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:: 11/nov/2012 . 21:23

Gente burra tem que morrer …

A POLÊMICA DO ACARAJÉ

Reza a Lei Geral da Copa (Confederações de 2013 e Do Mundo de 2014), que uma famosa cadeia de lanchonetes norte-americana, patrocinadora, terá exclusividade no comércio de alimentos na Arena Fonte Nova e no perímetro de 2 km dela, durante os tão esperados eventos. Com isso, ficariam de fora os ambulantes e as tradicionais baianas de acarajé, tecnicamente também consideradas ambulantes. Foi a conta. Bastou alguém chegado a umas entrelinhas descobrir e a polêmica nasceu. De fato, o contrato é frio, direto e objetivo, além de capitalista, claro, selvagemente capitalista, sem dó nem piedade. Faltou uma clausulazinha nesse contrato mencionando a valorização da cultura, tradição e gastronomia locais, liberando a comercialização de produtos X, Y, Z, etc, etc… e isso passou batido pelo Congresso Nacional.
Parece que nem os congressistas brasileiros nem os gringos da FIFA sabiam que o nosso acarajé não é só um “bolinho” gostoso. Nosso quitute maior carrega consigo tanta história e tanta cultura, que pimenta malagueta frita no dendê tem sabor de refresco. Não foi à toa que virou patrimônio nacional, tombado pelo Iphan, e o ofício das baianas patrimônio cultural do Brasil.
Pra embolar o vatapá, a FIFA admitiu, a princípio, o comércio do acarajé, desde que fosse praticado pela tal lanchonete do palhaço! Já pensou? Aí foi que o vatapá embolou de vez. A polêmica foi parar na internet, com protestos de todo tipo e até abaixo-assinado. O Ministério Público da Bahia, reforço de peso, já entrou na briga e gritou: se as baianas, vestidas a caráter, forem impedidas entrar no estádio pra vender acarajé, o caso vai para a Justiça.
Ânimos acalmados e gringos assustados com tamanha repercussão, enfim, o secretário estadual para assuntos da Copa do Mundo na Bahia (verdade, existe esse cargo) fez um pronunciamento apaziguador, onde garantiu que iremos comer acarajé à vontade na Fonte Nova, na Copa do Mundo. Ai dele se não… e não esqueça das baianas.

Foto ilustrativa_INTERNET

RODANDO PELA CIDADE

A imprensa oficial tem divulgado, aliás por mais de uma vez, que a prefeitura está realizando serviços de revitalização da Zona Sul, no percurso compreendido entre o Hotel Opaba e a entrada do CEPLUS.
Hoje pela manhã fiz este roteiro e aqui pra nós é um grande factóide criado pela assessoria de imprensa, pois não vi nada que mostrasse a presença do governo municipal na área.
Se os recursos foram de convênio com o governo federal vai dar panos pras mangas para explicar o cronograma da obra.
Outro factóide fabricado pela assessoria foi a revitalização do corredor Jorge Amado, o centro histórico, que segundo as informações a BAMIN iria contribuir na sua realização e até o momento nada foi feito.
A parte triste desse passeio de domingo pela cidade foi o de sempre: LIXO, ruas sem varrição, cracolândia em plena atividade no abandonado prédio General Osório e também na Praça Cairú, aquela mesma que ficou sob a responsabilidade do Grupo Meira.
Não devemos esperar muita coisa de início do novo governo, pois a situação da cidade está se complicando a cada dia e ainda temos pela frente mais de quarenta dias de desgoverno e os problemas triplicando.
O que o novo prefeito e sua equipe vai enfrentar a partir de janeiro é uma cidade totalmente abandonada e que precisa urgentemente sentir a presença do governo municipal nas ruas tentando minimizar a bagunça.
Torço imensamente para que tudo dê certo, como cidadão não posso e nem devo jogar o que não presta no ventilador, quero sim ver a presença atuante do governo nas ruas, nos bairros, nas escolas, nos postos de saúde, nos programas de assistência social.
Ninguém aguenta mais tanta falta de respeito para com a nossa querida São Jorge dos Ilhéus.
Atentos e vigilantes devemos todos ficar, exercendo os nossos direitos e obrigações como cidadão, cobrando, criticando e exigindo compromisso, dedicação, responsabilidade e ética.
ZÉCARLOS JUNIOR

V E R G O N H A

Sai hoje pela manhã para dar uma pedalada com a magrela e o cenário da Cidade não estavam nada favorável, cruzando a Praça Cairu, muitos mendigos, outros drogados e a fedentina estava insuportável, no calçadão da Marquez de Paranaguá muito lixo e o mau cheiro agredindo as narinas de quem por ali se atrevesse a passar, nas transversais  pior ainda.

Parei no boteco do Môa para tomar um coco e logo depois chegou um casal reclamando que não havia achado um restaurante para almoçar e que a Cidade estava muito suja e cheia de buracos, procurei conversa e eles faziam parte da torcida da seleção de Santo Amaro que joga hoje a tarde em Itabuna e que estavam em 4 (quatro) ônibus.

Deu para sentir o drama? O pessoal vai para Itabuna, mas queria gastar o seu dinheiro em Ilhéus, infelizmente não achou onde gastar, aqui os restaurantes fecha para almoço.

Peguei minha magrela que estava apeada ao meu lado, pedi desculpa pelo transtorno, pois estamos num final de mandato de um governo desastroso  e que estamos na expectativa que o próximo faça esta população feliz, pois estamos carentes de segurança, saúde, social, emprego e vontade de continuarmos morando onde nascemos ou escolhemos para viver.

Paulo Francisco

Agrissênior Notícias – Nº 405 – 14 de novembro de 2012


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