O sexo é uma função fundamental da vida. Não existe por que dimensiona-lo numa supervalorização, nem há por que ocultá-lo de uma criança como um proibido mistério do qual não se pode falar. É necessário que os pais se libertem do tabu que reveste o sexo, para dizer às crianças a sua limpa e clara verdade, de maneira óbvia e sincera. Nunca deixar que estranhos façam suas tramas desenhadas para aberturas de maldades, fato que acontece no mundo profano e desumano, criado por famigerados indivíduos tragicamente denominados “pedófilos”.

Quando a criança esbarra pela primeira vez com a palavra sexo, encontra geralmente mistérios em torno dela. Um olhar ativo vindo dos mais velhos, uma radical mudança de assunto ou simplesmente um silêncio de mal-estar. Esta ideia de vergonha e inibição não lhe faz parar em sua curiosidade natural. Ela vai buscar informações em outras fontes, ou seja, uma pessoa menos esclarecida, ou mesmo um colega sabido e curioso demais, e na maioria das vezes lhe dão explicações falsas, que poderá se tornar em traumas futuros, tendo pela sua amplidão de desajustes, A força de poder tornar-se precária a sua correção.

Para evitar isso, seria importante que os pais se libertassem do tabu que encobre o sexo, e se preparassem para acompanhar o desenvolvimento sexual da criança, lhes dizendo sempre a verdade sobre as coisas morais e imorais nas ações sexuais a fim de que as crianças tenham um despertar esclarecedor em escalas compreensivas acerca desse assunto. Todavia, tudo de maneira corajosa e sem acanhamento.

Muitos ainda consideram o sexo como coisa puramente vergonhosa, fazendo dessa maneira rodeios, não chegando ao degrau certo de sua definição concreta. O sexo não é vergonhoso, entretanto, o que pode acontecer é o descontrole natural com requinte emocional ou psíquico, isto se não houver na geração futura o conhecimento de uma boa educação sexual, fator primordial no prolongamento da vida.

A quem se pode atribuir o aumento das camadas sociais prostituídas, a classe feminina e masculina, em nossos dias? Que nos perdoem a sinceridade em nossa opinião honesta acerca do assunto, mas se deve atribuição na maioria dos casos calamitosa aos pais, pois dão dinheiro, promovem manifestações de independências para os filhos executarem sozinhos seus caminhos, contudo, não oferecem uma formação moral extraída dos bons exemplos. O que aparece em nosso mundo em matéria de sexo é a superproteção que os pais procuram direcionar aos filhos, esquecendo-se de ensinar-lhes o manejo inteligente do controle sexual. O garoto ou garota iludido pelos pais, ou que obtiveram respostas para as suas perguntas, de forma equivocada, perderam a confiança nos mais velhos.

Ao chegar à puberdade, um acanhamento normal cria uma enorme distância da geração adulta. Encara a sexualidade como coisa suja e vergonhosa mesmo. Sua curiosidade ainda insatisfeita e a ansiedade para desvendar os mistérios fazem com que os adolescentes tenham tendências naturais e se atirem em experiências sexuais desordenadas. Muitas vezes caem em situações tão perigosas, sentindo vergonha de voltar ao convívio familiar.

O homossexualismo exageradamente discutido, por exemplo, é um resultado negativo das transformações dos jovens hoje em dia. E só existe uma estrada a seguir: os pais são responsáveis pela formação dos jovens, seus filhos, portanto, devem chegar até eles e dizer-lhes a pura realidade, apontando as falhas, e nunca encarando o sexo como assunto desastroso, e sim necessidade fisiológica ordenada, porque de fato este mundo é um teatro, cada um dramatiza e apresenta seu papel.

Existem pessoas que propalam que as ansiedades do conhecimento de coisas que causam curiosidades, cria vício que é um monstro tão insinuante, que a principio é temido, depois pode ser apreciado e finalmente abraçado. O vício do fumo ou do álcool, por exemplo, proporciona prazeres, são poucos os que idealizam a possibilidade de se tornar perigoso. Pensam sempre em mantê-lo ao seu controle indefinidamente, e então o abandonar em seguida. Assim imaginaram muitas vítimas do tabaco, do álcool e dos entorpecentes. Cometeram, porém, um engano fatal. Em seus cálculos não entrou o efeito cauterizante do vício sobre sua consciência e sua vontade. Falsamente, através de meses e anos, o vício atuou não só sobre seu organismo, minando-lhe a resistência, mas penetrou profundamente no desejo positivo do ser humano.

O vício não é um casaco que veste e se despe ao bel-prazer, segundo as conveniências do momento. Torna-se doloroso como extrair um tumor maligno. Criar o ciclo vicioso dentro de nós, renegamos as primazias da nossa saúde, apressando nossa morte. Ai vem o remorso que é a dor pungente ou dolorosa de uma consciência culpada. Entretanto, como a dor física, o remorso é sintoma de uma condição anormal de exigir atenção. Como no fundo mais interessa ao médico remover a causa da enfermidade do que os sintomas, que são toques de alarme do organismo, assim também mais importa a todos nós excluir a culpa do que o remorso, que é apenas uma causa de anormalidade.

Por exemplo, nenhum médico que preza a sua reputação prescreveria um entorpecente, quando o caso exige cirurgia. Todavia, milhares de pessoas procuram aliviar os seus sofrimentos físicos ou mentais, narcotizando sua existência com o auxílio do fumo, do álcool ou drogas, seguindo um caminho ignorado, se transformando em ignorante.

Educada no respeito à lei divina que rege a conduta humana no interesse do próprio homem, a consciência não pode deixar de ressentir-se ante uma transgressão deliberada da norma de pureza e sanidade instituída por Deus mesmo. A liberdade do sentimento de culpa que o oprimia como as cadeias ou prisões aos condenados, o homem sente-se uma nova alma, uma criatura e pensa nas realizações, nos mais puros anseios e na concretização dos seus sadios ideais.

Daí o sentimento de culpa que segue ao pecado como o trovão ao raio. E existe culpa onde há o choque de duas vontades. E, essas vontades são: a divina e humana, que sendo violada ou desrespeitada, provocam calamidade pública, destroem lares e cidades, capitais ou países.

Eduardo Afonso – (73) 8844-9147 – Ilhéus-Bahia

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