Nos meus primeiros passos obtive nesse espaço de tempo em que vivo segundo a vontade de Deus, a minha imaginação hoje, posso crer que tudo era aparentemente difícil, todavia, o respeito à religião e aos idosos era obrigação de todos jovens numa força de expressão determinada pelos pais, criado no respeito aos mais experientes, sendo assim um dever muito grande a educação familiar.

Participei de um grupo de jovens denominado “A-4”, e nos reuníamos ao lado da Catedral de São Sebastião, onde iniciei os meus passos de aprendizado na conquista de servir ao próximo sem olhar a quem!

Foi um bom o meu tempo de criança, e era assim, brincávamos nas ruas sem medo de assaltos, ladrões e sequestradores. Ao contrário de hoje, as pessoas estavam sempre reverenciando as outras com carinho e agradecimentos pelos benefícios recebidos de forma cordial. Tínhamos amigos, tios e tias, avós e avôs, mesmo sem nenhum lado de parentesco.

Não sei se foi tarde ou cedo, porém, comecei a entender que as outras pessoas ao meu lado mereciam o meu olhar atento para protegê-los, e eu deveria segurar na sua mão de uma pessoa carente, principalmente, o idoso, quando fossem subir uma escada com ou sem corrimão, podendo evitar a causa de algum perigo imprevisível que provocasse uma desastrosa queda! Quantas pessoas eram felizes e não procuram vivenciar a ideia que era feliz e não sabia! Vivia apenas os anseios passageiros ver a vida seguir à sua frente e desafiavam as inúmeras mudanças para a busca de momentos que lhe trouxessem no futuro dias felizes, sem a necessidade de pedir que os espaços do tempo passado voltassem a ser como antes!

Nunca esquecerei as aulas de catecismo dos meus tempos de criança! Sábios conhecimentos recebidos por dedicadas e dedicados professores da fé cristã. Quantas fórmulas boas encontradas nesse elementar compêndio de instruções religiosas! Não deixa de ser sem nenhuma dúvida os sublimes e primeiros caminhos para a doutrina humana em busca da ciência da arte do bem!

Foi muito bom conhecer os ditames da soberania e da harmonia da consciência cristã das pessoas que surgiram e deram luzes para a minha vida. Ficava sempre na expectativa da busca da esperada paz interior necessária a todos nós. Quantas vezes ouvíamos as indagações de muita gente dizendo: “coragens todos vão vencer”, mesmo sem saber a quem ou que!

Muitas vezes imaginava uma força tão próxima dos homens, e eles estavam perdidos em concentrações de péssimas lembranças com sentimentos de culpas. Ficava muito feliz quando alguns sentiam sentimentos bons e ajudavam aos seus amigos e parentes! Essas são as fórmulas mágicas que nos faziam alcançar uma direção segura e justa que não deixava rastros de fortes sentimentos maculados.

O tempo passou, hoje vejo muitos homens perdidos sem ótica e sem direção para vivenciar a realidade desse memorável encontro com a religião que os elevará à ascensão a serviço da união junto aos povos do mundo em que vivemos. A falta de entrelaçamentos entre as pessoas na busca da compreensão, a desistência da ganância, do individualismo com a frustrada materialização do poder sobre as pessoas e das coisas, são as causadoras dos fanatismos e das guerras.

Falta à busca do encontro da paz de Deus, coisa que os homens em nosso mundo não conseguem mais oferecer em abundância aos seus habitantes. E a história sobre a construção do mundo nosso de cada dia nos leva a refletir muito, porque vivemos diante de tantas tentativas de sua destruição, causadas por estranhas transformações, incrivelmente, criadas pelos intransigentes sentimentos humanos.

Faz muitos séculos, ainda, que inexistia o mundo. Nem o sol, nem mar, nem terra, não havia absolutamente nada. O céu e a terra eram uma beleza! Até ali, faltava quem pudesse apreciar. Precisava de criaturas vivas, gente capaz de conhecer os seus semelhantes, numa procura de amar e servir a Deus condignamente sobre todas as coisas criadas por Ele. O supremo criador do universo, então Deus, disse: “façamos o homem segundo a nossa semelhança e imagem, e que protegesse os peixes no mar, os pássaros no céu e os animais na terra”. Estava criada a extraordinária obra prima do universo e o homem seu mandatário.

