Travestidos mostram muita irreverência mesmo antes de começarem a folia

 

Elas estão alvoroçadas. Para onde se olha no circuito da folia no Campo Grande, lá está uma muquirana, ou melhor, um Cleópatra. Neste carnaval, o conhecido bloco de travestidos “As Muquiranas” homenageia a última rainha do Egito em sua fantasia e os associados mais uma vez perderam a timidez, se é que a tinham, para caprichar no figurino e entrar na folia.

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“Não sou Cleópatra, sou uma Cleopirete, uma mistura de Cleópatra com piriguete”. Mesmo ao lado da esposa enquanto esperava a saída do bloco, Luís Cláudio, 42 anos, não se intimudou em fazer a afirmação.Também pronta para desfilar, mas em outro bloco, Glória Maria, 50 anos, acha graça na brincadeira e deu alvará de aprovação à atitude do marido.”Acho ele lindo com essa roupa, não tem problema”.E nada de chamar os amigos Jorge, Erlandson e Nedson de “eles”.

A correção é certeira. “Eles não, somos ‘elas’, as Cleópatras”, disse o grupo, aos gritos, em direção à concentração do bloco no Corredor da Vitória. Eles, ou elas, garantem que a fantasia não atrapalha na paquera antes, durante e depois da folia. “As meninas adoram!”.

Além da saída desta segunda (20), embalada por Márcio Vitor, do Psirico, o bloco já desfilou no sábado (18), puxado pelo Harmonia do Samba, e volta a sair no último dia de Carnaval, com o grupo de pagode Saiddy Bamba.


Eudes Benício
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CORREIO DA BAHIA