Dicas e exercícios para melhorar a sua capacidade de reter memórias

Lembrar-se de coisas que precisamos no dia-a-dia é uma prática rotineira para a maioria das pessoas. No entanto, para algumas, isso pode ser um verdadeiro sacrifício. Não necessariamente, déficits de memória indicam alguma doença neurodegenerativa e os “brancos” podem ser apenas devido à falta de treinamento. O nosso cérebro é como um músculo: quanto mais for treinado, mais forte fica. Aprenda alguns exercícios simples que garantem deixar a sua memória em dia.

A idade é, certamente, um fator que “enfraquece” a nossa capacidade de reter informações. De acordo com Valéria Bahia, membro do Departamento de Neurologia Cognitiva e do Envelhecimento da Associação Brasileira de Neurologia (ABN), “a maior parte dos indivíduos idosos apresenta dificuldade em registrar informações recentes e tem o raciocínio um pouco mais lento. Isso é considerado fisiológico (normal,) contanto que não interfira nas suas atividades diárias”.

Os fatores são muitos e dos mais variados, desde uma simples falta de atenção até um distúrbio mais grave. Entre eles, Valéria cita “o estresse, a depressão e distúrbios do sono. Nesses casos, o principal fator é o déficit de atenção. Ou seja, se a atenção não estiver intacta, a informação nem chega a ser registrada e assim, confunde-se com déficit primário da memória. A manutenção da atividade intelectual como leituras, conversas e seminários ajuda a manter uma atividade cerebral favorável”.

Além do constante estímulo do cérebro através das atividades citadas por Valéria, existem alguns outros exercícios diários que todos devemos fazer se quisermos treinar nossa capacidade de reter memórias. Veja abaixo uma lista com oito atividades bem simples que devem ser feitas constantemente. Leia:

1. Preste atenção:
A falta de atenção é a principal causa do déficit de memória. As causas que citei acima (depressão, estresse e distúrbios do sono) são as principais. Mas é muito importante esse diagnóstico diferencial e, para isso, há a necessidade de consultar um neurologista

2. Personalize sua aprendizagem:
Dependendo do nível cultural do individuo as informações novas serão personalizadas. O importante são os desafios, ou seja, novas informações para gerar conversas e reflexões

3. Envolva os sentidos:
Geralmente a leitura em voz alta ajuda, pois além da entrada visual, há a auditiva

4. Relacione informações:
Isso já é feito naturalmente, sempre. Provavelmente, com a maturidade, tenha que existir certo esforço consciente para isso, o que é muito produtivo

5. Organize a informação:
Sublinhar, destacar, separar por categorias pode ajudar ainda mais a reter novas informações. Como citado acima, o próprio esforço consciente já é muito produtivo

6. Entenda o simples:
Dependendo do nível cultural do indivíduo, os níveis de complexidade são diferentes. Portanto, o que importa é um nível de complexidade que seja acessível para a reflexão individual

7. Revise informações:
Isso reforça o registro da informação e é muito importante

8. Mantenha uma atitude positiva:
A informação a ser gravada precisa ter um propósito, um significado. Sua atitude deve ser voltada ao conhecimento a ser adquirido para um objetivo maior. Além disso, sem motivação, há desatenção e a informação nem chega a ser registrada.


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