Falaê

Como superar a dor de um amor morto...

Rosana Braga


Nas duas últimas semanas, escrevi sobre a dor de um amor não correspondido, sobre a difícil tarefa de abrir mão de um amor que já acabou... E muito me impressionou a quantidade de mensagens que recebi de pessoas me contanto sobre o quanto têm sofrido e o quanto têm tentado, sem saber como, superar o desespero e a angústia que essa situação lhes causa!

Desde então, tenho mergulhado em mim mesma a fim de encontrar palavras que possam servir de “guia”, uma espécie de “mão amiga” para aqueles que se sentem atolados (e quase todos nós já nos sentimos assim alguma vez na vida!) perdidos e afogados numa dor que parece não ter fim...

PERAMBULANDO POR BEBEL

Bom, Bebel é, para os não iniciados, o tratamento carinhoso dado a Belmonte. Pois bem, daqui da Capitania dos Ilhéus, coloquei os panos na sacola e me piquei pra lá.

Era sábado de Carnaval, e ao iniciar da tarde, depois de atravessar a deslumbrante paisagem de coqueirais, de remanescentes da Mata Atlântica, de praias, de muita água e manguezal abundante, por uma hora de viagem através do Passuí – um tipo de rio-canal marítimo-fluvial paralelo ao oceano a partir da barra de Canavieiras –, desembocava na cidade.

Logo na chegada, de uns “papeadores” de beira de cais, captei uma novidade: a Prefeitura Municipal havia acordado verba para pavimentar o Porto com balaustre e reforma do casario. Iniciativa das mais salutares porque a área portuária da gloriosa época da “fartura” do cacau merece ser preservada e arrumada, sobretudo pelo seu passado histórico, matutei. Após o arriar das malas, saí a perambular, e não demorando, me encontrava – juntamente com a esposa –aboletado num bar com um grupo de conterrâneos – residentes e chegados – a recordar os velhos tempos da velha city e, como se diz: “haja causos”. E fulano? Sicrano mora onde? – Beltrano está na terra, afirma um eufórico partícipe. Outro: – Lembra do baba da Praça da Matriz e das jogadas de Heleno Barreiro? Rapaz, mal terminava o baba o cara já estava fazendo misérias no trampolim! Saltava e mergulhava no Jequitinhonha sem provocar nenhum ruído, e nadava como ninguém!

Aos 30 anos do martírio de São Romero

Dom Pedro Casaldáliga *

Adital -

Tradução: ADITAL

Celebrar um Jubileu de nosso São Romero da América é celebrar um testemunho que nos contagia de profecia. É assumir comprometidamente as causas, a causa pelas quais nosso São Romero é mártir. Grande testemunho no seguimento da Testemunha maior, a Testemunha fiel, Jesus. O sangue dos mártires é aquele cálice que todos/as podemos e devemos beber. Sempre e em todas as circunstâncias, a memória do martírio é uma memória subversiva.

Trinta anos se passaram desde aquela Eucaristia plena na Capela do Hospital. Naquele dia nosso santo nos escreveu: "Nós cremos na vitória da ressurreição". E, muitas vezes, disse, profetizando um tempo novo, "se me matam, ressuscitarei no povo salvadorenho". E com todas as ambiguidades da história em processo, nosso São Romero está ressuscitando em El Salvador, em Nossa América e no Mundo.

Este jubileu deve renovar em todos nós uma esperança, lúcida, crítica; porém, invencível. "Tudo é graça", tudo é Páscoa, se entramos com todo o risco no mistério da ceia partilhada, da cruz e da ressurreição.

O Sabor do Saber

“Se os textos lhes agradam, ótimo. Caso contrário, não continuem, pois a leitura obrigatória é uma coisa tão absurda quanto a felicidade obrigatória.” (Jorge Luis Borges)

Tomei conhecimento a partir de um artigo do excelente Gilberto Dimenstein que 180 mil jovens com formação superior não foram suficientes e capazes para atender à demanda por 872 vagas de estágio e trainee em empresas brasileiras.

Reflexo da crise de nosso modelo educacional, estes números, tabulados no ano de 2002 pela pesquisadora Sofia Esteves do Amaral, indicam o abismo existente entre o que as escolas entregam e o que as empresas solicitam. A qualificação acadêmica está desalinhada da qualificação profissional.

