterradas juntamente com as apostas de dias melhores.

Retomando:

Newton, “Olhar o mais adiante possível”

A gringa da rua da Linha ouviu da avó de Osmário que: “pombo que acompanha morcego aprende a dormir de cabeça pra baixo”.

Essa onda de ficar lançando mão de adágio popular, assertivas, máximas e similares acontecia sempre no meio da manhã, em volta de um fogão de lenha, que era aceso usando casca de laranja seca na corda de pendurar roupa. Casca de laranja e roupa dividiam o mesmo espaço, digamos, ‘harmonicamente’. Num canto, perto da palmeira (a do caqueiro maior), seu Manuel ficava sentadinho balançando a cabeça, concordando com os “debates”. Ele com seus quase 90 anos.

Certa ‘feitha’, seu Manuel estava com seu ‘pratinho’ na mão (não gostava de ir pra mesa) e disse que lá na terra dele o povo tinha a mania de dizer que: “dente aberto não é sinal de bem querer. Ele pode ta querendo te morder”. Com a concordância de todos o debate esfriou, o rango acomodou nas respectivas barrigas e o silêncio para assuntos de digestão predominou... Isto por volta de 1960.

Livramento do Brumado, 1975, Antonio dizia para os alunos da auto-escola que: “pra ser bom motorista é preciso olhar o mais adiante possível”. Edson, dono da auto-escola, uma mistura de Figueiredo com Fittipaldi acenava, positivamente e sentenciava: "nunca esqueçam disso" porque vocês terão tempo para pensar de que maneira sairão de um possível imprevisto.

Se Newton é o “novo” seus métodos não podem, JAMAIS, se assemelhar aos ‘métodos e aquiescências’ de tempos outros para que ele não caia no descrédito e a sociedade, que tanto o apóia, lhe vire as costas... porque vira mesmo.

AEROPORTO DE ILHÉUS:

Faca nos dentes ou atestado de óbito.

Hoje, o prefeito municipal concedeu entrevista coletiva no salão nobre do palácio Paranaguá. Chamou para a mesa quem conhece do assunto e, na platéia, vários segmentos da sociedade civil organizada. A participação foi muito boa e todas as informações passadas, significando na sua grande maioria o que já era de conhecimento público, – através de notas, releases e comentários - culminaram com a notícia de que a cidade de Ilhéus tem até 00h00 do dia 2 de setembro de 2008 para se enquadrar às exigências da “aviação civil” sobre pena de se ter o aeroporto rebaixado como já foi exaustivamente informado. Todas as providências tomadas, até então, foram levadas ao conhecimento dos presentes deixando na cabeça dos mais atentos que: se está difícil reverter essa situação com ações políticas só resta mesmo o Plano B como esperança de se continuar operando nos moldes mínimos desejados.

ILHÉUS / Eleições 2008.

O PMDB DE ILHÉUS ESTÁ RACHADO E ENFRAQUECIDO. RÚBIA CARVALHO ESTÁ FORA

O renascimento do PMDB em Ilhéus sinalizava para uma agremiação vibrante, robusta, eclética e atuante. Essa impressão demorou pouco porque lá no Centro de Convenções quando houve o famoso atrito entre Jorge Viana e alguns seguidores da sigla já era um indicativo porque a turma descontente saiu, prometeu voltar mas, não voltou. Os ‘cardeais’ da sigla empinaram o peito e se sentiram vitoriosos, abraçaram o ministro e outras autoridades que estavam lá na apoteótica festa. O evento aconteceu, teve momentos emocionantes e a SALVAÇÃO DE ILHÉUS foi a tônica das falações. Ali mesmo o nome do médico Antonio Carlos Rabat foi ovacionado.

