Com antecedência e porque o mês é de festas e de comer água, o nosso prato da sexta-feira no Boteco do Quibe vai ser uma suculenta fatada, inclusive os ingredientes já estão sendo preparados.
Bucho, livro, casa de abelha, mocotó, carne seca, calabresa, pirão, (farinha de Cobra) molho lambão e a presença da gostosa Boêmia ao ponto, servida em taças da diretoria.
O prato é meio pesado para o verão, mas o que vale é a gente fazer aquilo que gosta e com prazer.
Antes do dia fatal, veio-me à lembrança o silêncio dos mortais, ou seja, dos nossos edis, que reina no palácio do povo.
No meio dessa safadeza toda, quando os servidores estão vivendo meses de angústia e apreensão, centenas de contratados foram demitidos, aí inclusos muitas professoras, sem sequer receber os salários que tinham direito, os nossos briosos edis estão calados, claro, com certeza estão com os honorários garantidos.
Dou um doce a quem responder a esta pergunta: porque Val foi cassado pela câmara? Façam um esforço para dar a resposta certa, dou uma dica, começa com a letra duodécimo.
Pois é! Alguns foram reeleitos, outros desistiram de ser, outros perderam e outros estão iniciando sua vida parlamentar.
Prefeitura em bancarrota, salários atrasados, lixo espalhado por toda a cidade, Natal sem enfeite e sem graça, nenhuma obra para compor o painel de realizações e os nossos edis calados, alguns de barriga cheia.
Segundo se comenta nos becos do fuxico os novos dezenove homens de ouro estão com mil projetos na cabeça, ansiosos para começar a dura missão de exaustivos debates nas “sessões diárias” da egrégia câmara de vereadores. Demais né?
E os nossos secretários municipais receberam seus salários? E os assessores, colaboradores e afins receberam o dimdim? E a nossa ativa assessoria de imprensa que não para de divulgar os feitos do alcaide?
Pulando de pau pra galho, a câmara antes de fechar o ano legislativo, deveria como último ato, ofertar uma comenda ao meu amigo que teve a (in) feliz idéia de conceder ao nosso alcaide o título de “relevantes serviços prestados a Ilhéus”, o documento mudaria um pouco de formato, o amigo receberia por “irrelevantes serviços prestados”, era uma maneira de retribuir e constar nos anais do centenário da ACI.
ZÉCARLOS JUNIOR