É indiscutível que devemos promover uma “cruzada pela educação”. Vender a ideia da educação para o Brasil, colocando-a como prioridade, ao lado da saúde e da ciência e tecnologia, nas discussões orçamentárias e de planejamento estratégico nacional. Criar o conceito de responsabilidade educacional e infligir com a perda do mandato prefeitos que desviam recursos das salas de aulas para a construção de estradas e outras finalidades que lhes conferem capital político mais imediato. E investir no docente, sua formação e sua remuneração, pois a chave da boa escola é o professor.

PARECE

Desta vez se não for mais um engodo em época de eleições, a coisa vai.

Pô! A construção da estrada Belmonte/Canavieiras parece brincadeira, ou então tem “cabeça de jegue” enterrada por perto. Ser difícil assim só na casa do...chapéu!

Para o conterrâneo belmontense, engenheiro Marcos Melo, não fora feita por culpa das sucessivas administrações baianas, em que seus comandantes só fizeram prometer, mas no fundo, sempre se portaram desinteressados.

Com isso fugi da crendice e caí na real. De fato os nossos “governos baianos” (com aspas e o que quiserem acrescentar) foram (tomara, saiam do pretérito) realmente eficazes em enganar o eleitor. Aliás, essa de enganar, frente nossa realidade, é a sabedoria fundamental do governante (aí extensivo aos demais estados da federação).

Pedras no Caminho!

"Dificuldades e obstáculos são fontes valiosas de saúde e força para qualquer sociedade. " ( Albert Einstein )

Na vida pessoal, assim como na vida profissional, o administrador encontra inúmeras pedras no decorrer do caminho. Costuma-se encontrar uma pedreira em meio à caminhada, mas, terá que agir com muita inteligência, muito equilíbrio emocional e muita paciência, para conseguir fazer com que tais pedras, sirvam de degraus para sua subida. Transpor obstáculos exige, além de maturidade profissional, muita sabedoria.

O administrador deverá fazer de cada obstáculo, um desafio a ser perseguido, e fazer de cada barreira a ser vencida, uma oportunidade, assim, terá maior probabilidade de alcançar sucesso profissional e permanecer no mercado.

Respeito ao Passado

“Uma grande nação jamais poderá esquecer seus velhos.” Esta antiga frase, que há muito ouvimos, na realidade contrapõe-se à visão mercadológica apregoada pela mídia, que, de forma geral, sempre tentou impor a versão de que o novo, o jovem, é o modelo ideal a ser seguido, e que o velho, ou ultrapassado, deve ser descartado. Na seara do trabalho, no que diz respeito às oportunidades de crescimento pessoal, a figura do mais idoso denota certa fragilidade, e cada vez mais idosos entram num processo de baixa autoestima, quando poderiam continuar dando sua contribuição à sociedade.

É verdade que no Brasil houve grandes avanços em relação aos direitos dos idosos, mas ainda há muito que se fazer. Hoje, o país tem 14,5 milhões de idosos – ou 8,6% da população total –, segundo informa o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) com base no Censo 2000. O instituto considera idosas as pessoas com 60 anos ou mais, mesmo limite de idade considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para os países em desenvolvimento.

DESAFIOS PARA O BRASIL

As mais variadas análises têm sido feitas sobre o Brasil , em relação à crise de 2009,
muitas delas favoráveis e outras negativas, todas, entretanto, reconhecendo
potencialidade de crescimento superior ao de outros países, dependendo da forma como
enfrentará os seus gargalos.

Indiscutivelmente, a imagem do Brasil é, no momento, boa. Não superamos a crise,
como se estivéssemos observando uma “marolinha”, mas recebemos o impacto de
vagalhões, como bem Roberto Macedo assinalou, em artigo para O Estado de São Paulo.
De longe, porém, a nossa “performance” foi melhor do que a dos países desenvolvidos,
embora inferior a da China e de outros emergentes.

O otimismo empresarial, todavia, manteve-se em alta e, apesar de termos recebido
menos investimentos exteriores que a média de todos os países (-49% no Brasil contra -
35% no mundo inteiro) e de o déficit das contas externas ter explodido, todos
esperamos um 2010 melhor, acreditando que não seremos atingidos por eventual
estouro da nova bolha , que se forma na economia mundial.

