Mehmed

Não obstante às novas “políticas” e avanços tecnológicos nas áreas de segurança pública; controle de fronteiras territoriais; do “aperfeiçoamento” do sistema carcerário, (3ª maior população carcerária do mundo!). O combate conjunto e ordenado através meios e ações estratégicas decorrentes da construção de idéias partidarizadas no PT para incremento das Instituições voltadas para a Segurança Pública; tendem a um resultado pleno de sucesso, a partir do exemplo do que se herdou da era FHC; do continuísmo midiático na era Lula e, certamente, pela sequência decalcada para uso no neokantismo ainda no prelo adventício mandato da Presidente Dilma. Confesso que o simulacro das ironias contra o entreguismo e as ações tíbias, são apenas os panos de fundo para disfarçarem os meus enormes temores quando penso no presente e futuro dos filhos e netos que amo.

Crescemos pouco no PIB, mas aumentamos e estamos aumentando ainda mais o sistema portuário exportador; expandimos nossos próprios recordes históricos das exportações.

Em contrapartida, como entreposto reexportador, o Brasil também bate seus próprios recordes: Somos hoje o maior exportador do “Pó da Felicidade”, um dos últimos recursos de consumo dos países ricos com altos padrões de vida. Como país consumidor, estamos em franco desenvolvimento, muito embora ainda restritos aos subprodutos mais baratos, como o crak, a maconha e os “produtos” falsificados do Paraguai e China comercializados livremente no comércio legal e no informal; ora em estimulado a buscar regulamentação.
Mercê da nossa cidadania brasileira; nos aeroportos estrangeiros somos submetidos a invariáveis e imensuráveis constrangimentos inquisitivos e vistorias acintosas como suspeitos de avionarmos o transporte de “mercadorias” ilegais; particularmente tóxicos.

Estamos no olho do furacão da imprensa internacional, criminalizados como maior exportador de tóxicos e, como um país com os maiores índices de violência e criminalidade entre aqueles ditos e reconhecidamente civilizados ou emergentes. Um estigma que enodoa um povo que possui, contraditoriamente, o maior potencial de afetividade, calor humano, receptividade e recursos naturais para o turismo; sem falarmos no imenso potencial das nossas riquezas naturais, da nossa indústria, do comércio, da educação superior, das nossas relações diplomáticas irrestritas com todos os países; das grandes inteligências brasileiras e das habilidades do nosso povo para o trabalho, a literatura, o teatro, as ciências e as artes. Uma pena.
Uma pena porque a exemplo de Ilhéus e Itabuna, que estão mais perto de nós, o comércio de drogas se faz durante o dia e a céu aberto, no centro e nos bairros. Só não vê que não quer comprometer a própria segurança.

De qualquer forma é crítico, porém racional e pressuroso, esperarmos da aparentemente corajosa e estóica Presidente Dilma, ações que possam reverter a escalada dos tóxicos, no consumo e nas exportações brasileiras. Não somos a cozinha do inferno. Somos um paraíso que necessita cuidados imediatos.
Esperamos a adoção de medidas drásticas; ferro, fogo, remédios amargos e amputações. Recuso-me aceitar o vaticínio do ex-palhaço e atual Deputado Tiririca: Como está não pode continuar! Vamos corrigir o que está errado em nosso Brasil. Urgentemente!