O tempo passou, as conversas de pé de orelha, gabinetes e salas começaram, reuniões ‘fechadinhas’ aos montes surgiram e, sem nenhuma dificuldade - como conseqüência desses ‘acertos’ - deixaram de investir no médico (aquele mesmo que deixou seus projetos pessoais de lado passando a se dedicar inteiramente a tal caminhada vitoriosa). Ele, Rabat, só esqueceu de olhar com ‘olhos da desconfiança’ se aquele silêncio em torno do seu nome já não era, também, outro indicativo que as coisas não sairiam conforme combinado. Mesmo assim Rabat seguiu firme, aglutinando, trazendo para seu lado até quem não se mostrava inteirado das coisas da política mas, prometeu apoio e deram. Ou seja, o “candidato” contava com a aprovação e admiração de meio mundo do lado de fora enquanto na sua sigla era escanteado (já não mais na maciota). Não foi por falta de aviso. E aí os mais próximos da cúpula se encarregaram de comentar que o escolhido “não tinha decolado.” Chega ser até ridículo porque nunca vi, caro leitor, avião decolar sem combustível, piloto, equipe de comissários, manutenção etc ... Detectada essa deselegância, muitos deixaram de seguir adiante na busca de solidificar, massificar o nome. Mesmo assim, até o último segundo, Rabat acreditou ...

Acompanhe como o procedimento FOI exatamente o mesmo.

Nome limpo vira MERCADORIA

O tempo passa, os avanços tecnológicos seguem num ritmo que pode ser considerado assustador. A visão de mundo está cada vez mais aguçada, as demonstrações de solidariedade aumentam a depender da quantidade de holofotes e o homem, cada vez mais necessitado de amparo familiar e DEUS no coração, nos mostra que HONRA e MORAL se distanciam na mesma proporção que os seus interesses pessoais são buscados, perseguido, desejados. Agora mesmo, tudo isso está perceptível, palpável. “Palavra dada, honra, moral e unidade de grupo” são os ingredientes mais utilizados nessa NOJENTA articulação que vemos ser seqüenciada sem o mínimo de respeito, consideração e, o mais grave – se é possível - , na base do engodo. Engodo para quem viu nas ações iniciais um conjunto de boas intenções para com a cidade. Que coisa feia, quanta mentira por trás desse amor.

ILHÉUS SOMOS NÓS

É preciso que alguns saibam a razão do nascimento do R2CPRESS.

Nas minhas passagens por redações de jornais e emissoras de rádio da região e alguns dos mais importantes jornais do país - na condição de correspondente - percebi o quanto é difícil fazer publicar e acontecer determinadas matérias a exemplo daquelas voltadas para o social. Mostrar para o grande público como vivem os nossos irmãos, àqueles menos favorecidos pela sorte (?), a labuta para conseguir o que comer naquele dia (vive-se por dia), a barriga das crianças ‘explodindo’ de vermes, o alcoolismo avançando e o engajar, no tráfico de drogas, opção para os jovens como sendo alternativa imediata de ‘trabalho’. As matérias, acredite, não eram publicadas porque existia (?) o envolvimento financeiros do poder público com o veículo e esse tipo de reportagem comprometia (?) o faturamento. Assim, o que seria impactante, terminava na gaveta do diretor/editor/dono. A comercialização da notícia e o mascatear das opiniões viraram moeda de troca e de valor cada vez mais elevado. A sociedade, mandante, varrendo a sujeira para debaixo do tapete enquanto os veículos cuidavam para mantê-la devidamente escondida. Não deu e nem daria certo. Apostei no jornal eletrônico. Não pela novidade (internet) mas porque percebi, de logo, que poderia fazer aqui um jornalismo escancarado com a participação direta de uma parcela da sociedade que nunca, nunca mesmo, terá uma tribuna que o único impedimento é o ‘palavrão’, o desrespeito, o ataque à honra, o desrespeito à família, dentre outros, para nela subir. Não falarei do MARIMBONDO que mudou o jornalismo na cidade de Ilhéus. Foi uma marca mas, por sua imparcialidade e excesso de ferroada (gozação/seriedade) o jornal ficou caro e não tive condição de bancá-lo. O período que ele permaneceu vivo foi o suficiente para marcar a sua passagem. Deu o seu recado direitinho...

