Estive em Itabuna e, pra variar e como é costume de todo ilheense, sem querer comprar nadica de nada, dei um pulinho no shopping, apenas para ver a beleza das lojas e sentir aquele cheirinho gostoso de iguatemi.

No retorno, como de praxe, uma paradinha básica no Banco da Vitória, de preferência no restaurante Nosso Lar, pra morder aquele churrasco e, claro, algumas bohêmias pra deixar as idéias em ordem.

Já acomodado no meu canto, algo me chamou a atenção e deixou a minha já preocupada mente em alerta.

Lembrei-me que tinha passado por algumas ruas de Itabuna e vi a abundância de asfalto novo, muitas ruas recebendo o betume e outras sendo recapeadas.

Pergunto: onde é que o glorioso Capitão está arranjando dinheiro pra manter uma usina de asfalto, máquinas e equipamentos? Não sei onde está conseguindo e nem quero saber, apenas fiquei muito puto da vida com a situação da minha querida cidade que não dispõe de nada disso.

É chato pra cacete a gente ficar retado com o progresso dos outros e sentir o caos instalado na nossa casa, onde não se faz e não acontece nada e os recursos ninguém sabe, ninguém viu.

Triste sina dispor de uma natureza intocável, belas praias e ter que ir a Itabuna pra sentir o cheiro forte de asfalto cobrindo as ruas.

Se não fosse as bohêmias com certeza iria ter dor de cabeça só de estar lembrando a nossa triste situação.

Mas como agora o partidão assumiu o comando (como eles dizem pra quem quiser ouvir e acreditar), quem sabe um dia poderemos ter a operação tapas buracos que está prometida há muito tempo, quem sabe…

Agora vai, vai, vai, venha logo que não agüentamos mais de tanto desprezo, falta de compromisso, de responsabilidade.

ZÉCARLOS JUNIOR