O que vamos relatar foi extraído de atenciosa conversa diante das próprias vítimas, os pobres considerados por alguns como “indigentes”! Estamos falando simplesmente de pessoas que vivem em extrema miséria, entretanto, servem de cobaias que mostra o lado da falsa caridade que certos cidadãos, autênticos precursores da falta de caridade, contudo, vivem propalando as promessas com cantigas de profetas para aparecerem em destaques de primeira página nas colunas sociais.

Quem já parou para conversar com gente de rua que vem aumentando todos os dias a nossa população? Pessoas desconhecidas e maltratadas espalhadas na cidade de Ilhéus. Podemos chamar de gente nova em nossa cidade, ou mesmo que foram despejados pelas nossas ruas e bairros, trazidos por criminosos administradores anônimos de outros municípios. Converse com eles procurando saber de onde vieram e sintam o que falsos cristãos com onda de bom samaritano fizeram da vida desses pobres.

O tempo não vai lhes oferecer dias melhores, e sozinhos se encarregarão da sua final trajetória social e humana. Muitos foram enganados, alguém deixou claro que eles vieram dar um passeio e foram deixados nas sarjetas de outras comunidades carentes como a nossa. Pobres, sem recursos financeiros, sem casas para sentir um pouco da qualidade de homem destinado a uma civilização que busca trabalho para realizar sonhos imagináveis.

Bastante degradante o perfil humano de muitas pessoas que encontramos nas ruas de Ilhéus e maldosamente foram destinadas a esses tipos manobras populacionais. Transferidas dos antigos domicílios e barbaramente há muito tempo passam fome, não tomam banho nem dormem numa cama, esperando um novo dia amanhecer para começar a peregrinação de sua desconfortável rotina. Tem gente até que riem dessa gente e outros exclamam sem saber como ajudar, e assim essa situação fica na estranha frase “toma que o problema é seu”!

Precisamos acabar com essas atitudes criminosas contra as vidas dos pobres e necessitados de amparo social. Temos a certeza que naturalmente os agentes que estão cometendo tantos crimes de deslocamentos de pessoas para outros destinos, serão punidos por suas próprias consciências num juízo final. O mal nunca alcança a proeminência estendida pelo mundo inteiro traduzido pela elevação da benevolência do bem interior dos seres criados por Deus. O que é bom permanecerá sempre às vistas de todos e os sensatos seguirão as estradas dignas, basta possuir sentimentos pacíficos.

São fatos com fortes atentados contra a vida de pobres pessoas inocentes que passaram a ficar em piores condições quando aqui desembarcaram. E agora, culpar a quem essas mazelas que marcam e denigrem profundamente a reputação de uma cidade tão bonita como a nossa em que apenas assistimos esse ingrato espetáculo sem encontrar a justa solução. Em que posição estará os seus administradores, tão bem remunerados por nossa população para colocar em ação a assistência social do município? E, como podemos sentir plena satisfação vendo tantas destruições de forma lentas e ignoradas por quem são destinados a manter Ilhéus livre da tantas irregularidades com poucos planejamentos?

Quantos caminhos percorreram e percorrem tantas criaturas humanas de todas as camadas sociais e não vêm, nem ainda imaginaram a existência de tantas pessoas de índoles tão mesquinhas. Tudo isso nos faz parar e pensar sobre a classe política na sombra da inércia. Acham que administram tão exemplarmente os nossos municípios, estados e nosso país. O mais intrigante é quando tomamos conhecimento do que são capazes para tornarem coisas sérias em assuntos meramente resolvidos só na aparência com traços de requintes de maldades. E no final atribuem que são autênticos promotores da ordem, da paz e da solidariedade. Tem ações de homens que são piores de que bichos irracionais e não encontramos meios de entender se fazem parte de uma civilização humana e solidaria em beneficio do bem.

Ficamos admirados se a hipocrisia tem uma participação ativa nas inúmeras administrações públicas no Brasil! Ou mesmo seria atribuída essa análise através das manifestações de virtudes fingidas, inexistência de sentimentos leais, ausência de reciprocidade religiosa e falta de compaixão que extermina tantos sentimentos bons todos os dias? As pessoas que irresponsavelmente são colocadas em novos rumos de vidas, apesar dos pesares da fome e do notório desconforto do sono em suas noites vazias, vão vivendo e ninguém quer assumir essa conta ou dívida social.

São inúmeros os problemas administrativos que alguns administradores públicos não tomam conhecimento, achando que somente serão resolvidos com muitos gastos e esvaziamento dos cofres públicos! Porém, o descaso na falta da boa conduta de gerenciar as coisas que atingem os seus munícipes, nem sempre são levados a sério. E, exemplificamos também outra façanha contra a FNS, antigo SESP, jogado às traças. Perdeu a sua verdadeira identidade de prestação de relevantes serviços em favor da saúde pública da região cacaueira.

E quais os responsáveis por tamanha calamidade de extrema revolta, deixando que chegasse a esse estado de desmando? Visitem a Fundação Nacional de Saúde – FNS, localizada na Avenida Canavieiras, na cidade de Ilhéus, analisem e vejam a que ponto chegou a seu estado de péssima higiene, por se tratar de uma casa de atendimentos ambulatoriais e de prevenções da saúde humana, abandonada pelo governo estado e seus liderados políticos. Inteiramos as nossas decepções de ver a nossa cidade carente de pessoas que conheçam as grandes necessidades de cuidar da saúde pública do nosso município. PENSEM NISSO!!!

Eduardo Afonso – Ilhéus-Bahia