Na “Política com Vatapá” da Coluna do Jornalista Levi Vasconcelos, publicada no jornal A Tarde de 06.11.2011, aparece um fato/folclore no qual são citados dois personagens bem ligados à história de Ilhéus, sendo citado também o nosso Diário da Tarde, hoje Diário de Ilhéus. Vejam a seguir.
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CINISMO E CIVISMO
Janeiro de 1974. Ariston Cardoso, prefeito de Ilhéus, um dos delegados da ARENA baiana no Colégio Eleitoral (os 504 eleitores da eleição indireta) que elegeu o general Ernesto Geisel presidente da República (a posse foi em março), voltava de Brasília feliz da vida, contando as maravilhas de ser eleitor presidencial.
Armando Oliveira, fina flor da imprensa baiana (e da crônica esportiva), escreveu no Diário da Tarde, de Ilhéus:
O prefeito Ariston Cardoso chegou de Brasília com as mãos inchadas de tanto aplaudir tamanho “cinismo”.
O jornal bateu nas ruas, o tititi se formou, Armando ligou para o prefeito:
– Ariston, prezado, me desculpe. Foi um erro do pessoal da composição, que trocou o “v” pelo “n”. Eu escrevi civismo.
– Da minha parte, já escaldei. Não quero mais saber de votar para presidente. Agora, quanto a você, vá se explicar com Geisel.
Dia seguinte o Diário da Tarde explicou o erro e pediu desculpas.
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Vendo pelo preço que comprei. Se é verdade ou não, não sei.
Carlos Mascarenhas
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