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CEPLAC – O PODER DE UMA EMPRESA

Com a finalidade de tratar de assuntos particulares estive visitando a minha saudosa empresa.

zecarlinhos.junior@gmail.com

zecarlinhos.junior@gmail.com

Antes mesmo de adentrar o portão principal, a saudade bateu mais forte, veio-me à cabeça as centenas de vezes em que chegava para cumprir minha jornada de trabalho.

Rapidamente a mente repassa muitos momentos vividos, o aprendizado adquirido, os colegas que se foram e também o auge da minha eterna CEPLAC.

Lembro-me como se fosse hoje o poder da empresa naqueles memoráveis anos de investimentos, o domínio sobre a lavoura do cacau, a presença marcante e indispensável em toda a região cacaueira da Bahia.

Não vou aqui afirmar que é triste o que se vê hoje, mas é bem diferente daqueles tempos.

Claro que muitos episódios e algumas mudanças levaram a empresa a perder a hegemonia, mas a marca registrada CEPLAC perdura até hoje, é um nome forte e que fez muito pela agricultura da Bahia e também do Brasil, sua referência era obrigatoriamente citada em todos os manuais técnicos.

Dei algumas voltas pelo interior da sede e a mente ficou ainda mais acelerada, mais aguçada e vi à minha frente um complexo de atividades que assustava a quem nos visitava e não saía da cabeça a célebre frase vencedora de um concurso interno: “Aqui se faz sentir a força de uma lavoura”. (De autoria do colega Florisvaldo Galvão)

Tínhamos duas agências do Banco do Brasil, a carpintaria que fazia todo o mobiliário da empresa, a divisão de engenharia que desbravou estradas, pontes e vicinais em toda a região, a oficina mecânica aparelhada para dar total assistência a nossa enorme frota, o parque gráfico, o posto de combustível, o departamento de extensão rural com seus inúmeros escritórios locais e seus bravos extensionistas, a campanha só cresce quem renova 80 mil ha de cacaueiros, o aparelhado e sofisticado centro de pesquisas, no qual passaram cientistas renomados, as nossas emarc’s, que jogou no mercado o que melhor existia em técnicas e práticas agrícolas, os nossos técnicos e práticos agrícolas, a granja experimental, as superintendências de crédito rural, as estações experimentais, os postos de revenda de materiais agrícolas, o centro de processamento de dados, o posto médico/odontológico, os treinamentos técnico e administrativo do seu pessoal, a expansão para atuação em outros estados do país onde existia a cultura cacaueira, o intercâmbio internacional com entidades científicas, a semana do fazendeiro, o conselho consultivo dos produtores de cacau, a presença marcante dos funcionários do Banco do Brasil dando o suporte administrativo e formando um quadro de pessoal de alta capacidade, as relações com universidades e institutos de pesquisas, a realização do único diagnóstico sócio-econômico da região cacaueira, a valorização do rico acervo humano – os seus funcionários, que se destacavam em diversas atividades profissionais e o LEI – livro especial de instruções, que definia as nossas atribuições.

Uma época de ouro que marcou a vida de uma região, com mudanças de comportamentos, com investimentos na construção de hospitais, escolas, universidade, rodovias e a marca CEPLAC alavancando o progresso e sendo parceira na geração de renda e emprego.

Isto é um pouco do muito que conheci da minha empresa, muitos casos e causos poderiam ser aqui citados, principalmente aqueles envolvendo os colegas ceplaqueanos e fazer parte desse vitorioso quadro de pessoal é o melhor diploma que consegui na vida, é a minha régua e compasso.

Como se encontra hoje? Ainda existem funcionários capazes de fazer com que esta grandiosa marca de empresa dedicada à agricultura resista às intempéries dos tempos e mantenha firme o compromisso maior com a lavoura cacaueira. Devo acreditar? SIM. Devo acreditar no governo? NÃO.

Muito se tem o que escrever da história de uma das maiores empresas que o Brasil conheceu, estou no gatilho com um convite ao meu amigo José Rezende para se fazer uma pesquisa de fatos dessa grande empresa, tão logo ele descanse do lançamento do seu terceiro livro sobre o bairro do Pontal.

Como afirmou o presidente Ernesto Geisel: “Feliz do Brasil se existissem vinte ou trinta CEPLAC”.

ZÉCARLOS JUNIOR

3 respostas para “CEPLAC – O PODER DE UMA EMPRESA”

  • Concordo em todas as suas afirmativas, em gênero, grau e número. Vivi esta época de ouro. Me lembro que como estudante da EMARC Uruçuca, em 1972, além de uma escola de segundo grau recebi conhecimentos técnicos necessários para exercer a minha profissão de Técnico em Agropecuária . C omo estudante, alem de muitas regalias e apoio, nos era colocado um ônibus da escola aos finais de semana(sábado e domingo),para irmos as prais de Ilhéus. Após uma série de Filmagens, onde as práticas agrícolas, e os cuidados na pecuárias (castramento, descorna, etc) avicultura, suinocultura e muitas outras culturas eram demonstradas, fomos considerados na época a maior escola agrícola da América do Sul, por uma revista alemã. Portanto parabenizo a todos voces por esta saudosa e ataual reportagem. Me encontro a inteira disposição para contribuir, com a participação de uma grande obra literária, para o futuro da nossa geração.
    CELSO DA SIVA – Técnico em agropecuária, residente em Ilhéus.

  • JOSÉ REZENDE MENDONÇA says:

    Meu grande amigo Zé Carlos Júnior

    Escrever um livro sobre a Ceplac, seria uma grande honra para mim. Material para pesquisa tem muito. Mas sou averso a pesquisa, quando se trata de textos desta natureza, gosto mais de memórias. Gosto da história falada, pois ela não está escrita em lugar algum e fazem parte da história viva. Já a pesquisada, é muita lenta, dolorosa e copiada, e que muito já foi dito.

    Por esta razão, se um dia ainda tiver folego, farei isto, pois é um compromisso com a minha Ceplac, apesar de que agora no livro do Pontal, dou umas pinceladas pela GEOCIÊNCIAS, CEPEC e EMARC, por onde andei toda minha vida.E falar delas por certo falo da CEPLAC, que é um todo. Se você topar o desafio, poderemos escrever a quatro mãos, e em breve. Escreveremos tudo que sabemos e aprendemos no nosso longo tempo de Ceplac. O desafio está feito.

    Lembre-se que o desafio maior é arrumar patrocinadores para publicação, e ainda mais com uma Ceplac que está longe do que já foi. Lembre-se como exemplo, o meu esforço para publicar o livro do Pontal, com meus próprios recursos. Mas, tudo isso é passível de adequação, não devemos nos desanimar, quando gostamos de uma coisa.

    Um abraço
    Rezende

  • Marcos Rubens Silva de Jesus Filho says:

    Estou a Ceplac a 33 anos contribuindo na Transamazônica, na área de SAFS, vim trsnsferido para Manaus e pretendo manter este conhecimento adquirido, por mais tempo, já no Amazonas, estou disponível.

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