ONDE ANDARÁ O AMANHÃ?

Prá frente, Brasil! Vamos que vamos. Começar de novo. Andar com fé, eu vou... A hora é essa. Não espere acontecer.

O que mais eu posso dizer para te animar? E para me animar? Otimista, digo que tudo vai dar certo, que vamos conseguir seguir, encarar, enfrentar e vencer tudo o que vem vindo e que já vislumbramos os contornos. O céu negão em cima de nossas cabeças se reveza com o azul, todo iluminado. Tudo muito quente, abafado, dolorido. Parece que somos nós o cozido sendo preparado na panela de pressão. Ou seremos - será? - só o pavio do barril de pólvora? Fiat Lux!

Serão 40 dias até a próxima parada. Mas esses precisam ser mais vividos e melhor aproveitados, por favor. Senão, inclusive, a gente sucumbe. A mesmice não pode continuar imperando, com tudo tão previsível. É hora de aplainar a terra, afofar, jogar as sementes de ocasião. Uma espécie de prenhez coletiva, homens e mulheres, esperando o nascimento ou a gestação de alguma coisinha; e nisso somos todos férteis, loucos a desejar bebês rosados.

Oração e cura - fato ou fantasia?

Roque Marcos Savioli *

Por mais polêmica que seja a discussão sobre a interferência da fé em nossa saúde física e mental, esse assunto transcende os nossos consultórios quando transmitimos aos pacientes um diagnóstico desfavorável.

Devemos permanecer calados, frios ou até sarcásticos quando nos fazem referência à pretensa proteção divina? Evidentemente que não, pois a nossa impotência profissional sempre é reafirmada pela inexorabilidade do sofrimento e da morte. Além da nossa competência profissional e técnica, não podemos nos esquecer que à nossa frente pode estar um ser que sofre e que, independente da sua doença, está ali para ser ouvido e muitas vezes para ter o seu sofrimento compartilhado com aquele que o atende.

A Oposição e a Estabilidade Política

Muito embora a janela do escritório fosse do tipo “antirruído”, naquela tarde de 1998 o carro de som e as palavras de ordem tiravam minha concentração ao elaborar uma contestação judicial que deveria ser entregue no fórum, no dia subsequente. Como quem já soubesse que se tratava de uma passeata sindical, fui até a janela e olhei a multidão que caminhava com cartazes na avenida Paulista, centro financeiro de São Paulo.

Os sons do microfone, a voz estridente, o volume nas alturas já faziam parte do cenário do segundo mandato do governo do tucano Fernando Henrique Cardoso (1998-2002) As greves e a instabilidade política sindical eram corriqueiras e exigiam uma nova postura do governo. Hoje, ao olharmos para trás e observarmos a calmaria reivindicatória que nos envolve, vemos que o Brasil realmente mudou.

O Caminho do Meio

“Todas as coisas já foram ditas.
Mas como ninguém escuta, é preciso sempre recomeçar.”

(André Gide)

Equilíbrio. Talvez esta seja a palavra mais adequada para nortear a vida de qualquer pessoa.

Quando cuidamos de nossos negócios, ou do negócio dos outros com atitude empreendedora, costumamos assumir uma postura extremada, engajando-nos de corpo e alma, labutando 14 horas diárias, negligenciando nossa saúde, família, vida social e cultural.

Os dias mostram-se curtos, insuficientes para a realização das atividades propostas. O almoço torna-se supérfluo. Dorme-se pensando nas duplicatas vencidas e a vencer, nos clientes que deixaram de ser atendidos, nos atrasos na linha de produção. Deixamos de apreciar as experiências positivas que tivemos. Os problemas são recorrentemente mais pujantes.

É fácil ser um grande líder?

"Os grandes líderes são como os melhores maestros - eles vão além das notas para alcançar a mágica dos músicos." (Blaine Lee)

Ser um líder não é nada fácil. Para realizar um ótimo trabalho de liderança nas organizações do séc.XXI, o líder deve atender às reais expectativas da organização e fazer com que a organização atenda às reais expectativas dos colaboradores, tendo como conseqüência, a obtenção da eficiência e da eficácia nas ações, assim, todos saem ganhando. O líder contribui não só com o desenvolvimento organizacional, mas também, com o desenvolvimento pessoal.

