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Avante Ilhéus!

De: DJALMA FERNANDES
Assunto: Avante Ilhéus!

Corpo da mensagem:
Acompanhando o JN hoje, me deparei com a reportagem sobre o PORTO SUL. Momento de reflexão…e muita preocupação.
Me preocupo que a nossa querida Ilhéus, continue estacionada no tempo. Ver “ambientalistas” (mais uma vez entre aspas) “preocupados” com a fauna e flora de nossa Ilhéus, me preocupa.
Hoje moro no sertão da Bahia, mas acompanhando dia-a-dia o tentar de levantar, de se espreguiçar de nossa princesa do sul, me preocupa.
Ilhéus, não perca a oportunidade de se levantar. Seja “humilde”, aceite esse progresso. Se não for aí, tem outras “princesas do sul” eufóricas na fila para ter um “PORTO SUL” em seu território.
Obs: Peço desculpas a minha ex-professora, Graça Barata, por tantas aspas, mas é a vida, “meu querido”!
Um abraço fraterno ao grande Rabat.
Djalma Fernandes.


Esta mensagem foi enviada através do formulário de contato do site R2CPRESS | A Letra Fria da Verdade http://www.r2cpress.com.br/v1

1 resposta para “Avante Ilhéus!”

  • Anisio Cruz says:

    É meu caro Djalma,
    como você bem disse, há outras “princesas do sul”, na fila, esperando por tal oportunidade. E eu pergunto: que oportunidade é esta, meu caro, gestada sabe-se lá onde, por quem, e como? Talvez você não saiba, mas o local escolhido, em primeiro lugar, não foi Ilhéus, e sim, a península de Maraú, mais precisamente em Campinhos, para onde apontavam os trilhos da ferrovia, desde os primeiros estudos, com o propósito de aproveitar as águas profundas da Baia de Camamú, como um porto natural. Naquela época, esqueciam que havia um banco de corais na entrada, e que precisaria ser removido, o que demandaria árduas batalhas jurídicas para a sua concretização. Também haveria necessidade de se fazer enorme movimentação de terras, para se conseguir fazer a área retroportuária, já que em toda aquela região predominam áreas alagadiças, por conta do lençol freático que aflora em diversas lagoas e áreas de empréstimo para se buscar material adequado, muito distantes para a sua concretização (custos elevados, portanto). Daí, pelo Google, localizaram uma área próxima à Lagoa Encantada, e dicidiram que seria o local apropriado (assim mesmo, como estou contando, pois fui consultado a respeito). E todo o processo foi desencadeado, mesmo se tratando de 2 áreas de APAs, como sendo a da própria lagoa, e a da Serra do Condurú, sem levar em conta também, todo o acervo sócio ambiental que nada significou em relação à “oportunidade” (também aspeada) que surgia. Queriam um ponto para localizar o tal porto, e o resto que se danasse. Ao surgirem vozes contrárias, trataram de abafar, fazendo pressão, barulho, ameaças, e toda a metodologia que bem conhecemos, daqueles que pouco se importam com o “meio ambiente”, desde que seus propósitos sejam satisfeitos. Teve gente que até disse que se aterrasse a lagoa, desde que houvesse empregos para os seus filhos, no futuro (!). Com os entraves legais, tiveram que buscar uma outra área alternativa, e agora focalizaram Aritaguá, e cercanias. Querem fazer o tal terminal (nomenclaturam bem apropriada, não acha?), e não estão nem aí para as evidentes perdas que advirão, se concretizado tal empreendimento. Nós, os que levantamos vozes contrárias, fomos taxados de ecochatos, preguiçosos, subservientes a donos de empreendimentos turísticos, etc. Só não somos (isto jamais), omissos com relação à terra que amamos, por termos nela nascido, ou escolhido para viver e criar nossos filhos e netos. Nós antevemos as enormes perdas sócio-ambientais que nos reservam, enquanto os lucros do complexo intermodal, irão parar no Cazaquistão, na Índia, no sertão baiano, em Tocantins… e sabe-se lá onde mais. Os demais, pensam nos ganhos de capitais que terão, explorando a desgraça dos outros (pescadores, lavradores, empresários turísticos, etc.). Alguns falam em mitigações que possam compensar as perdas. O histórico de fatos semelhantes, comprovam que nunca se cumprirão as promessas, pois as conseqüências chegarão no futuro, quando ninguém mais se lembrará do que foi tratado. Mas lá, no futuro, os nossos descendentes nos condenarão por tamanha barbaridade que testemunhamos nos dias atuais.
    Quem viver, verá.
    Anísio J.S. Cruz

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