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PENSANDO NO CARNAVAL DE ILHÉUS

EDU NETO

Há tempo que eu venho pensando, e até conversando com uns amigos, sobre o carnaval de Ilhéus e as suas atrações musicais. Algumas pessoas argumentam que não se pode fazer um carnaval aceitável, sem a presença das grandes bandas e cantores como Chiclete, Ivete, Asa de Águia, Daniela Mercury entre outros.
Eu não compartilho deste pensamento. Acredito, até por razões técnicas, que temos aqui um considerável número de bandas e cantores que, com as devidas condições de infra-estrutura, fariam um espetáculo substancial e brilhariam ainda mais na Avenida Soares Lopes e em vários bairros da Cidade.
Quando falo em razões técnicas é porque como músico, posso comparar. E vendo trios (e mini trios) com uma tecnologia que fica muita aquém da encontrada em Salvador, senti-me orgulhoso e feliz pelo trabalho executado pelas nossas bandas e cantores: Bebeto com Lito Vieira, Zezé di Paula (Zé baixinho) e João Carlos; A banda Circuito Fechado, encabeçada por Keketa; Ivan Morais e sua banda; Tito Moreno e banda e outros grupos que não conhecia e me encheram de alegria. Além disto, vi, ouvi e gostei do carnaval tradicional de Itassucy e Bebeto. Foi tudo muito bom. Infelizmente não ouvi todos os grupos que se apresentaram, mas os grupos e cantores que acompanhei e observei encheram as medidas.
A partir destas observações, reforcei em mim a convicção de que os músicos de Ilhéus são artistas de um ótimo nível. Então há de se perguntar: O que nos falta? Por que não temos oportunidade de realizar um carnaval nosso, na essência da expressão?
– Falta, talvez, incentivo da população que não valoriza o músico local;
– Falta estímulo para compormos nossas próprias músicas;
– Falta diálogo com a imprensa no sentido de se divulgar o nosso trabalho;
– Falta uma organização prévia que dê condições aos músicos de prepararem, criteriosamente, os seus trabalhos.
Em Salvador houve tudo isto. Houve um pacto não convencional onde cada qual fez sua parte: O músico compôs e ensaiou, o povo incentivou, a imprensa divulgou, o poder público apoiou. E vejam o que aconteceu.
Nós também podemos fazer isto. Depende de nós. Depende do povo de Ilhéus.

EDU NETO

1 resposta para “PENSANDO NO CARNAVAL DE ILHÉUS”

  • L. Rei says:

    Concordo com o Artista Edu Neto,
    As vezes trazem “cantores” famosos com músicas de péssima qualidade, enquanto que os nossos artistas, têm um repertório excelente, que da vontade de curtir até de manhã… não tenho nada contra quem gosta, mas realmente o nível musical da Bahia ultimamente, é dos piores possíveis, coisa que não da vontade nenhuma de sair para assistir a um carnaval. Se ao menos trouxessem um ARMANDINHO!!!!

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