A figura de um líder dentro de qualquer organização é importantíssima, uma vez que é através de seu trabalho, que a organização irá deslanchar no mercado, mercado este, globalizado e altamente competitivo.

QUEDE? QUEDE?

Li alguns artigos que de suas páginas só saíram lisonjas ao regime militar de 64.

Por conta do “Enquanto isso!!” de Miriam Leitão que em síntese é uma crítica – pelos erros cometidos – aos militares daquele período (e maneira com os de hoje porque estes “demonstram com convicção terem aprendido o que não podem fazer”) fez replicar contundente do General-de-divisão Torres de Melo o “General responde a Miriam Leitão”: um escancarado discurso em defesa das Forças Armadas no contexto da história política brasileira. Mas o tema envolvido sugere combinar com 2005, ano da crise petista – via “mensalão” – no governo e que deixara a “classe armada” oficial meio assustada.

O “Militares, nunca mais” de Millôr Fernandes é outro que embora o título pareça antever o conteúdo, relata as realizações (as boas, claro) dos governos dos militares. Aí o famoso cartunista e cronista do “Pasquim”, de verve irônica por excelência, para contrariar a expectativa, satiriza os governos civis da pós-ditadura. Mas como é tido – conquanto de cunho independente – como homem de esquerda, o texto deixa dúvida quanto à autoria. Como fucei a área virtual pra lá e pra cá buscando precisar data e responsabilidade autoral e não obtive êxito, a dose de minha incerteza aumentou.

Medicina regulamentada, melhor saúde para o cidadão

Antonio Carlos Lopes

Aprovado pela Câmara dos Deputados em outubro de 2009, o projeto de lei 7703/2006, que regulamenta o exercício da Medicina, deve ter um desdobramento definitivo neste início de 2010. Encerrado o recesso no Congresso Nacional, poderá ser apreciado e votado a qualquer momento pelo Senado. Caso seja aprovado, irá à sanção da Presidência da República.

Importante para pacientes, médicos e toda a sociedade, a regulamentação da Medicina corrige uma falha histórica. No Brasil, todas as profissões de saúde têm estabelecidas em lei suas responsabilidades privativas, menos a medicina. Quando o PL 7703, ou Ato Médico, for aprovado e sancionado, viabilizaremos em nosso país uma assistência médica mais acessível. Os pacientes de qualquer região terão direito legal de ser diagnosticados e receber tratamento prescrito por médicos, e não por clandestinos ou aventureiros de plantão.

Mulher séria arreganha os dentes, sim, senhor presidente

Esperei a poeira baixar, eu me acalmar e o presidente estar fora de perigo, para rebater um verdadeiro desaforo que ele andou falando semana passada e, claro, com a Tia Dilma por perto. Talvez você não tenha visto, mas ele disse que "mulher tem de ser séria". "Quem tem de ficar arreganhando os dentes é homem". Siderou de vez. Mostrou-se outra vez.

Vou falar por mim. Tenho certeza de que sou séria, na medida do que o sério deve ser, e arreganho os dentes, sim, senhor presidente! E não só para sorrir, o que também adoro e peço a Deus que eu o faça ainda por muito tempo. Arreganho os dentes de várias formas. Algumas vezes, inclusive, para me proteger e rosnar contra pessoas atrasadas como o senhor ainda se mostra de vez em quando, infelizmente. Que papo é esse? Desde quando seriedade é cara feia? É rudeza? É esse amargor do rosto sempre crispado que agora falsamente vocês querem nos impor como a mulher? Diga que ela é sua candidata. OK. Mas não diga que é porque ela é mulher, séria, que não arreganha os dentes. Nós, mulheres, somos bem mais espertas do que o que vocês acreditam.

Uma Caminhada rumo à Dignidade

Sempre compartilhei da ideia de que um dos maiores patrimônios que temos na vida é a nossa saúde. Assim, cumprindo as recomendações médicas, levantei cedo, coloquei meus tênis (anti-impacto) e fui caminhar e correr, ou correr e caminhar, como faço quase todos os dias quando estou na praia. Especialmente naquele dia havia muita gente cumprindo as mesmas recomendações e caminhando na orla do Guarujá, litoral paulista. A multidão era grande; enquanto uns iam, outros voltavam com seus trajes diferentes, tênis variados, com o olhar demonstrando cansaço, porém determinado.

