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DO FUNDO DO BAÚ DE JOSÉ LEITE

1) 60 ANOS DE JOSÉ LEITE EM ILHÉUS.

2) CONHEÇA A VIDA DO PADRE CÍCERO.

3) NOSSA HOMENAGEM AO AMIGO SALDANHA.

4) AS FOTOS DESTAQUES DA SEMANA. :: LEIA MAIS »

AGRISSÊNIOR NOTÍCIAS-Edição 774 – ANO XVII Nº 03 – 03 de agosto de 2020

POBRE NÃO COME PIB

Manoel Tourinho, Carlos Pantoja e José Alexandre Menezes (*)

Noam Chomsky, é um intelectual. Americano. É Professor Emérito do MIT, o Massachusetts Institute of Technology. É também Professor Laureado pela University of Arizona. Esses títulos são reconhecimentos bastante considerados pela sociedade acadêmica americana. Considerado o mais importante ativista intelectual do mundo. Escreveu obras questionadoras como: Understanding Power, e Who Rules the World, este já tem edição em português publicado pela Crítica, 2017. Sobre Chomsky, Arundhati Roy, ativista indiana dos direitos humanos e ambientais, disse que Noam faz parte de um pequeno grupo de indivíduos lutando contra toda uma indústria. E isso o torna não só brilhante, mas heroico. Uma de seus mais recentes livros (2017) tem título prosaico: ”It is the responsability of intellectuals to speak the truth and to expose lies” exatamente porque não há uma só palavra nesse título que não expresse o sentido mais chão dos termos, ou seja, a ‘responsabilidade dos intelectuais de falar a verdade e expor mentiras’. A escolha é seguir o caminho da integridade onde quer que ele leve. Nessa parte do texto trazemos a liça para reflexão o agronegócio brasileiro. É importante se questionar sobre o quanto é desejável do ponto de vista das políticas públicas aumentar na Amazônia, a participação do agronegócio exportador a custos ambientais e humanos elevados. Estimulados pelas valorizações momentâneas de “commodities” e disparadas do dólar, a preferência é sempre o mercado externo, ainda que a fome do pobre salta aos olhos: mais de 5 milhões passam fome e quase 40 milhões vivem no mercado informal de trabalho. É justo neste cenário, retenções de alimentos com propósito de evitar queda de preços? No processo civilizatório é honesto não reconhecer os crimes ambientais contidos nas suas operações de produção? Desde o preparo do solo, os insumos químicos para a produção e os fins a que se destina, longe muito longe, de assegurar comida limpa e barata. Na perversa lógica das “commodities” mais vale o comercio exterior ao comercio interno. Exportar é o destino. O aumento acumulado do PIB do Agronegócio no primeiro quadrimestre de 2020 foi da ordem de 3,78%, apesar da pandemia… Resultado similar foi apontado nos segmentos afins como o crescimento de 1,33% do PIB do ramo agrícola; 1,05% dos agros serviços e 0,37% da agroindústria. Proclamas enfeitiçadas às custas da expansão da área de produção e dos ganhos de produtividade, segundo o Cepea/USP (2020). Exaltados no “Agro Pop; Agro Tec. Agro Tudo”; menos na desconcentração da renda, na mitigação da fome endêmica e do desemprego estrutural brasileiro. Expulsões de trabalhadores da terra, assassinatos de lideranças são marcas muito perversas deixadas pelos caminhos do agronegócio na Amazônia. Tudo está interligado na “Nossa Casa Comum”, inclusive os danos a vida humana e não humana trazidas nas cartilhas das atividades madeireira, “pecuarização” e plantio de soja.

