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PONTAL – O Debate

Desconheço a autoria das fotos.

Desconheço a autoria das fotos.

Segundo o Plano Diretor da cidade de Ilhéus, o bairro do Pontal possui avenidas (Avenida Getúlio Vargas, mais conhecida como Lomanto Junior, Avenida Litorânea Mãe Amada, conhecida como litorânea sul), logradouro Nova Brasília e loteamentos Jardim Pontal e Sapetinga, e claro sua orla, o aeroporto e todas as suas ruas. Isto é o nosso amado e glorioso bairro do Pontal.

Recentemente algumas louváveis ações envolvendo um ponto do bairro, como a revitalização de Praça São João Batista (Cidadele) e o Projeto Bairro Criativo, fizeram renascer as esperanças de se ver o Pontal no lugar de onde nunca deveria ter saído, usando aqui uma frase do futebol quando um time quer retornar para a primeira divisão.

E os debates continuam agora tendo como meta a revitalização da sede do antigo Clube Social do Pontal e o Projeto Gastronômico, outras louváveis iniciativas.

Estou acompanhando passo a passo todas estas ações de cidadania, mas também acredito que as discussões sobre os problemas do nosso glorioso bairro devem ser mais abrangentes e direcionar também olhares para outros pontos.

Como morador do loteamento Sapetinga há 43 anos, me considero sim morador do Pontal, porque não?

Senão vejamos:

A orla da Baía do Pontal está abandonada, onde o lixo, entulho e outros objetos são ali jogados diariamente em vários pontos; deixaram que as árvores atingissem um tamanho exorbitante, tirando a visão belíssima da baía; o funcionamento irregular de um estaleiro está degradando um bom pedaço da beira mar, com o óleo diesel, a ferrugem, o pixe e o lixo jogados no mar; o manguezal está tomando uma pequena área da orla, onde nunca existiu, e não acredito que a sua poda ou retirada venha prejudicar tanto o ecossistema, haja vista que o ecossistema que precisa ter maior atenção está localizado nas margens do Rio do Engenho, Sapetinga, Teotônio Vilela, Rua dos Mosquitos, etc., e não vemos nenhuma ação de proteção; as construções irregulares tomando conta dos passeios públicos; a falta de esgotamento sanitário.

Mas o Pontal é muito mais que isso.

A nossa bela baía precisa ser revitalizada, com projetos das lanchas para a travessia e passeios, torneios de natação, remo, vela, caiaque, triathon, ancoradouro para pequenas embarcações, construção de quiosques avançados e muitos outros projetos que a iniciativa privada poderia compartilhar.

Utopia? Nem tanto. Sonho?  Quem não gosta de sonhos bons.

Não sei se o poder público tem algum projeto para este belo cartão postal da cidade, que a cada dia muda o seu perfil com a construção de novos edifícios.

Mas algo já está sendo feito e a visibilidade do bairro está mais à mostra após estas ações de cidadania que estão impregnando seus moradores na esperança em novos tempos.

Vejo com alegria que os seus moradores voltaram a pensar o Pontal, este bairro que tem uma história fantástica e que é bem contada e registrada pelo meu amigo historiador José Rezende.

Ah! Não podia esquecer a parte gastronômica, dispomos de inúmeros bares/restaurantes onde se pode degustar variados pratos ao gosto do freguês.

Mudando de pau para chicote, o nosso alcaide investido de sua larga experiência política, não perde nenhuma oportunidade para alardear as grandes obras que surgirão em Ilhéus em 2014.

Mesmo ressabiado dessa conversa, como cidadão e ilheense apaixonado por sua cidade, quero que tudo isso venha realmente acontecer.

E que venha a ponte, a rodovia, o aeroporto, o porto, as centrais de abastecimento, o General Osório, o teatro, o hospital, recapeamento asfáltico, minha casa, minha vida, tudo o que a gente tem direito e muito mais.

Deixar de sonhar? Nunca.

ZÉCARLOS JUNIOR

1 resposta para “PONTAL – O Debate”

  • Edgard says:

    Caro Almirante,
    Lê mais um texto com o seu perfil, nos anima e nos faz acreditar que devemos manter a esperança de que outros se juntaram com isenção e autonomia nesta sua incansável capacidade de tecer comentários, sempre descamisados de interesses miúdos e sempre com um conteúdo voltado para bem estar do coletivo. Se outros JOSÉS se juntarem com esta visão equilibradamente critica, Ilhéus só terá que agradecer.
    Zé, em se tratando do nosso querido Pontal, coçou-me os dedos para dá uns pitacos. Na realidade, você já disse tudo, quando com a sabedoria que lhe é peculiar adverte: “Estou acompanhando passo a passo todas estas ações de cidadania, mas também acredito que as discussões sobre os problemas do nosso glorioso bairro devem ser mais abrangentes e direcionar também olhares para outros pontos”. É isto ai, aproveitando este gancho do Mestre, o “nosso glorioso bairro” tem problemas mais abrangentes que mereciam, no mínimo, uma maior discussão que ajudasse a mitigar os impactos negativos dos afetados por estes problemas.
    As ações tão festivamente comemoradas, claro, merecem os nossos aplausos, mas, ao mesmo tempo, nos causa certa perplexidade pela dimensão da grandiosidade a elas creditadas. Se, as coisas acontecessem dentro de uma normalidade, ações como essas passariam despercebidas, porque seriam ações triviais e cotidianas. Como aqui, nada acontece, o pouco que acontece é muito.
    Vamos continuar torcendo que além destas ações de cidadania, que são sempre bem vindas, outras ações que tratem das questões estruturais sejam discutidas, e juntos, busquemos as soluções dos graves problemas que teimam em não ser resolvidos.

    Parabéns JOSÉ,
    Um forte abraço.

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