Por conta dessas reflexões e certezas, criamos em abril de 2003, o site R2CPRESS .

Governador, a hora é agora.

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Senhor Governador:

Assim que V.Exª chegar para inaugurar as novas instalações da CAERC, arrume um tempinho – coisa de dois minutos – e respire. Com certeza o senhor sentirá o cheiro do medo, da perplexidade, da agonia e, sem exagero, do pessimismo que se abateu sobre o nosso PÓLO DE INFORMÁTICA, vizinho da CAERC, onde o senhor estará. O otimismo que se tem por lá é um tanto quanto estranho, esquisito. É um “OTIMISMO COM UM PÉ ATRÁS”. Já viu desse por aí? Como disse, estranho, mas é a pura e a mais ‘cristalina das verdades’. O senhor, viajando para o sudeste e sul, já deve ter percebido que os Estados de lá estão, cada um, com suas tarrafas ‘pescando’ empresas. Paraná e São Paulo estão na dianteira. E Ilhéus, na nossa Bahia?

Somente assim ...

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Fui um dos primeiros amigos de Fernando quando ele chegou aqui em Ilhéus.
Poderia elencar uma série de situações que vivemos/vivenciamos juntos. Quando
ele começou a procurar uma casa aqui na rua da Linha fui o primeiro
a saber. Ele veio para a casa de D. Vitorinha e Juracy já sabendo a quantidade
de quartos, salas etc... e, aqui do lado, montou o Baitakão. O primeiro
suco de laranja foi o meu ...

Com a chegada do meu neto, a casa de nº 130 passa a abrigar a 4ª geração de uma família que teve sempre o cuidado de fazer amizades e, o mais importante, conservá-las. Aprendemos, internalizamos e estamos passando para os que estão chegando. Fernando trouxe rango, muitas vezes, nas altas madrugadas quando se fazia necessário um virote cujo resultado se reverteria em benefício para Ilhéus. Algumas outras vezes quando diagramava
com data para entrega do material... Um amigo de anos e sempre solidário. Trabalhador e, por conta disso, não tinha hora para meter as caras no trampo. Chegou, batalhou e venceu.

Agora vamos lá para dentro.

O EMBATE

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PODER X CIDADANIA

É preciso repetir, sempre repetir e morrer repetindo. O grande objetivo dessa ladainha é mostrar que de besta, apesar dos políticos acharem, o povo não tem nada. Vender o voto ou trocá-lo por telhas, cimento, blocos e, principalmente, cesta básica somente acontece porque o estado é ausente. Aliás, a bem da verdade, já estou acreditando que os “donos da miséria” deixam perdurar tal situação visando sempre o próximo pleito, a próxima eleição.

Fico abismado com a quantidade de apaixonados por Ilhéus. É uma declaração de amor em cima da outra e ai, depois que “casa”, tudo se transforma numa tragédia só. Todo aquele amor vai pro espaço e o poder - embriagando mentes – faz coisas que até o cão duvida. O básico vira complicado, o fácil se torna impossível, as demonstrações de incompetência têm como fonte geradora o próprio povo e por ai vai. Ilhéus vai testemunhar novas investidas em nome do AMOR...

Vereadores: descansem e pensem.

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2007 está acabando. A CMI, depois de um ano de resultados positivos, ganha alguns meses para uma avaliação do feito e do ‘a fazer’ no 2008. Eleição, dobradinhas, negociações, costuras, conchavos e similares marcarão o mundo político da cidade.

O povo, feliz da vida, do seu observatório cativo (ruas, praças, avenidas, vizinhança ...) assunta tudo e todos com uma série de interrogações costumeiramente presentes nesses períodos. O ano de 2007, para o Legislativo, foi proveitoso, recheado de coisas boas, com os edis se redimindo em grande estilo – a partir do momento que deram eco às aspirações populares – e, por conta disso, a Casa tem, de logo, mostrar que o ano seguinte ao histórico 2007 será de ações cujos frutos se reverterão a partir dele, SEMPRE e SEQUENCIADAMENTE, em benefício da população.

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