Essas são verdades que os nossos “nativos” professores, pesquisadores e intelectuais titubeiam em denunciar; preferem silenciar aos acenos de bolsas, viagens ao exterior, equipamentos para os seus laboratórios. Não vendo nossos acadêmicos lutando pela promoção da liberdade, justiça, misericórdia, paz e bem, os governos, sem exceção, igual ao de agora, prefere a desidratação do sistema público de ensino e pesquisa porque assim quebram as resistências acadêmicas e o “Future-se” instala-se. Voltemos a verdade: O pobre não come PIB, mas come a comida sadia da agricultura familiar, cuja métrica é ser humana demais, porque serve primeiro em casa e depois vende na porta ou comparte; troca, faz escambo. Pratica a arte da terra com rosto humano. Com ela não há fome. Ninguém fica sem um prato de comida na casa do pobre. Na Amazônia, a agricultura familiar, incentivada e adotada pelos governos, tem plenas condições de oferecer alimentos em quantidades adequadas com qualidades saudáveis. A expulsão direta da mão de obra rural para os meios urbanos tenderia a queda. Os tugúrios urbanos, a favelização, é efeito direto da produtividade da terra com a mecanização, sementes hibridas, custos competitivos. A fantasia no “Novo Rural”. Desfigurado da sua cultura, da sua gente, das suas irmandades. É um “Novo Rural” sem alma, completamente “despiritualizado” a ferro e fogo. Pobreza invertida, mostrada agora pelo COVID-19. A base da pirâmide passou pra cima. O vértice da pirâmide afundou na insensatez do capitalismo agrário. O capitalismo não tem cuidado pretérito com a pobreza, ao contrário acentuá-la é garantir a expropriação futura. Precariado. Acentuar o “privilégio da servidão”, sem maquiagem, porque o tempo de trabalho é também de dominação social. Acentuada nas academias. Aulas Remotas. Professores empolgados… Por quê? Alienação. Recentemente em uma revista estrangeira, famosa, a “Science” (edição de 17/7/2020) um grupo de acadêmicos brasileiros e não brasileiros, de instituições nacionais e não; mas liderados por um professor de nome indígena Raoni, da UFMG, Minas Gerais, publicou o artigo: “The rotten apples of Brasil’s agribusiness”. Tremores sísmicos foram detectados no epicentro do poder, Brasília. A Ministra. O Veneno. Os “doze apóstolos” intelectuais, autores, parecendo ter lido Chomsky, expuseram com responsabilidade moral a verdade e tiraram as máscaras atrás das quais o agronegócio esconde os fakes. Pobre não come PIB. Come comida que o agro prefere mandar pra fora e mesmo assim envenenada tanto social quanto ambiental: 20% da soja e 17% da carne agro+negociada para o exterior, vem de 2% de propriedades que desmatam ilegalmente na Amazônia e no Cerrado. Os CAR, Cadastros Ambientais Rurais, tornaram-se instrumentos oficiais de grilagem de terra, com áreas municipais cadastradas maiores que sua própria superfície, como o exemplo de Gurupá (PA), no Marajó. Na negligência gerencial deste cadastro, segundo o Serviço Florestal Brasileiro, até o final de 2019, dos 93,7 milhões de hectares cadastráveis na região Norte, foram cadastrados 152,6 milhões de hectares! Um convite para novos conflitos no campo amazônico. Um outro estudo conduzidos por oito acadêmicos da Trase, Imaflora e ICV,(Junho,2020) cotejando a produção de soja e o desmatamento ilegal, em Mato Grosso ( daí a proposta do governo federal de rever a geografia da Amazônia Legal, afim de não incidir “olhares” dos ambientalista sobre Mato Grosso), mostra que 80% da produção de soja provém de 400 fazendas assentadas em terras florestais desmatadas ilegalmente. A produção foi exportada – 46% para a China e 14% para a União Europeia. O foco prioritário do agronegócio na Amazônia, é resultante da demanda alimentar da China. A China troca perversamente nossas florestas por soja. Envenenar nossos solos e nos rios, que lhes importa! Para alimentar o povo chinês, vale tudo! Até mesmo esquecer que Mao Tsé-Tung passou por lá. Os resultados retóricos para a composição do PIB são notáveis, mas infelizmente o pobre não come PIB; aliás, o alimento que tem origem no agronegócio e chega à mesa do brasileiro que pode pagar, é de péssima qualidade; a carne então nem se fala, mesmo retendo o boi para que o preço da carne aumente. :: LEIA MAIS »

Tele Coronavírus celebra os mais de 110 mil atendimentos em seu encerramento; atendimento continua no Monitora

