EXERÇA SUA CIDADANIA

A idéia de cidadania surgiu na Idade Antiga, após  Roma conquistar a Grécia (séc. V d. C.), e  expandiu  para o resto da Europa. Apenas homens adultos e proprietários de terras (desde que não fossem estrangeiros), eram cidadãos. Diminuindo assim a idéia de cidadania, já que mulheres, crianças, estrangeiros e escravos não eram considerados cidadãos.

A etimologia da palavra cidadania vem do latim civitas, cidade, tal como cidadão.

O habitante da cidade no cumprimento dos seus deveres é um sujeito da ação, em contraposição ao sujeito de contemplação, omisso e absorvido por si e para si mesmo, ou seja, não basta estar na cidade, mas agir na cidade. A cidadania, neste contexto, refere-se à qualidade de cidadão, individuo de ação estabelecido na cidade moderna.

A rigor, cidadania não combina com individualismo e com omissões individuais frente aos problemas da cidade: a cidade e os problemas da cidade dizem respeito a todos os cidadãos.

O que é cidadania?

Ser cidadão é respeitar e participar das decisões da sociedade para melhorar suas vidas e a de outras pessoas. Ser cidadão é nunca esquecer das pessoas que mais necessitam. A cidadania deve ser divulgada através de instituições de ensino e meios de comunicação para o bem estar e desenvolvimento da nação.

A cidadania consiste desde o gesto de não jogar papel na rua, não pichar os muros, respeitar os sinais e placas, respeitar os mais velhos (assim como todas as outras pessoas), não destruir telefones públicos, saber dizer obrigado, desculpe, por favor e bom dia quando necessário… Até saber lidar com o abandono e a exclusão das pessoas necessitadas, o direito das crianças carentes e outros grandes problemas que enfrentamos em nosso pais.

Seria interessante que a Secretaria de Educação, Clubes de Serviços: Lions, Rotary, Lojas Maçônicas, CDL, Associação Comercial , Associações de Bairros e Igrejas em geral,  promovessem uma campanha educativa sobre CIDADANIA, envolvendo os estudantes e a população em geral.

Lembro-me que nossa cidade na década de 1950 era impecável, o povo era respeitoso e educado, havia civismo e patriotismo, as ruas eram limpas, as praças eram conservadas, os passeios eram corretos, os jardins eram ornamentados, nossa Avenida Soares Lopes era a passarela preferida dos namorados, os colégios públicos eram conservados, respeitava-se os professores, os políticos participavam das discussões em prol dos melhoramentos da cidade, existia bons costumes entre os  cidadãos, a sociedade era participativa com a construção do Abrigo São Vicente de Paula, Cruzada Bem para o Bem, Sociedade Protetora dos Artistas e Operários de Ilhéus, Clube Social, Comerciários e Bancários;   o esporte era fundamental para os estudantes, fato este que o Prefeito Mario Pessoa construiu o estádio como extensão do IME; os colégios públicos dispunham de bibliotecas e tratamento dentário, o esporte amador era bastante competitivo, a medicina era exercida com humanidade , havia  participação   das Senhoras de Caridade e Caritas Diocesano, com relação ao serviço social, sem interesse político. Enfim existia cidadania.

Hoje, presenciamos cenas estarrecedoras por parte de vândalos  destruindo telefones e praças públicas,  lixo residencial colocado fora de hora, pontos de ônibus danificados,  colégios sendo destruídos pelos próprios alunos, passeios públicos esburacados, impróprios para os transeuntes; árvores sendo decepadas sem  critério de podação, praias e rios poluídos,  professores desrespeitados pelos  alunos , pessoas  indiferentes com o clamor da sociedade.

Fico estarrecido quando passo pela Avenida e vejo no fundo onde funciona o  Bob’s e Subway ,  sujo e imundo cheio de restos de comida jogado no passeio, esperando que a Prefeitura retire, pois os  empresários daqueles empreendimentos  são incapazes de manter limpo o espaço que ocupam,  somente querem explorar os benefícios que a cidade oferece.  A Praça Castro Alves amanhece todos os dias suja cheia de  papel guardanapo  que são jogados pelos próprios usuários.                                                                               Diante do que vimos é preciso que a sociedade reflita profundamente sobre o retorno do civismo a começar pelas famílias e nos colégios públicos e particulares,  bem como universidades, no sentido de construir um mundo melhor para os próximos.

Não vamos esperar somente pelos Órgãos Públicos Federal, Estadual e Municipal, vamos fazer nossa parte. Lembre-se da história do passarinho apagando o incêndio na floresta, onde todos não acreditavam, porém ele exclamou: “Sei que não vou apagar o incêndio sozinho,  estou fazendo  minha parte”

 

Luiz Castro

Bacharel em Administração de Empresa