Existem corruptos e outras espécies de criminosos em todas as atividades e profissões. Se existem até no meio religioso, imagine no resto. O consolo é que essa gente é minoria.
Mas há uma classe, pelo menos uma, onde, ao que parece, os honestos, esses sim, é que são minoria. Falo da classe dos políticos.
É decepcionante ver um senador da República, promotor de Justiça de formação, detentor de credibilidade perante seus milhares de eleitores, dar indícios contundentes de envolvimento com o crime. Meu avô já dizia que política é o jogo mais sujo que existe e poucos são os que não sujam as mãos. Ele estava certo, desde aqueles tempos, ou desde sempre.
O ser humano é fraco e toda forma de poder tende a “subir à cabeça” de muitos, seja para abusar da autoridade que esse poder proporciona, seja para tirar proveito financeiro ilícito dele. O pior é que ninguém vai preso. Uma renunciazinha aqui, uma exoneraçãozinha ali, surge outro escândalo, a mídia esquece aquele e tudo bem. Foi assim com o recente caso Gautama, ninguém fala mais nada. Também pudera, os processos estão todos parados, travados e engessados.
A cada momento um novo caso de corrupção, propina, desvio de verbas (nome bonito para “roubo”) vem à tona. Ora porque alguém da corja, que se sente prejudicado, resolve abrir o bico e denunciar, ora por se estar investigando um bandido ou contraventor qualquer e, por acaso, chega-se a um deputado, senador, governador, prefeito, vereador… numa salada podre que nos servem como entrada, para depois vir aquela já tradicional e indigesta pizza.

Nilson Pessoa