Projeto articulado pelo Governo do Estado, que reunia voluntários para atender casos suspeitos de Covid-19, ultrapassou 125 dias em funcionamento
Em um momento de união entre órgãos em favor da ciência, a solidariedade prevaleceu e deu origem ao projeto Tele Coronavírus, que reuniu estudantes de medicina voluntários para atender pessoas remotamente que tivessem sintomas ou dúvidas a respeito da Covid-19. Através do Disque 155, mais de 110.679 pessoas foram atendidas remotamente, quando receberam orientações médicas, evitando o risco de contágio ao sair de casa. Em seus 125 dias em operação, o serviço foi uma das medidas articuladas pelo Governo do Estado para diminuir o número de pessoas nas ruas e assim minimizar a quantidade de casos positivos da doença, enquanto centenas de leitos foram inaugurados ao redor da Bahia.
Apesar do encerramento do Disque 155, os serviços de atendimento à população continuam, de acordo com a secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), Adélia Pinheiro. “A disponibilidade do Tele Coronavírus permanece através do aplicativo Monitora Covid-19 em articulação com equipes de profissionais de saúde, atuando como promotores do bem-estar, identificando precocemente casos suspeitos da doença, facilitando o isolamento prévio desses casos e dos que são enquadrados como suspeitos”, disse. Ela também destacou o espírito de solidariedade e união de todos que fizeram parte do projeto. “Fica aqui o exemplo de que sempre que a sociedade precisar, a comunidade acadêmica, os profissionais de saúde, o poder público e os institutos de pesquisa estarão prontos para se reunir e atender à população”, complementou.
Além de prestar atendimento e tirar dúvidas por parte de profissionais capacitados, que estão nos últimos períodos acadêmicos do curso de medicina, o Tele Coronavírus também serviu para gerar dados e auxiliar no mapeamento de possíveis novos casos ao redor do Estado. De acordo com as informações divulgadas pelo último relatório do serviço, a capital segue com o maior número de atendimento com sinal de alerta, seguida por Feira de Santana e Lauro de Freitas. O secretário da Saúde (Sesab), Fábio Vilas Boas, celebra os resultados alcançados. “Precisamos parabenizar nossos voluntários, futuros médicos, que tiveram o espírito de solidariedade e tanto contribuíram neste momento em que toda a população precisava de ajuda. Após todo esse tempo em funcionamento fica claro como é importante manter esses entes, universidades, órgãos públicos, fundações, todos unidos em prol da população”, disse.
O secretário estadual do Planejamento, Walter Pinheiro reafirma a importância do trabalho. “Mesmo antes do coronavírus chegar na Bahia, iniciamos as tratativas com a Fiocruz para esta iniciativa, que deu uma contribuição fundamental, orientando as pessoas e mapeando dados que utilizamos para a estratégia de combate à pandemia. O envolvimento dos voluntários da área de saúde foi essencial para a qualidade e para o sucesso deste serviço”, destaca.
A pesquisadora da Fiocruz Bahia e integrante da equipe que formulou o projeto, Viviane Boaventura destaca que “o projeto foi muito exitoso, tanto no aspecto assistencial quanto de educação para cidadania. Mais de 110 mil pacientes de 343 municípios da Bahia foram triados e cerca de 63% não tiveram necessidade de deslocar-se para unidade de saúde, reduzindo a circulação de pessoas doentes. Além disso, o projeto ajuda a criar uma cultura cidadã entre os futuros médicos voluntários, que prestaram um importante trabalho, ajudando a mitigar o impacto da epidemia no nosso estado”.
Um dos parceiros do projeto, a Diretoria de Ciência, Tecnologia e Inovação da Fundação Estatal Saúde da Família (FESF-Tech) foi o responsável pela criação da plataforma de atendimento. “A FESF-Tech, ao ser convidada para contribuir no Tele Coronavírus, conseguiu entregar a primeira versão da plataforma em 5 dias, com a Ufba e a Fiocruz. Ao longo desses 4 meses, a plataforma está na 14ª versão. Neste serviço, a Fesf, parceira de primeira ordem do Governo do Estado, colocou em prática a sua missão institucional que é oferecer soluções inovadoras para o SUS”, detalha Alisson Sousa, diretor da Fesf-Tech.
Idealizado pela UFBA e Fiocruz Bahia, o Tele Coronavírus recebeu apoio do Governo do Estado, através das Secretarias de Saúde (Sesab), de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), do Planejamento (Seplan), de Segurança Pública (SSP), da Administração (Saeb) e da Infraestrutura (Seinfra). Também aderiram à ação as quatro universidades estaduais (Uneb, Uesc, Uefs e Uesb), a Escola Bahiana de Medicina, a FTC Salvador, a Unifacs, a Unime, a UFRB, a UFSB, a Associação Bahiana de Medicina (ABM) e a Fesftech, esta última responsável pelo desenvolvimento de uma plataforma que é alimentada pelos voluntários.

