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julho 2017
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Luiz Castro em: DECOLORES

SENADOR SÁ BARRETTO

Dia 21 de julho completa 14 (catorze) anos de falecimento desse inesquecível ilheense que amou esta terra deixando saudades. Recentemente ele teve um encontro inesquecível com sua eterna namorada Itassucê que sempre esteve ao seu lado na saúde e na doença conforme preceitos da Igreja Católica.

Outro dia conversando com um amigo, ele  me falou que pessoas como Sá Barretto não deverim morrer pelo legado que o mesmo deixou entre nós.

Realmente Sá Barreto foi uma pessoa especial, carismática, simpática, alegre e contemplativa. Ás vezes parecia áspero quando não aceitava determinada opinião ,e ao mesmo tempo voltava ao seu normal dando aquela gargalhada.

Tratava-se de uma pessoa caridosa e amiga até as últimas conseqüências, não titubeava quando um amigo lhe procurava para um provável socorro financeiro.

Devido a sua profissão de Tabelião de Notas foi um exímio aconselhador e apesar de não ter sido Bacharel em Direito, foi um verdadeiro rábula.

Nos bate papos do dia a dia Sá Barretto reunia vários amigos para prosear sobre assuntos diversos. Adorava falar sobre o Ex- governador da Bahia Regis Pacheco com o qual teve grandes laços de amizade nomeando-lhe inclusive, Tabelião de Notas em Ilhéus.

Certa feita candidatou-se a Vice Senador da República, porém  não obteve êxito nas urnas. Contudo devido ao seu populismo passaram a lhe chamar de Senador.

Estando certo dia hospedado no Hotel Serrador em Brasília  Marcelo Gedeon o avistou  e o saudou  por Senador Sá Barretto, despertando curiosidade de políticos que estavam por perto.  Horas depois um  Senador de fato dirigiu-se até o suposto colega  e perguntou-lhe  qual o Estado  que representava. Sá Barreto por sua vez deu uma bela gargalhada sem responder nada e saiu de fininho abraçando seu amigo Marcelo Gedeon com o qual mantinha grandes laços de amizade. Na verdade Marcelo Gedeon tinha muita influência no Congresso Nacional devido ser conhecido como o rei do cacau.

Sá Barreto foi vereador em Ilhéus e fez  forte oposição ao então Prefeito da época Henrique Cardoso que era tremendamente austero, tempo depois tornaram-se amigos.  

No livro “50 anos em 4” do referido alcaide é narrado um episódio interessante: “ Era época de Natal e o Prefeito Henrique Cardoso ornamentou a rua Dom Pedro II, com cores natalinas, muitas lâmpadas.  Dois dias para o Natal, viu o Prefeito um grande caixão de dois metros de cumprimento por um de altura, desfigurando o ambiente festivo e a ornamentação. Sentado na porta de um armarinho, estava um vereador de oposição e então o Prefeito perguntou-lhe se o caixão era dele e a resposta foi pela afirmativa, e então foi-lhe dito, que era para retirar o caixão que não poderia ficar no meio da rua enfeando o ambiente e criando agressão às posturas municipais. A resposta veio agressiva: “Se você é homem venha tirar”, ao que o Prefeito retrucou – “se é assim vou tirar”. O Prefeito estava acompanhado do Diretor de Obras e do Oficial de Gabinete. Os três se retiraram e foram buscar uma caçamba sob o comando do Chefe das Oficinas e quatro operários.

Ao retornarem, o vereador sacou de um revólver apontando para o Prefeito, recebendo neste momento a ação do Diretor de Obras, que se pôs à frente e segurou o braço do agressor, enquanto o Chefe de Gabinete segurava a esposa do vereador, que se armou com uma tesoura. O vereador agressor, vendo que o caixão seria tirado, preferiu se render, dizendo: “Deixe que eu mesmo tiro”. A coisa parou aí e o revólver não foi acionado nem a tesoura funcionou.”

Se você leitor, quiser saber o nome do vereador, faça uma sindicância que você irá descobrir.

A Câmara de Vereadores era composta dos edis David Emilio, Ponciano Novaes Miranda, ABC de Freitas, Sá Barretto, Antonio Cruz, Ariston Cardoso, Pedro Lima, Amilton Inácio de Castro, Afro Leal, Domingos Rosa, Elio Melo, Jorge Fialho, Adolfo Lima e Álvaro Alves Silva, pessoas de alta qualidade de integridade moral na sociedade Ilheense. 

Luiz Castro

Bacharel Administração de Empresa

1 resposta para “Luiz Castro em: DECOLORES”

  • Arlindo Santos Filho says:

    Amado e ilustre Luiz Castro.

    Que maravilha de documentário!!!

    Como seu primo, quero parabeniza-lo, pelo seu vasto conhecimento da história de personagens e da cidade de Ilhéus.
    Agradecer pelo carinho que você sempre me dispensou quando, nas nossas épocas de férias, fazíamos intercâmbios, você vinha para Itabuna e eu ia para Ilheus, e nossos saudosos país, meu tio Rosentino e minha querida tia ÁUREA e seus tios Arlindo e Maria, nunca mediram circunstância para nos acolherem carinhosamente.Sucesso

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