O nascimento de Jesus foi comunicado aos pobres pastores das vizinhanças. Mas, foi informada também a gente muito rica, poderosa e de alta posição social, a qual morava longe, na Arábia. Não eram judeus, eram sábios, tinham estudado muito e estavam bem preparados na astronomia especialmente.

Cristo se retirara com seus discípulos para um lugar isolado, mas breve foi interrompido esse período de sublime harmonia. O povo escutava as palavras da vida, tão sabiamente ditas pelo filho de Deus. Todos ouviam atentamente palavras extraídas de sentimento nobre, simples e tão claras, transformadas em bálsamos de Gileade para sua alma. A cura pelas milagrosas mãos de Jesus Cristo manifestou enorme alegria para a vida dos moribundos, oferecendo um conforto para a saúde aos que padeciam de inúmeras moléstias, e fazia parte integrante da constituição humana de pessoas humildes, aquelas movidas pela fé e confiança nos desígnios do Filho de Deus. E essa é uma das razões que Deus sempre amou os pobres de espíritos, estando claro quando lemos: “Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o Reino dos Céus” (Mateus 5:3).

Muito perfeita a história conhecida sobre Jesus Cristo! Depois de alimentar a multidão, as lições divinas eram sempre motivadas com fé e esperança. Na verdade, conheceremos a Jesus, se formos dóceis, ouvindo a voz do nosso Criador. E quantos homens não sabem que a voz de Deus, em nós é a nossa própria consciência. E hoje, ficamos pensativos porque nosso mundo moderno vive crises de consciências, daí como chegarão a Deus?  É chegada a hora de usar o sentimento do que somos, porque acreditamos que não é destino caminhar por estradas que só nos tragam desventuras!

O mundo religioso muitas vezes surge diante dos ateus, e eles criam dúvidas de forma estranha da existência de um Ser Supremo, talvez porque estão desistindo de comungarem a verdadeira “Fé Universal”. Deus sempre respeitou a nossa liberdade de pensar, pois deixou facultativo em nós a vontade ou direito de negá-lo. Precisamos colocar em nossa mente e vida que o “Templo religioso é a comunidade dos que creem em Cristo”. Imaginando o Cristo positivamente como nosso Mestre, seguiremos os seus ensinamentos por ser a mais pura expressão da grande mensagem da existência do amor.

As pessoas do mundo inteiro devem acreditar que mesmo que o homem deseje, nunca estará sozinho, Deus sempre está ao lado na qualidade de PAI. Cristo não veio para construir ou destruir o universo, mas para viver no meio de nós. Por outro lado, o homem foi criado visando viver à manifestação da glória do Pai. Confortados pelo Sacramento e com a assistência do Espírito Santo peregrinando pelo campo terrestre com seus pastores e dando continuidade às grandes obras santa, ninguém estará sozinho e nunca deve esperar os males da inexpressiva solidão. E quando erramos Deus não vai nos perguntar o que fizemos de bom ou de mau, ou mesmo se vamos todos os dias orar em sua honra e glória! Ele pergunta pacientemente: onde está o teu irmão?

Para os indecisos é bom lançar um grito de alerta: Deus está conosco em todos os instantes da vida, sendo na alegria ou na tristeza, porque são assim as coisas de Deus na existência humana.

Deus não coloca distinção de nacionalidades, riquezas materiais, raças, muito menos a cor, pois Ele criou os homens, e não as raças. Em termos humanos a coisa mais bela da vida é quando os planos de Deus se realizam. Essa realização está na igualdade das pessoas em seus caminhos que os levam à manifestação da reciprocidade da vida que tragam os benefícios de todos de maneira indistinta. Todos têm sementes para semear no terreno da vida. É a graça de Deus revelada de forma universal. É a salvação com a graça da caridade. Temos em nosso coração uma semente oculta, porém, destruímos e a terra fica despida.

Desejo aos nossos amigos leitores, um Feliz Natal e Próspero Ano Novo cheio de muitas alegrias e paz nos corações dos povos de toda humanidade, tudo em conformidade com dádiva de Deus na realidade do crescimento da justiça para a vida. A realidade da justiça da vida humana é uma só para os olhos de Deus! Por isso a injustiça não existe nos desígnios de Deus!

Eduardo Afonso – (73) 8844-9147 – Ilhéus-Bahia

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