Colégio da congregação Santa Úrsula comemora 99 anos.

“Piedade rumo ao centenário. Com Maria, evangelizando através da educação a serviço da vida e promoção humana” é o tema das comemorações em louvou a Nossa Senhora da Piedade cujo tríduo será aberto na noite deste sábado(12) às 19 horas, prosseguindo até segunda-feira(14). A festa é no dia 15, na capela do Instituto Nossa Senhora da Piedade, no mesmo horário.

Com a programação a cargo da equipe do Ensino Religiosos, a primeira noite será um momento de Adoração ao Santíssimo Sacramento. Será um momento para refletir a caminhada de todos e cada um das religiosas,dos professores, alunos, pais e amigos da instituição. Já no domingo(13) e na segunda-feira a celebração da Missa será às 19 horas, dentro da programação festiva. Na noite de terça-feira (15) data dedicada a celebração em louvor a Nossa Senhora da Piedade, a celebração começa às 19 horas.

Instituto Nossa Senhora da Piedade

O Instituto Nossa Senhora da Piedade foi fundado pela Madre Maria Thaís do Sagrado Coração Paillart, religiosa  Ursulina, francesa da Comunidade de Quimperlé (Bretanha – França), resultado de um seu encontro com o bispo de Ilhéus, à época, Dom Manuel de Paiva. Esse encontro deu-se em Salvador, em novembro de 1915, quando o Bispo insistiu para que a Madre Provincial da Congregação Santa Úrsula instalasse um colégio em Ilhéus que ainda não possuía nenhum estabelecimento religioso de ensino. A fundação do Instituto em Ilhéus deu-se em 1916. Sob o patrocínio de Nossa Senhora da Piedade,  no dia 7 de fevereiro, com dezesseis alunas, sendo uma interna, porque não havia dormitório para todas.

A devoção a Nossa Senhora da Piedade

Segundo o teólogo João Batista Libânio, “Nossa Senhora da Piedade remete-nos a dois momentos bem distantes no tempo. Lá nos inícios está a cena, não narrada no evangelho, mas criada pela devoção, de Maria com Jesus morto nos braços. A inversão da piedade tem sua beleza. Os evangelhos falam de dois homens que retiram Jesus da cruz, o envolvem numa mistura de mirra e aloés em cuidadoso lençol. As mulheres, por sua vez, ficaram de longe, depois assentadas diante do túmulo no mutismo da dor. E no dia seguinte se dirigiram para ungir o corpo de Jesus, já então ressuscitado.”

“A piedade cristã tira de cena os homens e põe a Virgem e as mulheres para cuidarem do corpo do Senhor. E, então, Michelangelo imortalizou esse momento na maravilhosa escultura da Pietà. Paralisou Maria no tempo. Fê-la mais da eternidade. Bem jovenzinha, com o rosto carregado de piedosa dor, tem o corpo do Filho no braços. Essa cena levou-nos a pensar Nossa Senhora como das Dores, da Soledade, das Angústias, do Pranto, do Calvário e com títulos semelhantes. Em latim, canta-se o hino a Mater Dolorosa. Devoção muito forte em Portugal e migrou para nossas plagas.”

A fé cristã tem sabido articular muito bem três grandezas teológicas da vida eclesial: a devoção a Maria, a celebração sacramental e a principalidade da Palavra. Só o fanatismo antimariano ou devoções desequilibradas rompem essa unidade profunda da fé. A devoção a Maria realiza o que ela disse em Caná, ao dirigir-se aos serventes em referência a seu filho: “Fazei tudo o que ele vos disser!” (Jo 2, 5). Ele nos disse: “Eu sou o pão vivo descido do céu” em forma de Palavra e de Eucaristia vivida na comunhão dos irmãos.

Jonildo Glória