Vejam o que uma simples frase faz com um cidadão ilheense, no caso presente este cidadão sou eu, exatamente porque fui levado pela tal frase e pela emergência daquele momento, a apostar todas as fichas no candidato que eu e minha família escolhemos para governar a nossa cidade de Ilhéus.
Eis a frase: “Em hipótese alguma mudarei o meu caráter, e jamais mancharei o nome de minha família e a minha história”. Newton Lima
Depois vieram outras frases: “Para mim, o poder se resume em você ter as condições de atender aos anseios da sua comunidade”.
“A única saída para Ilhéus é o desenvolvimento sustentável”.
“Optei em formar um secretariado voltado exclusivamente para administrar o município”.
”Inauguramos uma forma simples de governar com pessoas competentes”.
Tudo isso ocorreu no mês de maio de 2008, numa entrevista dada pelo alcaide ao Jornal Agora, da vizinha cidade de Itabuna.
O personagem desta nota no dia 1º de setembro de 2007, assumiu o mandato de prefeito do Município de Ilhéus, após o seu sucessor ter sido cassado pela Câmara Municipal sob a acusação de atos de improbidade administrativa.
Todos nós estávamos perplexos com a esculhambação reinante no Palácio Paranaguá, com aquele reizinho maluco que veio das minas gerais e tudo fizemos (passeatas, panfletos, gritaria, justiça, o escambau) para tirar do ar este cidadão de outras plagas que queria por queria com seu grupelho acabar com a minha cidade.
Conseguimos mandar pra bem longe o tal reizinho e seus servos.
Eram os idos de setembro de 2007.
Vieram as eleições de 2008 e não deu outra, o nosso personagem teve uma estrondosa votação e foi alçado ao cargo de alcaide.
A essa altura eu estava como em dia de vitória do VASCÃO, eufórico, gritando pelos quatro cantos que afinal a cidade teria um alcaide, o projeto feijão com arroz tinha dado excelente resultado e aí fui pra galera, alegre e contente.
Não devo me alongar no que aconteceu até os dias de hoje, pois fico tão retado da merda que fiz, que já estou pensando em ir pra roça para não estar por aqui nas próximas eleições, sei lá, pode aparecer uma outra frase de efeito e eu ter uma recaída. Sai pra lá satanás, bangalô três vezes.

ZÉCARLOS JUNIOR