O Administrador faz Acontecer!

“Nenhuma empresa é melhor do que o seu administrador permite”. (Peter Drucker)

Em meio a tanta turbulência do séc. XXI, mais do que nunca, a figura do administrador dentro de qualquer organização, seja de pequeno, médio ou grande porte, se tornou imprescindível.

Assim como o médico é essencial à vida de qualquer cliente, o administrador é essencial em qualquer organização.

O séc. XXI vem recheado de incertezas, desafios e mudanças constantes, e ninguém melhor para assumir riscos, com maior probabilidade de acertos, obtendo resultado esperado, do que um administrador.

2010 - CRISTAIS QUEBRADOS

*Carlos Vereza

Não é necessário ser profeta para revelar antecipadamente o que será o ano eleitoral de 2010.

Ou existe alguém com tamanha ingenuidade para acreditar que o “fascismo galopante” que aparelhou o estado brasileiro, vá, pacificamente, entregar a um outro presidente, que não seja do esquema lulista, os cargos, as benesses, os fundos de pensão, o nepotismo, enfim, a mais deslavada corrupção jamais vista no Brasil?

Lula, já declarou que (sic) “2010 vai pegar fogo!”. Entenda-se por mais esta delicadeza gramatical, golpes abaixo da cintura: Dossiês falsos, PCC “em rebelião”, MST convulsionando o país… Que a lei de Godwin me perdoe - mas assistiremos em versão tupiniquim, a Kristallnacht, A Noite dos Cristais que marcou em 1938 o trágico início do nazismo na Alemanha.

Juntos, Seremos Mais!

“Grandes visionários são importantes; grandes administradores são fundamentais”.
(Tom Peters)

Cooperação e colaboração se tornaram palavras de ordem no séc.XXI.
Para que a organização alcance um diferencial no mercado, é preciso que funcione como um ser humano, além de viva e atuante, funcione de forma integrada, interagida e interligada, de modo que, todos os envolvidos no processo organizacional realizem de fato cooperação e colaboração.

Em uma organização inter-relacionada, torna-se necessário que, cada pessoa, bem como cada departamento, não só compartilhe o seu papel, é preciso ir além, é preciso somar forças, compartilhar conhecimentos, talentos, buscas e anseios, contribuindo assim e lutando em prol do alcance de objetivos comuns.

O crime oculto na máscara

* Antonio Gonçalves

É cada dia mais comum a convivência das pessoas com a internet. O que antigamente era tido como mera ficção ganha contornos cada vez mais reais. É preciso discernir os universos real e virtual, este último responsável pela concretização de sonhos, desenvolvimentos de personagens, etc.

Na internet e em sites de relacionamento proliferam-se cada vez mais a criação de personagens que nem sempre equivalem a seus pares reais. Ora, e qual a relação de um site com a vida cotidiana?

O cerne da questão reside no fato da falsa sensação de poder advinda com a criação dessa figura virtual, pois nada obsta criar uma “pessoa” com todas as características que uma pessoa gostaria de ter, todavia, não o tem.

DO BAÚ

Como dois mil e dez do calendário gregoriano já chegou bonitinho faz tempo, e eu nada havia produzido – por faltar-me transpiração e mais ainda, a tal da inspiração –, o jeito foi apelar para o meu baú de literatice.

Notícias em voga, até que pensei em meter o bedelho na polêmica questão aquecimento (e recentemente, resfriamento) do planeta, ou embrenhar-me nas entranhas do Haiti e procurar entender do porquê de um país tão castigado pelo homem e pela natureza. Ah, não faltou, com o prato cheio da política brasiliense (se afanar dinheiro público couber nessa ciência!) na bandeja, a tentação de me envolver nesse tema, mas fiquei mesmo com uma prata da casa.

É que fuçando uns arquivos guardados no computador, me deparei com o nomeado “Museu do Cacau”, então, como havia escrevinhado algo a respeito, peguei a ponga e: é por aqui.

