Por que será que, no trânsito de Ilhéus, a maioria dos condutores de veículos não dá seta?
Quando falo condutor de veículo, me refiro não só aos particulares, mas também aos profissionais de táxis, caçambas e caminhões.
Claro que não são todos, mas posso apostar que é a maioria. Essa questão me intriga há anos e envolve de carro velho a carro novo, de carro popular a carro de luxo, de carro de passeio a carro de trabalho; ou seja, teoricamente não há nenhuma distinção de classe social ou condição financeira.
Ligar a seta para fazer conversões à esquerda ou direita, para mudar de faixa ou para sair da pista pro acostamento e vice-versa tem que ser algo automático, todo motorista deve estar condicionado a isso, está no bê-a-bá de qualquer cursinho de direção.
Me questiono sob vários ângulos para achar uma resposta, mas é difícil. Será que nenhum deles possui habilitação para dirigir, será desleixo coletivo, ou será ignorância mesmo? Será cultural? Será mais uma herança do coronelismo?
Óbvio que isso não acontece só em Ilhéus, acontece em um monte de cidades Brasil afora, mas aqui é demais, bastante mesmo.
Todos os dias que saio, sem exceção, por menor que seja o percurso, me deparo com pelo menos um desses sujeitos à minha frente. Já até desenvolvi a habilidade da premonição. Às vezes, adivinho que o cara vai fazer uma conversão sem sinalizar.
Hoje fiz uma pequena estatística, num percurso de apenas três quilômetros. Resultado: três situações. A média foi de uma por quilômetro. Incrível.
Como se já não nos bastassem os tradicionais buracos e crateras nas ruas e avenidas…

Nilson Pessoa
Ilhéus/Ba.