UMA AUDIENCIA PUBLICA QUE FOI UM EXERCICIO DA CIDADANIA.
Por Edgard Siqueira
A audiência Publica realizada nesta segunda feira (20) na Câmara de Vereadores de Ilhéus foi à oportunidade aguardada com muita ansiedade pelos ilheenses para conhecer oficialmente o misterioso projeto da Ponte Ilhéus/Pontal.
A convite da Câmara de Vereadores estiveram presente o Secretário de Meio Ambiente e Urbanismo de Ilhéus, Antônio Vieira e dois engenheiros representando o DERBA. Vieram pra explicar e não explicaram nada, chegando ao ponto do engenheiro Sergio Berbert admiti que não estava familiarizado com o projeto, causando certo mal estar entre os presentes, a ponto do Vereador Raimundo do Basílio por uma questão de ordem pediu que ficasse registrado aquela situação constrangedora.
Em seguida foi a nossa vez de usar a palavra. Começamos alertando a todos o que ouvimos dos técnicos como sendo o melhor para Ilhéus, nos fazia lembrar uma obra que quando apresentada foi um orgulho para todos nós, porque não podíamos prevê a tragédia que ela no futuro provocaria. Estávamos se referindo ao projeto da construção do Porto do Malhado. Quem naquela ocasião se atreveria em discordar daquele projeto? E o triste resultado está ai. Consequências catastróficas e irreparáveis. Deixando evidente que nem tudo que especialistas e técnicos propõe é o mais acertado.
Apresentamos uma seria de considerações, algumas já postadas neste espaço e sugerimos a Presidência da Mesa que a discussão do projeto fosse fatiado e as situações pertinentes do projeto fossem discutidas separadamente. Exigimos que nos fosse dado o mesmo tratamento dado às Comunidades afetadas pela execução do Projeto da Ponte Salvador/Ilha de Itaparica. Finalizamos dizendo que Ilhéus não podia continuar sendo tratada como nada significasse e os seus moradores como insignificantes.
Depois, diversas lideranças fizeram uso da palavra, enfatizando sempre a falta de participação da Comunidade Ilheense no aperfeiçoamento do projeto. Destacamos a participação de Socorro Mendonça, que de maneira firme e embasada convocou a todos que “não espere acontecer, mas, que façam acontecer”.
Outra intervenção que merece destaque foi do Arquiteto Alan Dick, frisando bem, na condição de munícipe. Na ocasião sugeriu aos representantes do DERBA que “repensasse na possibilidade de alterar o projeto de forma que diminuísse os impactos traumáticos aos moradores da Litorânea Sul”, apresentando uma proposta para viabilizar a sua sugestão, sendo efusivamente aplaudido.
Em seguida alguns questionamentos foram dirigidos aos representantes do DERBA que visivelmente titubeavam nas respostas, levando o Vereador Luiz Escuta sugeri a mesa que fosse marcada uma nova audiência, desta feita com alguém que tivesse condições de responder aos questionamentos, no que foi prontamente atendido, dependendo apenas de viabilizar a agenda.
No final dos trabalhos o vereador Ivo Evangelista, autor do requerimento, propôs a criação de um Comitê da Ponte, com a participação de representantes da Câmara de Vereadores e da Sociedade Civil. Sua proposta foi aceita e o Comitê criado.




























































Caro Edgard,
O que é isso? esse governo está tratando uma coisa séria como se fosse uma simples ponte ribeirinha?
Depois dessa sua explicação do que aconteceu na audiência na câmara,realmente a sociedade constituída e a comunidade em geral deverão estar atentas a este projeto da futura ponta.
Meu amigo pensei que você fosse nos brindar com boas notícias, infelizmente este sonho está difícil de acontecer.
ZÉCARLOS JUNIOR
Caro Edgard:* Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, muda-se os seres* já versificava o poeta Camões nos idos de 1500. Mas modificar radicalmente a orla de Ilhéus sem consenso, sem um planejamento lógico em que se pese todos os prós e contras é insensato, desumano com a cidade e seus cidadãos. Decididamente esta ponte tem que ser reestudada tendo principalmente a contribuição e a habilidade dos nossos arquitetos ilheenses (nativos) sem titubear, pois plantar simplesmente , tecnicamente não dará bons resultados. Descaracterizar uma cidade como Ilhéus será um crime contra o patrimônio histórico cultural dé uma cidade tão festejada e imortalizada nos romances de Jorge Amado.