ENASEINP_Eduardo Freire

O I Encontro Nacional de Secretários da Indústria Naval e Portuária – I ENASEINP, realizado em Salvador, reuniu autoridades e especialista brasileiros do setor. No evento, o secretário-executivo da Sindicato da Industria Portuária e Naval (SINAVAL), Sergio Leal, chamou atenção para a posição que o Brasil mantém de um dos principais países na área de construção de plataformas de primeira linha.

Para ele a situação e perspectiva do setor no país são alviçareiras, depois de duas décadas de estagnação. “O apoio que o governo federal dá a industria naval e portuária está ajudando o Brasil a retomar sua posição no ranking nacional”, anunciou. “O governo federal considera o setor forte, sobretudo pelo potencial de geração de emprego e renda”.

Na década de 70, lembrou Leal, o Brasil tinha a segunda maior carteira de encomendas do mundo. “Com a falta de apoio, deixou de ser importante, caiu e desempregou”, disse. “Mas agora está recobrando seu posto e atualmente emprega 57 mil pessoas no país, e se considerarmos a náutica de lazer esse número sobe para 80 mil. Temos a perspectiva de que, depois de todas as plantas e os estaleiros funcionando em sua plenitude, atingiremos em 2020 o número de 100 mil empregos na área”.

PORTO SUL

Dos portos brasileiros saem 95% de toda produção nacional para exportação. Foi com essa afirmação que o secretário da Industria Naval e Portuária da Bahia, Carlos Costa, alertou para as necessidades de investimentos e desenvolvimento do setor portuário. “A Bahia foi onde o Dom João VI anunciou a abertura dos portos brasileiros para o mundo e agora o governo Jaques Wagner vai investir R$ 2,4 bilhões na construção do Porto Sul, que além de ajudar a comercialização da produção do Oeste baiano e Centro-Oeste brasileiro com o mundo vai promover a descentralização do desenvolvimento para o sul baiano”, disse.

A questão dos gargalos portuários, porém, foi abordada pelo presidente do Conselho de Administração da Logística do Brasil, o engenheiro naval, Nelson Carlini. O especialista alertou sobre a necessidade da auto-regeneração do sistema portuário, que precisa de fato sofrer algumas transformações: “A vigilância ambiental e outras instâncias reguladoras devem cumprir sim com suas obrigações, mas de modo que as forças econômicas possam atuar”, finalizou Carlini.