Dentro de uma filosofia definida, ninguém é obrigado a contrair matrimonio contra a sua própria vontade. Se agir com muita cautela e diplomacia, fugindo dos erros que as leis corrigem, será agraciada por uma concepção real e perfeita. As preparações pré-nupciais foram esquecidas, os conselhos paternos e maternos, extraídos das experiências adquiridas ao longo do tempo, poucos são aceitos. E muito embora ainda exista família que por ignorância, prendam seus filhos ao invés de fornecer as informações detalhadas do tamanho de tal responsabilidade social, podemos salientar que quem boa cama faz nela se deita! Se for criado erro, logo em seguida as consequências dos erros, trarão futuramente frutos espinhosos, em vidas que poderiam trazer esplendidas felicidades.

Relatamos assuntos dessa natureza, evidenciando fatos que surgem em nossos dias atuais, de jovens inexperientes contraindo laços matrimoniais, completamente despreparados para dar continuidade à criação da espécie humana dentro da sociedade. Como um homem se sentiria dois meses depois de ter casado com uma mulher que ama e descobriu que ela teve varias relações com outras pessoas antes dele? Já provoquei essa resposta através de uma pergunta que fiz a um jovem. Fiz essa mesma pergunta a uma jovem se no mesmo caso, como se sentiria se após seu matrimonio descobrisse que seu marido teve relações sexuais com outras mulheres? Eles simplesmente me responderam: – eu me sentiria mau, perdoaria claro, mas me sentiria mau.

Muitos dos que se comportam bem em circunstâncias normais se desmantelam numa crise. O profeta Jeremias, disse que “aquele que se afadiga correndo com homens, se digladiando, como poderá competir com cavalos?” Se as pessoas acham que só poderão viver numa terra de paz, como subsistirá na enchente do Jordão? Tais fatos são lembranças do passado. Existindo uma contradição entre dois seres que se propuseram viver juntos decentemente, a melhor aplicação é procurar a união e a felicidade mesmo diante de sacrifícios.

Dissabores e contratempos se existem, são para ser enfrentados com determinação e garra. Vencendo as adversidades sem apoquentar-se, seremos agraciados pela serenidade da nossa paz interior.

Transigir com pequenos deslizes de hoje é convidar o desastre irreparável num amanhã temerário. Não importa fingir, desconhecer deslizes naturais que estão a qualquer hora à nossa frente faz parte de heroísmo. O que importa é a direção da fuga. Numa emergência, o indivíduo busca refúgio naquilo que lhe é mais familiar.  Ora, com exceção de certos impulsos instintivos como o da conservação própria, o que determina nossos pendores fundamentais são hábitos de longa data. E, é necessário que os hábitos não se façam ou desfaçam num dia. Representam o efeito do nosso sistema nervoso da repetição de atos idênticos. Nada do que se faz se perde. Se for dividido um pão, um copo de cachaça e um pouco de dinheiro, a divisão é sempre exata e não sobra nada.

A sensibilidade de uma moça virgem, quando se depara inesperadamente diante de uma família de sua origem, desorganizada, ao iniciar as caminhadas do amor livre, ou seja, quando encontra um namorado, é de uma fragilidade incrível. Poderão surgir um ambiente desconfortável se existir a ausência da compreensão mútua e cordialidade.

Ao jovem gostar de determinada moça, traduz-se que duas famílias se unirão futuramente. É a criação de um novo grupo social, onde deverá ter a presença da confiança. A família além do mais é a oficina sagrada onde se prepara, entre o amor e o respeito dos pais e no exemplo dos antepassados, o futuro dos jovens. O que se adquiri na infância leva-se até à morte. Assim como o corpo se desenvolve na sua conformação, a alma humana dilata-se nos princípios em que foi iniciada. Se a mente humana é modelada num corpo são, o corpo é sólido, definido e ajustado.

Na tarefa da escolha matrimonial os pais só devem tomar participação posterior. A família é a escola de todas as virtudes, tendo como base “fidelidade, sacrifício e confiança”. Desaparecendo a comunicabilidade sadia, perde o brio responsável dos homens que é o fator fundamental na vida de cada ser racional. Diz o adágio popular “a necessidade ensina a lebre a correr”.

Se a moral está na cor da pele humana, por que alguns brancos e negros são criminosos, corruptos, judeus errantes e desmoralizados entre si? Errar é humano mesmo, e uma das características dos erros dos homens é determinar um julgamento contra alguém, apontando-lhe seus defeitos com os dedos sujos, esquecendo o passado. E a água quando passa por debaixo da ponte, jamais volta. Cada um foi modelado com seus focos virtuosos, desaparecendo os baixos preconceitos raciais. Nas estradas dos triunfos humanos todos os corações são brancos, quando as mentes são purificadas de paz e amor aos bons princípios. E sabemos que o homem possa abrir mão de todas as coisas da vida, menos da sua própria consciência.

Eduardo Afonso – (73) 8844-9147 – Ilhéus-Bahia

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