Agindo em defesa dos trabalhadores da Bahia, a deputada estadual Angela Sousa, do PSD, realizou um pronunciamento na assembleia legislativa da Bahia que motivou diversas referencias elogiosas em todo o estado. Durante o seu pronunciamento, a parlamentar solicitou que providencias urgentes sejam tomadas com o intuito de impedir o fechamento das fábricas da empresa Azaléia nos municípios de Caatiba, Firmino Alves, Itambé, Itororó e Macarani, além de uma unidade em Itapetinga.
De acordo com Angela Sousa, Quatro mil trabalhadores da empresa de calçados Vulcabrás, proprietária das marcas Olimpikus e Azaléia, devem ser atingido pelo fechamento das doze unidades da empresa nas regiões sul e sudoeste do estado. Angela ressaltou ainda que, de acordo com a empresa, os empregos serão mantidos apenas até o dia 14 de dezembro, ocasião na qual a fábrica pretende dar férias coletivas aos trabalhadores e iniciar o processo de demissão. A deputada afirmou que é preciso defender os trabalhadores para que as suas famílias não fiquem desassistidas em nenhum momento.
O governador Jaques Wagner, preocupado com o fato, esteve em Brasília e se encontrou com o ministro Guido Mantega, solicitando ao ministro uma solução para impedir o fechamento das fábricas. O governador propôs medidas de proteção ao setor calçadista, e o ministro Mantega ficou de estudar o assunto. A deputada Angela Sousa afirmou esperar que o governo federal auxilie o governo do estado na busca de soluções que mantenham os empregos nos municípios cujas fábricas da Vulcabrás funcionam atualmente.
Durante a ocasião, a deputada solicitou ainda explicações da Embasa sobre a construção da barragem do rio Catolé, que possui sua nascente do município de barra do choça, visando complementar o abastecimento de água nos municípios de Vitória da conquista, Tremedal e Belo Campo. A parlamentar afirmou ainda que é necessário que as secretarias de desenvolvimento urbano, de meio ambiente e a Embasa realizem audiências públicas nos municípios de vitória da Conquista e Caatiba, abastecidos pelas águas do rio catolé, para esclarecer, do ponto de vista técnico, que os municípios não serão afetados por abastecimentos futuros, tranquilizando a população.