Ilhéus: Prefeitura e Estado realizarão testagem Covid para alunos e servidores da rede estadual

Tendo em vista os protocolos de segurança para a retomada das aulas na rede estadual de ensino, o prefeito Mário Alexandre solicitou ao Governador Rui Costa a testagem para detecção da Covid-19 junto aos alunos, servidores e professores das 18 escolas estaduais no município de Ilhéus, que foi autorizada por meio do diálogo do município, através das Secretarias Municipais de Educação, Esporte e Lazer (Seduc) e de Saúde (Sesau), com o Secretário de Educação da Bahia, Jerônimo Rodrigues.

“Mais uma notícia para o enfrentamento do coronavírus na nossa cidade. Essa é mais uma parceria com o Governo do Estado para salvar vidas. Nosso propósito é identificar o comportamento do vírus em relação aos jovens e servidores das escolas, justamente para no processo de retomada das aulas, possamos evitar a contaminação e transmissibilidade do vírus, e, principalmente, salvar vidas. Para isso, estaremos realizando um planejamento para a realização desses testes”, destacou o prefeito Mário Alexandre, que agradeceu ao governar Rui Costa e ao Secretário Jerônimo Rodrigues por mais essa ação na luta contra a Covid-19 em prol da cidade de Ilhéus.

“Queremos ver qual o perfil do que aconteceu com os estudantes, professores e funcionários nesse período. Ou seja, queremos identificar quantos já tiveram a Covid e quantos estão neste momento infectados”, destacou o Governador Rui Costa, ao afirmar que o governo trabalha para que o retorno às aulas aconteça com segurança.

Ao todo, são 18 unidades escolares no município de Ilhéus, incluídos 4 colégios indígenas, com um total, na rede, de 11.370 estudantes, 661 professores e 296 funcionários, um total de 12.327 pessoas a serem testadas.

Devido à pandemia, Prefeitura muda atendimento das unidades de saúde de Ilhéus

Devido à pandemia, Prefeitura muda atendimento das unidades de saúde de Ilhéus

Com a ampliação do atendimento ambulatorial para pacientes com síndrome gripal suspeita do novo coronavírus (Covid-19), a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) mudou a rotina das unidades básicas da rede pública. Sendo assim, serviços de hiperdia (acompanhamento de pacientes hipertensos e diabéticos); pré-natal; planejamento familiar; atendimento médico; vacinação; entre outros serviços da Atenção Básica serão ofertados em unidades específicas.

Confira abaixo o remanejamento das unidades de saúde referenciadas para atendimento à Covid-19.

  •  Unidade Básica de Saúde (UBS) do Nelson Costa. O atendimento de rotina será realizado na Estratégia Saúde da Família (ESF) do Nelson Costa;
  • Unidade de Saúde da Família (USF) I e II do Nossa Senhora da Vitória. O atendimento de rotina será realizado no Posto da Urbis;
  • USF do Nossa Senhora da Vitória III. O atendimento de rotina será realizado na USF II;
  • UBS Olivença. O atendimento de rotina será realizado no Posto de Saúde de Olivença;
  • UBS Sarah Kubitschek. O atendimento de rotina será realizado na ESF da Barra de Itaípe e na UBS do CSU;
  • ESF do Iguape. O atendimento de rotina será realizado na UBS do Iguape;
  • ESF do Teotônio Vilela IV. O atendimento de rotina será realizado na UBS Euler Ázaro;
  • USF I do Salobrinho. O atendimento de rotina será realizado na Escola Municipal São Pedro;
  • UBS Avenida Esperança. O atendimento de rotina será realizado na UBS Joaquim Sampaio, na Avenida Princesa Isabel.

A Sesau esclarece que mesmo com a pandemia, os serviços de rotina das unidades foram mantidos e os atendimentos foram remanejados para evitar a exposição dos usuários ao vírus.

