No lar deve começar a necessidade do cultivo da educação para o entendimento do amor. Quantas crianças se tornam adultos num ambiente familiar vendo péssimos exemplos,  sendo propagado a inútil existência do desamor!

Quando observamos uma criança brincando, vários pensamentos bons vêm à nossa mente. É simplesmente porque toda criança tem a noção exata do belo. Difilmente uma criança nascida num ambiente de bons exemplos, deixa de atingir os sentimentos puros do amor. Ela necessita de amparo e abrigo para se sentir segura. Portanto, só necessita de um caminho para o desenvolvimento de sua vida.

O amor em sua supremacia de gradeza,  busca a união e a paz, e somente tem proporções de realidade quando é inteligente e alegre. O amor quando esmagado pela tristeza, está sendo consumada a sua existência, deixando de ser eterno na trajetória da conquista do seu infinito.

As paixões do coração humano, como as divide e enumera Aristóteles, são onze; mas, todas elas se resumem a duas chamadas capitais: AMOR e ÓDIO! Dessa forma não devemos confundir amor com paixão que é uma doença que traz muitas dores, angustias, desesperos e tragédias na vida humana. O amor tem que ter intensidade de sacrifícios, habilidades, e sua força na paciência da escuta e da busca da união e não importa os meios, vale o fim encontrado em que tudo seja recíproco.

Almejando definir o que é o amor e ter um real sentido para a vida, não consigo um esclarecimento concreto; busco os caminhos da paz e da felicidade, pensando que aí o amor está contido; percorro estradas onde faço uma doação espontânea dos meus mais puros sentimentos, achando existir dentro de mim esse amor que procuro e seja universal; adiante encontro várias pessoas sorrindo entre si, mãos estendidas e corações abertos para um diálogo cordial e amigo, existindo a lealdade, imagino o amor presente; seguindo minha caminhada, vejo uma mãe oferecendo de forma dócil, o peito ao seu dileto filho, proporcionando-lhe a oferta da alimentação perfeita, pensando ser um momento de amor; de repente, verifico crianças sendo levadas pelos pais ao colégio, numa esperança de que em breve sejam capazes de entenderem a forma da vida em sociedade, podendo se chamar esse gesto de amor; mas, o mundo é muito imenso para comportar tantas aptidões magníficas, e, eis que aparece um homem velho e cansado, pedindo uma moeda para adquirir um pão no anseio de sanar a sua fome material, e alguém lhe estende a mão atendendo seu pedido, julgamos ser a beneficência do ato de amor; mas, passando pela porta de uma modesta casa, verifico uma família reunida numa mesa farta e num ambiente de harmonia, e todos rezam e agradecem aos céus as dádivas do alimento para o corpo, num contentamento de amor; parei ali um pouco, pois me senti impaciente porque vi inúmeros momentos de expressivas alegrias de seres humanos se abraçando, e mesmo assim, achei pouco o amor ser de valor tão diminuto; então resolvi criar dentro da minha concepção a imagem do amor numa enorme avalanche perpetuada pelo mundo a fora, e veio a idéia que o amor tem posicionamento de suprema eternidade, sendo um sentimento necessariamente divisível, devendo ser bem partilhado por todas as criaturas criadas por Deus, os seres habitantes desse lindo e imenso Universo! E, se o amor é um infinito, caracterizá-lo em sua plenitude o “infinito do amor”, e observando já ter imaginado e escrito tanto buscando exprimir a exatidão do amor, infelizmente não achei sua real definição! Mas, continuarei procurando porque quem sabe, um dia poderei achá-lo na imensidão dos inúmeros e indefinidos mistérios celestiais, com a ajuda do nosso Deus Criador, Ele que todos os dias nos auxilia e nos mostra a verdadeira paz dentro do nosso planeta chamado Terra, na evocação da sublime mensagem: “amai-vos uns aos outros, como eu vos amei”. Sei que precisamos na verdade é esquecer o amor do mundo dos seres materialistas, porém, vivendo e seguindo o incontestável caminhos do imensurável amor de Deus porque o homem no mundo não pode dar!!!

SE ALCANÇA A PAZ PELA CONFIANÇA E COMPREENSÃO!!!

 

Eduardo Afonso