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DUZENTOS ANOS DE ATRASO

por   Jorge Raymundo Vieira

Hoje, mais uma vez, realizo uma nova viagem. Desta vez, não pelo exterior; procuro em nosso Brasil algo de extraordinário, de belo e de exemplo a ser imitado.

O idealismo predomina em meu ser e a mente busca novidades e lugares; alguns dentro de princípios e normas exigidas no mundo atual, tecnológico e educativo.

Sigo para Gramado e Canela, cidades do belo estado do Rio Grande do Sul. Surpresas e mais surpresas. Observo tudo, desde o hotel, a limpeza das ruas, as decorações para o próximo Natal, o respeito ao transito e o atendimento carinhoso da população aos turistas.

A natureza caracterizada nesta serra gaúcha com Araucárias e restos de Mata Atlântica, oferecendo aos primeiros colonizadores alemães e italianos até aos atuais gaúchos e turistas, um ambiente acolhedor e saudável.

Com 58 anos de existência (15/12/1954), as cidades de Gramado e Canela transformaram-se em um centro internacional turístico, de repouso e de lazer tendo obtido o 10º lugar no Brasil, na qualidade do atendimento à saúde pública.

Procuro visualizar estas duas cidades, distantes a menos de 10 km. uma da outra, por uma rodovia de pista dupla cheia de lojas, casas, empresas e flores – hortênsias por todos os lados; pensei em Ilhéus e Itabuna, com apenas 22 km., em uma natureza bela mas, com pista perigosa, cheia de buracos, de transito intenso e repleto de reclamações daqueles que desejam preservar sua própria vida.

Quando os contrastes eram intensos, quando as desigualdades ultrapassavam minhas observações procurei uma razão para injustificáveis diferenças.

Qual não foi minha decepção!  Enquanto Ilhéus e Itabuna ultrapassam séculos de existência, sem grandes mudanças, a encontadora Gramado, jovem cidade de 58 anos atende todos os requisitos necessários a um turismo do século 21 e exigidos para a vida saudável, feliz e tranquila da sociedade e visitantes.

Que poderia ter acontecido nessa diferença extraordinária entre esta cidade e as nossas queridas, Ilhéus e Itabuna?

Comparei os recursos naturais, os trajetos das ruas e avenidas, as edificações e sua arquitetura, a arte designe das lojas e escritórios, a iluminação urbana, o respeito ao transito, o comércio, as ofertas de hotéis e restaurantes e o atendimento aos turistas. Em Gramado neste momento, já estão presentes os enfeites e os eventos comemorativos do Natal, emocionando a todos, visitantes e a própria população residente. São espetáculos de nível internacional podendo ser apresentados em Nova York, Londres ou Paris.

São realmente majestosos, belos, representativos e emocionantes fazendo desabrochar os sentimentos religiosos e de amor ao próximo. Em Gramado existem excelentes hotéis, locais para realização de eventos – consertos, apresentação de orquestras sinfônicas, corais, local do Festival Brasileiro e Latino de Cinema, Festa da Colônia, exposição de um Minimundo, vários Museus, além do espetáculo do Natal Luz. Programação com dois ou três anos de antecedência permitindo um sucesso em todos os empreendimentos. A cidade nasceu com a colonização italiana e alemã, que ainda mantêm presentes suas tradições, colaborando na visita de inúmeros estrangeiros, presentes a todos os momentos e deliciando-se com um “Chocolate” nas noites frias da serra gaúcha.

Por todo lado, fotografei e sonhei. Imaginei as praias de Ilhéus limpas, com barracas higiênicas, as ruas sem buracos e sem detritos ou lixos mesmo, os terrenos baldios com muros pintados, as ruas comerciais sem o excesso de camelôs, uma limpeza aos olhos das pessoas, as casas antigas retocadas ou em processo de renovação, o escoamento das águas das chuvas em perfeito funcionamento e eliminados os maus cheiros dos esgotos expostos. Uma cidade alegre, com gente feliz e sorridente aproveitando tudo que a natureza lhe proporcionou.

Por que minha terra não tem este ambiente, essa demonstração de trabalho cooperativo projetando nossa história, usufruindo adequadamente nossa natureza, a beleza do mar, os encantos da nossa música e literatura, das nossas comidas típicas e tornando-nos verdadeiramente um centro turístico nacional e internacional?

Temos o que a natureza nos deu com muito carinho, mas falta-nos a sabedoria, o trabalho, a nossa dedicação, o idealismo e amor à Ilhéus.

Por que não transformamos Ilhéus e Itabuna, em um grande centro de Turismo, como a “terra do cacau e chocolate”, ou como a “terra de Gabriela, Cravo e Canela” ou ainda, a “princesa do sul”, como era chamada antigamente?

O exemplo de Gramado realizado em 58 anos de existência, com 90% de sua receita em turismo, com 100 indústrias de móveis, imaginem ! 19 fábricas de chocolate, malharias e 70 empresas de artesanatos. Com pouco mais de 40.000 habitantes, 87% na área urbana, eles têm no turismo seu grande objetivo econômico e social, recebendo mais de 2,5 milhões de turistas.

Por que aceitamos administrações municipais incompetentes, sem visão de futuro e sem idealismo?

Por que não seguimos as ideias de Gramado e neste inicio de 2013 com o novo Prefeito Municipal tomamos uma atitude decisiva, exigindo e participando de um amplo projeto cooperativo para tirar Ilhéus dos seus 200 anos de atraso.

 

Jorge Raymundo Vieira – ilheense desde 1931.

Voo Porto Alegre/São Paulo – dez. 2012

1 resposta para “DUZENTOS ANOS DE ATRASO”

  • Eduardo Afonso dos Santos says:

    Muito inteligente essa mensagem do nosso bom amigo Jorge Vieira. Estive em Gramado, Canela e outros municípios em Porto Alegre, Novo Hamburgo, muito a temperatura muito quente, mas a beleza que vivenciamos nesses locais são simplesmente maravilhosas. Lembrar que a nossa cidade que tem sua beleza natural, poderia se preparar para eventos grandiosos que existem nessas outras cidades, não deixa muito pensativo sobre o pobre e mesquinho pensamento que os administradores de Ilhéus têm em suas concepções. Não têm amor por Ilhéus, por nossa gente e estão sempre nas nefastas práticas das falsas ideias e destroem tudo, esvaziam o erário público, são cínicos e desprezíveis diante da grandeza dessa Terra boa e acolhedora. Temos visto vários turistas que aqui chegam, ficarem tristes pelas farras e malandragens dessa gente que se diz administradores. Mas, quem sabe, um dia Deus mostrará aos novos e os experientes talentos que ainda permanecem na esperança de ver Ilhéus grandiosa em todos os aspectos que merece. Deus proverá. Eduardo Afonso – (73) 8844-9147 – Ilhéus-Bahia

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