Comitê Emergencial da UFSB publicou o 18º boletim do Observatório da Epidemia do Novo Coronavírus no Sul da Bahia

O Comitê Emergencial de Crise da Pandemia de Covid-19 publicou a 18ª edição do Boletim do Observatório da Epidemia do Novo Coronavírus no Sul da Bahia nesta segunda (27). O documento se refere ao período observado entre 18 e 24 de julho de 2020, com análises e recomendações pela equipe do Observatório para gestores e população dos territórios do Sul e Extremo Sul do estado da Bahia, com os destaques:

–>Análise do panorama semanal no mundo, no Brasil e nos municípios do Sul e Extremo Sul:

No período, os municípios de Itabuna (2.198,2 casos/100 mil hab.), Itamaraju (1.480,9 casos/100 mil hab.), Ilhéus (1.622,0 casos/100 mil hab.), Teixeira de Freitas (1.248,7 casos/100 mil hab.), Eunápolis (1.317,2 casos/100 mil hab.) e Ibicaraí (1.231,0 casos/100 mil hab.) superaram a taxa de incidência nacional (1.112,3 casos/100 mil hab.), enquanto os demais apresentam risco de infecção inferior à taxa estadual (959,9 casos/100 mil hab.). No intervalo de 17 a 24/07, excetuados os municípios de Teixeira de Feitas (-54,5%%) e Itamaraju (-8,3%), todos os demais municípios apresentaram variação positiva da incidência (número de casos novos na semana de 18 a 24/07 foi maior do que na semana de 11 a 17/07). A média dos 10 municípios onde a UFSB tem unidade acadêmica e/ou colégio universitário também foi positiva (24,8%), com destaque para os quatro municípios da Região Cacaueira: Ibicaraí (86,2%), Ilhéus (62,0%), Coaraci (50,0%) e Itabuna (46,0%). 

–>Recomendações para a região:

A recomendação para os governos inclui adoção de medidas de redução de fluxo de pessoas, ampliação da oferta de leitos de UTI, políticas emergenciais de mitigação dos efeitos sociais da pandemia e máxima transparência na divulgação das informações relativas à epidemia e à capacidade do SUS de atendimento à população (número de leitos clínicos e de UTI para Covid-19 disponíveis e ocupados), cuja falta de transparência impede uma avaliação precisa da oportunidade e adequação das medidas de flexibilização que estão atualmente em curso. Recomenda-se aos médicos muita cautela na prescrição da cloroquina ou da hidroxicloroquina, tendo em vista o risco de efeitos colaterais graves (principalmente arritmia cardíaca) se em associação com um macrolídeo (azitromicina).
Recomenda-se a todos os indivíduos a manutenção das medidas de higiene, do auto-isolamento domiciliar e a utilização de máscaras faciais (caseiras) sempre que precisar sair de casa.

 

–>Mapeamento de iniciativas institucionais:

  • Ciclo Internacional “Saúde com Arte no Desafio da Pandemia” fará sua quinta roda de conversa online na próxima sexta-feira (31) a partir das 14h. Resultado de ação conjunta entre a UFSB e o Centro de Estudos Sociais (CES) da Universidade de Coimbra (Portugal), o evento terá a participação do professor Marcus Machado (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e Clara Sarmento (Centro de Estudos Interculturais do Instituto Superior de Contabilidade e Administração do Porto). As rodas de conversa, quinzenais, são organizadas pela professora Raquel Siqueira (Grupo de Pesquisa Saúde Coletiva, Epistemologias do Sul e Interculturalidades/UFSB) e Susana Noronha (Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra/NECES – Núcleo de Estudos sobre Ciência, Economia e Sociedade). Link para a sala virtual: https://meet.google.com/wnh-ovba-eoc.
  • O curta-metragem de animação 2D “Oríkì” será lançado no próximo sábado (1º/08), às 17h. Realizado com o apoio do Edital Prosis 07/2020 por meio do projeto de extensão “Oríkì: a pandemia e a cosmovisão dos povos de terreiro”, coordenado pela professora Pâmela Peregrino (Centro de Formação em Artes). A animação foi desenvolvida de forma remota e contou com o envolvimento de estudantes, docentes e colaboradores da comunidade externa. Oríkì será disponibilizado uma hora antes da live de lançamento, que contará com o apoio do Imagina! Circuito Permanente de Audiovisual e do projeto Cinema das Comunidades (ambos do CFA) e será transmitido também com interpretação em libras, feita por Wemerson Meira Silva (UESB).

