O nosso país fenece as deformidades de tantas ações humanas, muita gente até desprotegidas da lei, e torna-se impossível entender por que faltam vagas, por exemplo, nos presídios, nas cadeias públicas, numa avalancha de estrondosa superlotação. Aqueles amontoados de seres humanos dividindo espaços imagináveis na sobrevivência do mundo dos crimes. Servidores despreparados e alvos fácies de corrupção. O pensamento é prender e deixar trancafiado e não se pensa em reeducar os presos, apenas largam os indivíduos lá.

No entanto, quando verificamos os ditames da lei sobre o sistema penal, ficamos sem entender por que acontecem tantas mazelas, tantas barbaridades, existindo até pessoas inocentes pagando por crime que não cometeram. Existem presos esquecidos nas cadeias públicas superlotadas, num esquema triste e mesquinho, sem nenhuma providência para sanar as causas criminais. Quantos processos em vários tribunais de Justiça no Brasil, estagnados e sem as devidas providencias para os justos julgamentos!

O art. 24 da Constituição Federal Brasileira optou pela denominação de “Direito Penitenciário” eliminando outras denominações como: “Direito da Execução Penal” ou “Direito Penal Executivo”. Dessa forma verificamos que o Direito Penitenciário é o conjunto de normas jurídicas que disciplinam o tratamento dos sentenciados, é disciplina normativa. “A construção sistemática do Direito Penitenciário deriva da unificação de normas do Direito Penal, Direito Processual Penal, Direito Administrativo, Direito do Trabalho e da contribuição das Ciências Criminológicas, sob os princípios de proteção do direito do preso, humanidade, legalidade, jurisdicionalidade da execução penal”. O sistema carcerário atual no Brasil realmente corrige e traz de volta o ser humano ao seu anterior estado de homem livre de suas máculas para nova vida de forma pacifica em nossa sociedade?

A vida de muitas pessoas é transformada com o decorrer das suas atividades adquiridas na primeira sociedade humana: a família. Por que são praticados tantos crimes no mundo, e passam despercebidos pelos juízes e promotores da paz? Assim, cabe uma análise porque surge movido por uma discussão banal. O inesperado autor do homicídio tinha um revólver e tomou uma medida aceita apenas no universo criminal. Não foi por morar na periferia, ser jovem e pobre que ele agiu dessa maneira, porque existem espetáculos criminosos praticados por homens que frequentaram boas escolas, e até se tornaram autoridades. Mas porque, muito provavelmente, se relaciona com pessoas que agem da mesma forma no mundo do crime, foi essa a educação e sua cultura na infância, tendo como modelo onde as normas de relacionamento entre seres humanos admitem o homicídio.

Então, este indivíduo não deve ser visto como alguém inserido numa organização criminosa, mas como alguém que vive em um ambiente em que é forte a cultura da justiça privada. A pessoa deve mostrar que não admite desaforos e, quando se sente ameaçada ou desafiada, deve se antecipar à própria morte, tentando matar para não ser morto. Em virtude dessa situação, os homicídios que parecem banais para os que observam de fora são considerados “aparentemente necessários” pelos seus autores. O que se podem imaginar até, que mesmo mortes decorrentes de brigas em bares, acontecem por conta desses valores. São explosões pessoais de medidas repentinas e não dão condições ao individuo retroceder os limites da sua capacidade de pensar acerca dos resultados dessas inconsequências iniciativas. PENSEM NISSO!!!

Eduardo Afonso – Ilhéus (BA) – (73) 8844-9147 – Whatsapp

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http://www.r2cpress.com.br/v1/2016/09/29/psicomundo-i-parem-o-mundo-que-eu-quero-descer-aonde/

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http://www.r2cpress.com.br/v1/2016/10/02/psicomundo-ii-parem-o-mundo-que-eu-quero-descer-aonde/