Aqueles que se elegem e juram fidelidade ao candidato vencedor  se transformam, acreditem, em ‘prefeitos’ quando, evidentemente, a vitória chega/acontece. Isto é comprovadamente verdadeiro. Adquirem um grau de intimidade tamanho que se dão ao luxo de entrar no Gabinete sem bater e, se for alertado na recepção da sala, da impossibilidade de entrar por ser reunião fechada, viram bicho, gritam e dizem: vou pedir a sua cabeça.

Mostra a rotina política que após assumir cadeira no Legislativo aquela ideologia – tão cantada e irritantemente repetida – ao que parece, repentinamente adormece para ceder lugar a ações que visem um futuro promissor no próximo pleito.

Aos olhos e ouvidos ávidos por momentos ‘bombásticos’ o episódio do destemido e como num passe de mágica ‘experiente’ político Newton Lima foi, por assim dizer, uma verdadeira demonstração de destemor, segurança, firmeza e nervosismo por conta do momento para demonstrar  sem mostrar a ‘verdade dos fatos’ (?).

Pronto: a bola da vez é prova, não prova, disse, não disse, justifica, não justifica, processa, não processa…  Esmiuçar o roteiro jurídico do quanto ‘denunciado’ vai ocupar o tempo dos Sherlocks por um bom tempo.  Por conta da ‘bomba’ – pra menino ver/ouvir – aquela postura do ex prefeito Newton seguindo, cronologicamente, o roteiro para  terminar com uma tacada de lisura irretocável  passou despercebida porque meninos inexperientes não veem, leem ‘escutam’ nas entrelinhas. Vale dizer que as palavras proferidas naquela tribuna foram estrategicamente colocadas para provocar, como provocou, o maior alvoroço. “Bomba’ lançada, o ex sai de cena, cumpriu o programado e, solta aos olhos, que o ‘maestro daquela orquestração’ colocará sua experiência, conhecimento/acessos em esferas superiores para ajudar – numa espécie de contrapartida  – aquele que fez o combinado… Alguma coisa   do tipo: você me ajuda, eu te ajudo e saímos ganhando…

O pobre do prefeito deve estar em prantos. Reclamando que mandaram um ‘ebó dos brabo’ pra cima dele e, agora, não saberá lidar com aqueles “prefeitos” que atormentam o seu juízo para dar isso, aquilo, aquilo outro (lá ele!).

O prefeito tem, na verdade, os citados da sua base  de sustentação (muito cara), depois da ‘bomba’  na mão. Não tem como os insaciáveis ameaçarem rompimento etc e vão ficar, por conta dessa bem sucedida orquestração, ‘pianinhos’ porque o prefeito sabe administrar coincidências como foi essa detonada (traque) pelo ex Newton…

A Câmara sofreu um duríssimo golpe. Não vou estabelecer relação de confiabilidade política neste contexto porque, pelo menos aqui na cabeça do povo ilheense (grande maioria), a imagem não é muito recomendada para assistir.  Quero dizer, mesmo que resumidamente, que a própria Câmara vai ter que mudar o rumo da sua administração porque, se não adotar a política da boa (mais do que está é praticamente impossível) vizinhança vai sobrar, também, para a tal mesa agora, praticamente, mista entre os de lá e os de cá…

O prefeito vai dar linha pros peixes e administrar o recolhimento de acordo com o peso da chumbada. O prefeito sabe sair de rabo de foguete e a prova maior disso é quando  a charanga  faz um arerê tremendo e a resposta da Justiça, invariavelmente, é ao seu favor. É isso que estou me baseando para construir  opiniões e ou pitacos. Quando eu disse que “você me ajuda, eu te ajuda e a gente sai ganhando” foi baseado nesta avaliação que é subjetiva… porque posso estar redondamente enganado.

Tirar da minha cabeça que aquela encenação não tenha  sido orquestrada está dificílimo. Aquilo foi coisa de raposa e daquelas raposas bem felpudas. Não tenho  nenhuma dificuldade em dizer que considero Newton incompetente para tamanha façanha. O prefeito, hoje, pode fazer de peteca todos os seus gulosos colaboradores e, mesmo assim, ainda ser bajulado. A Câmara foi de roldão em que pese algumas ‘afinidades’.

Poderes harmônicos e independentes? O dia a dia mostra que isso é tão frágil que um pequeno traque, daqueles bem malandrinhos, abala as estruturas daquele palácio que fica de costa para o “sol”  mas, cheio de eestrelos que,  sempre que pode, mostra para quem ‘olha para ver’ ser, por assim dizer, o astro rei… Talvez daí tenha surgido  o: manda quem pode e obedece quem tem juízo.

Tanto um quanto o outro não está nessa por  conta da lisura, seriedade na administração ou para ter contas aprovadas e sim eliminar obstáculos que podem ser confundidos com fiscalização.  Hoje a fiscalização acontece no quanto é pra ser fiscalizado  e para não fiscalizar uns outros tantos.

No meio desse jogo de interesse, armações, conchavos, costuras, tricor e crochê estará o povo que um dia sonhou com uma política pública voltada para o bem comum do tipo básico para, pelo menos, ter um dia a dia menos duro para dias bicudos como vivemos.

Ah! A Câmara vai reprovar as contas do ex e, certamente, esperará comemorações pirotécnicas que só existem (se existem) na cabeça de algumas celebridades …

A que ponto nós, apaixonados por Ilhéus, chegamos.

Confiar ou acreditar em dias melhores para o  nosso povo, na conduta/postura dos nossos ‘desinteressados’ (?) representantes está, por conta de tudo isso, se tornando um sonho sem perspectiva alguma de ser transformado em realidade.

Resta, portando e exclusivamente, a crença na proteção Celestial.

Fraternal abraço e fiquem com DEUS (Sempre!).

Rabat