 

–>Ações em pauta – Extensão: 

  •  O projeto de extensão “Redução da taxa de infecção pela Covid-19 e melhoria do manejo da glicemia para pessoas com diabetes” tem como objetivo produzir e divulgar informações claras e didáticas sobre a infecção pelo novo coronavírus e redução do risco de morte para pessoas com diabetes. Desenvolvido com o apoio do Edital Prosis 07/2020, por meio do projeto serão produzidos vídeos, animações e infográficos voltados para a população diabética de Teixeira de Freitas, a serem divulgados online. Está previsto também a distribuição de máscaras de tecido seguras para os integrantes desse grupo de risco. O boletim contém a entrevista feita pelo Observatório com a coordenadora do projeto, professora Denise Machado Mourão.

 

–>Recomendações de prevenção: 

A equipe do Observatório trata das orientações sobre a vacinação durante a pandemia. Evitar a imunização, em especial de crianças, pode levar a surtos de doenças que podem ser evitadas. Por isso, a equipe destaca a cartilha elaborada pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIM) e a UNICEF para estimular a vacinação, apresentando algumas dicas que você e sua família podem colocar em prática para realizar a imunização de forma segura durante a pandemia. 

 

Documento relacionado

Boletim nº 18 do Observatório da Epidemia do Novo Coronavírus no Sul da Bahia (27/07/2020)

 


Heleno Rocha Nazário
Jornalista – Mestre em Comunicação Social (PPGCOM/PUCRS)

UFSB Ciência: Pesquisadores divulgam resultados de experimentos em restauração florestal com espécies nativas

Pesquisadores do Centro de Formação em Ciências Agroflorestais da Universidade Federal do Sul da Bahia (CFCAf/UFSB) apresentaram os resultados de experimentos com restauração florestal em artigo publicado na revista Forest Ecology and ManagementO estudo Restoration plantings of non-pioneer tree species in open fields, young secondary forests, and rubber plantations in Bahia, Brazil é assinado por Daniel Piotto (Centro de Formação em Ciências Agroflorestais – CFCAf/UFSB), Kevin Flesher (Reserva Ecológica Michelin), Andrei Caíque Pires Nunes (CFCAf/UFSB), Samir Rolim (colaborador do Laboratório de Dendrologia e Silvicultura do CFCAf/UFSB), Mark Ashton e Florencia Montagnini (Universidade de Yale). Dentre os resultados, os cientistas perceberam que os melhores índices de crescimento foram obtidos em áreas de campo aberto, no chamado tratamento a pleno sol.

O professor Daniel Piotto explica que o artigo aborda diferentes metodologias para restauração de populações de espécies florestais nativas raras e ameaçadas. O projeto de pesquisa foi estabelecido em parceria com a reserva ecológica Michelin, em Ituberá, Bahia. O experimento foi iniciado em 2009, com o plantio de 1.200 árvores de cinco espécies nativas raras e consideradas ameaçadas (nomes populares: gindiba, bacupari, óleo-copaíba, landirana e bapeba), distribuídas em áreas com tratamentos diferentes: em campo aberto a pleno sol, a pleno sol com espécies florestais pioneiras, em florestas secundárias e em plantação de seringueira. Essas espécies de árvores têm similaridades o crescimento lento do tronco, a alta densidade da madeira e sementes de tamanho entre médio e grande, o que as torna dependentes de dispersão por animais. A equipe de cientistas monitorou o crescimento e a sobrevivência das árvores ao longo de seis anos, usando como medidas a altura, o diâmetro da árvore a 1,30m do solo e a sobrevivência de cada vegetal nas parcelas.

Conforme o artigo descreve, há diversos estudos que preconizam sobre a combinação entre as espécies não-pioneiras e pioneiras, que se desenvolvem mais rápido e tendem a criar as condições propícias para o crescimento das espécies não-pioneiras, de crescimento lento, como as estudadas no projeto. Porém, o principal resultado encontrado pelos pesquisadores é o crescimento significativamente superior dessas espécies não-pioneiras nos tratamentos a pleno sol, em campo aberto. O professor Piotto explica que o tratamento a pleno sol é o mais interessante para projetos de restauração de árvores raras e ameaçadas: “possibilita um crescimento mais rápido das árvores. Com o crescimento mais rápido, as árvores atingem maturidade mais cedo, possibilitando a produção e a dispersão de sementes das árvores plantadas, apoiando o reestabelecimento de suas populações, bem como permitindo um uso mais precoce dos plantios por espécies da fauna silvestre em busca de abrigo e alimento”.

