Festas ruidosas, mundanas, são incompatíveis com o espírito natalino.

Foi numa noite silenciosa e calma que o Governador Espiritual da Terra decidiu nascer numa estrebaria para assim presentear-nos com sua primeira exemplificação: a lição da humildade.

Reflitamos! Hoje, decorridos dois milênios, já aprendemos este primeiro ensinamento de Jesus? Já abandonamos a vaidade, essa ridícula filha do orgulho? Já nos conscientizamos de que a verdadeira sabedoria jamais se afasta da humildade?

Festejemos, pois, o Natal de Jesus em clima de fraternidade, de amor ao próximo. Busquemos nas pessoas que Deus colocou próximas a nós, especialmente nas mais carentes de luz e de pão, a presença do nosso Irmão Maior, pois que ele nos avisou: “Vinde, benditos de meu Pai, tomai posse do reino que vos está preparado desde a criação do mundo, porque (…) todas as vezes que fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, foi a mim mesmo que o fizestes.”

Fujamos à idolatria que não vai além da contemplação passiva e inoperante; procuremos seguir Jesus em nossa conduta diária, cientes de que ele é o modelo de perfeição moral a que devemos e podemos aspirar.

Natal é festa espiritual.

Que possamos comemorá-lo num clima de recolhimento, de prece e de paz.

 Feliz Natal!

Aureci Figueiredo Martins – Porto Alegre,

[email protected]