Trata-se da matéria “Moção de Repúdio” e subtítulo “Contra o abandono do Museu do Cacau em Ilhéus”, oriunda do R2CPRESS (o conhecido site de Rabat) e que em resumo reporta a III Conferência Estadual de Cultura ocorrida em Ilhéus entre 26 a 29 de novembro do ano passado, enfatizando o descaso da Secretaria de Agricultura estadual com o referido museu. Um documento contendo assinaturas, endereçado a esta secretaria com cópia para o IPAC-Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia pedindo a transferência do domínio do museu para a Secretaria de Cultura encerra a razão do título. Sim, encabeça o movimento a Federação das Associações dos Moradores de Ilhéus- FAMI.

Aquário

Glub, glub, glub. Chove forte lá fora. De novo. E lá fora mais ainda, lá para os outros lados do mundo chove e neva, e há ameaça de frio de menos 50 graus Celsius. Em alguns lugares o calor torra até amendoim; em outros, o vento arrasta o que pode, pior do que nossa imaginação cinematográfica poderia imaginar. Tudo inunda, desmorona, queima ou se afoga. Assistimos às tragédias de nossos aquários?

Aqueles peixinhos nadando para lá e para cá com suas caras desinteligentes nunca me atraíram muito. Há anos-luz, meu irmão teve um aquário e quando saía deixava os "partos" por nossa conta, meu e de minha mãe, e fazíamos o que dava utilizando peneiras de plástico para salvar os pobres filhotinhos de suas mães canibais. Eu só gostava quando ele comprava aqueles pequenos peixes-lâmpada, os néons. Entrava escondido no quarto dele e ficava apagando e acendendo a luz só para vê-los faiscar dentro daquele vidro.

A Amplitude dos Direitos Humanos

Não é de hoje que a questão dos direitos humanos suscita debates apaixonantes entre estudiosos e adeptos de uma política mais abrangente e parte da sociedade conservadora. Talvez o cerne da questão esteja na análise conceitual. Na verdade, no Brasil, os avanços nas garantias individuais sempre ocorreram de forma gradual, em especial no que se refere à proteção à pessoa. Nesse quesito, sempre houve uma estigmatização dos defensores desse nobre direito, que forçosamente passa pela defesa dos mais humildes e desassistidos.

Mais ou Menos? Não!

Somos o que fazemos repetidamente. A excelência, então, não é um ato, mas um hábito.
(Aristóteles)

Com o iniciar deste terceiro milênio, enfrentamos múltiplos desafios; um deles é a acirrada competitividade. O mercado exige que sejamos ótimos, caso contrário seremos literalmente esmagados. Vivemos em um mundo globalizado, na era da incerteza, e esta traz consigo grandes mudanças, sendo uma destas a de não permitir que sejamos mais ou menos.

O investimento pesado, nos Recursos Humanos e na tecnologia da informação, se tornou o grande aliado da organização que deseja pelo menos, sobreviver no mercado, pois o conhecimento e a informação passam a ter uma nova conotação, passando a ser os pilares da organização, gerando o rebento denominado produtividade.

DOIS COBRAS

Há algum tempo papeando com o colega ceplaqueano Fernando Del’Rei (Kojack) a respeito de Ronda, uma de suas paixões musicais, me disse ser de Paulo Vanzolini a sua letra. E acrescentava em tom de brincadeira que o letrista, como Argôlo do Cepec (Centro de Pesquisa do Cacau), era um especialista em cobras.

Lá se vão se não me engano, mais de quinze anos, época em que Antonio Jorge Suzart Argôlo – técnico agrícola e estudante superior de biologia –, começava a dar corpo aos seus estudos sobre serpentes.

Com ele conheci de sua coleção, a temível cascavel, um exemplar lhe doado pelo então agricultor ilheense Rui Tatu e que vive em região seca e pedregosa, portanto, diferente da das fronteiras Cacaueira, referência de sua pesquisa. A ele indagando a propósito do veneno dos ofícios, pavor de meio-mundo desconhecedor, explicara-me tratar-se do suco gástrico e que servia –como espécimes carnívoros –, na imobilização e decomposição da presa como alimento. Também na condição de quase um ofiófobo confesso, foi bom saber que cobra não ataca o humano simplesmente, ou seja, não possui a tão mal falada agressividade; só quando ameaçada em seu ambiente.