O processo de restauração florestal representa um desafio cuja solução trará ganhos significativos para a recomposição de biodiversidade. Espécies que quase desapareceram podem ter populações repostas, o que vai favorecer a retomada da fauna que vive em floresta. Os projetos de restauração florestal são exigências ambientais que podem se beneficiar dos resultados deste estudo. Para isso, conforme os cientistas, é preciso considerar aspectos como a proporção entre espécies de árvores, os custos para instalar e organizar berçários de cultivo de mudas e plantá-las, o que demanda mais estudos para determinar espécies que tenham crescimento rápido, alta sobrevivência e menor custo de propagação.

O professor Daniel Piotto falou mais sobre a pesquisa em entrevista concedida à UFSB Ciência.

 

O resultado encontrado contrariou as hipóteses propostas, com as espécies não-pioneiras se desenvolvendo melhor e mais rápido quando a pleno sol e sem as pioneiras. E há indícios na literatura de que essa combinação pode ser positiva para as espécies não-pioneiras. O que pode explicar esse resultado?

Professor Daniel Piotto: Naturalmente, depois de um distúrbio na floresta, as pioneiras e as não-pioneiras crescem juntas. Com isso, algumas técnicas de restauração buscam copiar esse processo misturando pioneiras e não-pioneiras. Originalmente pensava-se que, apesar do desenvolvimento ser similar na sombra e no sol, a mortalidade seria mais alta no pleno sol. Porém, encontramos que a mortalidade é similar, mas o crescimento é significativamente superior a pleno sol. O motivo é a menor competição por luz e outros recursos que promovem o crescimento no tratamento a pleno sol.  :: LEIA MAIS »

UFSB divulga o 17º Boletim do Observatório da Epidemia do Novo Coronavírus no Sul da Bahia

O Comitê Emergencial de Crise da Pandemia de Covid-19 divulgou nesta terça-feira (21) a  17ª edição do Boletim do Observatório da Epidemia do Novo Coronavírus no Sul da Bahia, com dados referentes ao período entre 11 e 17 de julho de 2020. O boletim semanal chega um dia após a publicação do Boletim Especial, que apresentou projeções para os municípios do Sul e do Extremo Sul da Bahia. 

A edição atual contém informações atualizadas e análises preparadas pela equipe do Observatório para apoiar os esforços de prevenção e de conscientização no território do Sul e Extremo Sul do estado da Bahia, e apresenta os seguintes destaques:

–>Análise do panorama semanal no mundo, no Brasil e nos municípios do Sul e Extremo Sul:

A seção apresenta a evolução dos casos notificados, óbitos, em tratamento e curados na região. Por exemplo, no período, do total de 118.657 casos e 2.738 óbitos confirmados na Bahia, 11.849 casos (10,0%) e 249 óbitos (9,1%) são de residentes em municípios onde a UFSB tem unidade acadêmica e/ou colégio universitário, um incremento de 1.825 casos (18,2%) e 37 óbitos (17,5%) em relação ao acumulado da semana anterior (10.024 casos e 212 óbitos). Os municípios de Itabuna (1.836,6 casos/100 mil hab.), Itamaraju (1.325,9 casos/100 mil hab.), Ilhéus (1.288,8 casos/100 mil hab.), Teixeira de Freitas (1.248,7 casos/100 mil hab.), Eunápolis (1.037,2 casos/100 mil hab.) e Ibicaraí (982,1 casos/100 ml hab.) superaram a taxa de incidência nacional (971,0 casos/100 mil hab.), enquanto os demais apresentam risco de infecção inferior à taxa estadual (797,8 casos/100 mil hab.).

