PEDIR SEJA O QUE FOR É NÃO TER CARA.

MAS CANJICA, MEU DEUS! TANTO PRAZER HÁ NO COMÊ-LA,

TANTA GULA E RARA

QUE A VONTADE DESPERTA AO PRÓPRIO MORTO.

 

MAS CANJICA, NÃO SÓ…VINHO DO PORTO,

CASTANHAS, NOZES, NADA NOS ENFARA.

ESTA VIDA É O ASPÉRRIMO SAARA:

É A TREVA, O HORTO…

 

TANTO VALE CEDER POR TAIS DESEJOS

QUE A VIDA VOS DOU POR UNS QUEIJOS

E A ALMA POR FRUTOS,SERIAMENTE O CREDES!

 

SENHORES! POR QUEM SOIS, POR VOSSOS NOMES:

DAÍ-NOS LICOR E VINHOS, TEMOS SEDE;

DAÍ-NOS CANJICA E DOCES, TEMOS FOME!!!

 

Observação:

O republicanos da simples pensão, receberam, naquele São João, em bandejas de prata, as guloseimas enviadas pelas melhores famílias, comovidas com o apelo tão singelo, criativo, cultural e, sem dúvida, singular, enviado em cartões de linho…

Lembrança do amigo Alcides Kruschewsky Neto, cujo avô era morador da citada república, no São João de 2011.