Um grafite tamanho gigante, das artistas Sista Kátia e Nila Carneiro, ocupa uma parede externa inteira do Hospital da Mulher, no Largo de Roma, em Salvador. Outro painel produzido por Bel Borba, com 462 imagens de mulheres, uma em cada azulejo, e um jardim suspenso compõem a decoração planejada para caracterizar a unidade de saúde como um lugar dedicado à saúde das mulheres. A partir do dia 9 de janeiro, o hospital vai oferecer atendimento especializado, desde o atendimento ambulatorial até a internação, bem como tratamento de câncer e cirurgia.
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Sobre a obra na parede da unidade, a grafiteira Sista Kátia destaca que “o grafite tem resistido no tempo, deixou de ser apenas aquela arte marginalizada e tem ocupado outros espaços públicos, não somente as ruas, como é o caso aqui do Hospital da Mulher. Estar no Hospital da Mulher é maravilhoso. O equipamento em si já é uma vitória, porque é necessário ter uma política pública que olhe para a saúde das mulheres. Para mim, que venho da periferia, fazer um trabalho em um hospital público voltado para as mulheres é incrível”.
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Artista visual e designer, Nila Carneiro comenta que o painel é baseado no livro ‘Mulheres que correm com os lobos’, de Clarissa Pinkola. “Há uma personagem que domina os ciclos, o início e o fim das coisas, que mantém o fluxo da vida. Então, essa é a representação de uma mulher que tem o domínio dos ciclos da vida, que tem o domínio de si para representar todas as mulheres que podem ser atendidas neste hospital. Para a gente é muito importante fazer um trabalho como este, voltado para as mulheres, artisticamente falando, dentro de um hospital voltado para a saúde da mulher”.
Serviços
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O Hospital da Mulher prestará assistência nas áreas de ginecologia e mastologia, além do atendimento na área de reprodução humana, oncologia e situações relacionadas à violência sexual. Uma das novidades no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) na Bahia é o serviço de média complexidade em reprodução humana assistida. Serão ofertadas atenção diagnóstica e terapêutica nos casos de endometriose e outras causas de infertilidade feminina.
As mulheres terão acesso também ao serviço de planejamento familiar. O objetivo é oferecer métodos contraceptivos reversíveis de longa duração. Esse serviço terá como público-alvo, principalmente, mulheres com risco de trombose, hipertensão, cardiopatias, com doença falciforme e/ou em situação de vulnerabilidade social.
Fotos: Pedro Moraes/GOVBA