 

–>Recomendações para a região:

A recomendação para os governos inclui adoção de medidas de redução de fluxo de pessoas, ampliação da oferta de leitos de UTI, políticas emergenciais de mitigação dos efeitos sociais da pandemia e máxima transparência na divulgação das informações relativas à epidemia e à capacidade do SUS de atendimento à população (número de leitos clínicos e de UTI para Covid-19 disponíveis e ocupados), cuja falta de transparência impede uma avaliação precisa da oportunidade e adequação das medidas de flexibilização que estão atualmente em curso. Recomenda-se aos médicos muita cautela na prescrição da cloroquina ou da hidroxicloroquina, tendo em vista o risco de efeitos colaterais graves (principalmente arritmia cardíaca) se em associação com um macrolídeo (azitromicina).
Recomenda-se a todos os indivíduos a manutenção das medidas de higiene, do auto-isolamento domiciliar e a utilização de máscaras faciais (caseiras) sempre que precisar sair de casa.
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DO FUNDO DO BAÚ DE JOSÉ LEITE

1) 60 ANOS DE JOSÉ LEITE EM ILHÉUS.

2) ILHEENSES EM VISITA AO CASARÃO DO HORTO E A ESTÁTUA DO PADRE CÍCERO.

3) PARABÉNS A JUAZEIRO DO NORTE PELOS 109 ANOS.

4) AS FOTOS DESTAQUES DA SEMANA. :: LEIA MAIS »

QUE SEJA SEM MAIS DELONGAS

Perto de completar um mês, a entrega da Ponte Jorge Amado –a nova ponte Ilhéus a Pontal– demorou pra cacete de acontecer, mas compensando o atraso a inauguração se deu em duas versões: A popular em 28 de junho, aniversário da cidade, e a oficial em 1/7/2020. A primeira ocorreu quando uma multidão empolgada desobedecendo as regras de distanciamento contra a pandemia que assola o planeta, ocupou-a e, inaugurou-a extraoficialmente. Na de solenidades, tomada dias antes por uma onda de incerteza –surfada por próis e contras o festejar do evento em razão da citada doença–, o governador Rui Costa em pronunciamento ao proliferado zum-zum-zum não hesitou proferir (aqui de modo não literal) que não estava preocupado com ‘ato de inauguração’ e sim em salvar vidas de pessoas. Abro parêntese para inserir que a postura do gestor –num país que dinheiro público é facilmente canalizado para festejar lançamento (mesmo em situações calamitosas) de pedra fundamental sem expectativa de andamento, foi deveras, salutar.

Alcaides e edis, à frente a Secretaria de Saúde, também abraçaram determinados (alguns nem tanto) o humanitário objetivo, a exemplo, se diga, do prefeito ACM Neto na capital. Atitudes estas não vistas até agora –sem nenhum viés político na afirmação– por parte de sua excelência, o mandatário maior da República. A propósito, como o soteropolitano e o estadual estão firmemente envolvidos e empenhados no combate à Covid 19 (nome da moléstia epidêmica causada pelo Coronavirus, o patógeno) e, como transita no noticiário que despois desta pandemia as relações humanas em todos os continentes serão diferentes, terão um tom, digamos assim, mais prudente, da espiritualidade baiana já saiu que, das consequências negativas provocadas pela doença, duas foram benéficas: o alinhamento entre dois adversários políticos e o fato do ‘bom-senso’ ter chegado primeiro na Bahia antecipando as previsões.

Noutra declaração pública o governador afirmou que a materialização da Ponte significa um sonho da Região. Sem dúvida Governador, pela importância sobretudo econômica que ela representará para estas bandas sulinas do Estado, realmente é um sonho, e sonho sonhado de longa data. Para a cidade ilheense, a iniciar pela solução do trânsito, os benefícios são incontáveis e estão às claras. E o que dizer da bela visão da praia e da avenida Soares Lopes, da baia do Pontal, enfim do ar metropolitano –como se expressam os mais arrebatados– que os seus 533 metros de extensão oferecem?

Como estudos mostram que –por falar na geográfica região ao sul do Estado– pós-debacle da cacauicultura do fim dos anos 80 do século passado –com o aparecimento da Vassoura de Bruxa– a matriz econômica do Sul da Bahia mudou do setor primário para o setor terciário da economia, significando afirmar que o cacau perdeu a liderança em gerar riqueza, hoje muito se questiona se o termo ‘cacaueira’ deve permanecer na referência regional. Para uma faixa de terra que contribuiu ao longo de anos com expressivos recursos financeiros para o Estado da Bahia e para a União, que é conhecida no mundo como ‘Civilização do Cacau’ e, expecta ainda contrapartidas justas desses entes públicos, natural que, pela tradição cultural a expressão se torne persistente entre os sul-baianos. :: LEIA MAIS »





















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