Borogodó

Adoro pensar e brincar com palavras, e é nessas horas que vejo que a língua portuguesa é mesmo muito louca e musical - à sua forma. Meu irmão outro dia expressou um borogodó bom enquanto a gente conversava. Acabei e fiquei pensando no borogodó- veja só a atividade relaxante que encontrei, que "Ó, do borogodó".

Viu? Tem borogodó bom e borogodó ruim. O Ó do borogodó é o fim, o ó, a última letra de uma palavra, e em uma palavra: o quê ou o quem não tem borogodó, só tem o ó. Essa expressão deve ter nascido na hora que alguém muito cheio de borogodó, o borogodó em pessoa, pisou na bola, e só sobrou o ó.

É a treva: rumo ao desastre

Uma jovem e talentosa atriz de uma novela muito popular, Isabelle Drummond, sempre que fracassam seus planos, usa o bordão:”É a treva”. Não me vem à mente outra expressão ao assistir o melancólico desfecho da COP 15 sobre as mudanças climáticas em Copenhague: é a treva! Sim, a humanidade penetrou numa zona de treva e de horror. Estamos indo ao encontro do desastre. Anos de preparação, dez dias de discussão, a presença dos principais líderes políticos do mundo não foram suficientes para espancar a treva mediante um acordo consensuado de redução de gases de efeito estufa que impedisse chegar a dois graus Celsius. Ultrapassado esse nível e beirando os três graus, o clima não seria mais controlável e estaríamos entregues à lógica do caos destrutivo, ameaçando a biodiversidade e dizimando milhões e milhões de pessoas.

Cinquentinhas

Quando a gente tem 10, quer ter 18. Quando tem 20, quer parar por aí, mas não consegue. Nos 30, 40, 50, teme o 60, o 70, o 80... Mulheres independentes estão mudando isso, e de forma mais rápida que os homens, se falarmos em termos de idade. Décadas loucas! Mulheres incríveis!

Posso falar porque já cheguei. Tem um monte de gente que chegou também, mas não admite nem no pau-de-arara. Morro de rir ao encontrar algumas destas pessoas que conheço nas páginas daquelas revistas. Agora a nova moda é ter - repara só - 38 anos. Uma espécie de mentira branda - deve parecer - como se o número abrandasse a terrível curiosidade alheia (mais de 30, menos de 40). Se alguém faz as contas ficará pasmo de ver que a pessoinha teve filho com uns 11, 12 anos... Outro dia fiquei pensando nisso por causa da Leila Lopes. Teria ela se suicidado, mesmo se soubesse que iam escarafunchar as coisas dela e descobrir que tinha 50 anos?A coitada se mata, deixa carta mostrando agruras e amarguras e ainda descobrem que mentiu a vida toda. E isso vira manchete.

UM ESTADO PERMANENTEMENTE IMORAL

Quando um Ministro do período de exceção declarou que o Estado é,
necessariamente, aético, disse uma verdade, que, no Brasil, constitui a essência do
exercício do poder. O administrador público brasileiro, em geral, gere mal as
contas públicas e é um agente fantasticamente caloteiro, que não cumpre suas
obrigações pecuniárias do Estado para com o cidadão, muito embora, na prática
de uma autêntica “vampiragem tributária”, retire muito mais recursos do povo, do
que seria necessário para os maus serviços públicos que presta. Se um
contribuinte deixar de entregar parcela do fruto de seu trabalho ou patrimônio para
pagamento de tributo no prazo de vencimento, corre o risco de ser preso. Se o
administrador público deixar de pagar o que o Estado deve em virtude de sua
má administração, basta recorrer ao Congresso Nacional para afastar a obrigação.
O monopólio do calote é oficial, público, reiteradamente praticado, apesar de a
Constituição de 1988 garantir o direito de propriedade, há décadas, no País.
União, Estados e Municípios, que não pagam o que devem em precatórios, tornam
seus administradores maus gestores e aéticos. E permanecem em conluio com o
Parlamento para que o confisco do patrimônio do cidadão, seja viabilizado em
sucessivas PECs. Já o “banditismo oficial” é endeusado, gabando-se a "eficiência"
de quem deve, mas não paga, nada obstante destinar, pelo orçamento, fantásticos
benefícios aos detentores do poder (burocratas e políticos), com aumentos muito
acima da inflação e muito além dos reajustes que têm os cidadãos do segmento
não governamental, que trabalham na sociedade.

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