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LEMBRANÇAS DE OUTRORA II

Anísio Cruz – janeiro 2018

O meu amigo Carlos Mascarenhas mantém uma página no Facebook, Memória Visual de Ilhéus, onde são acolhidas fotos e narrativas acerca da nossa cidade, contribuindo assim, para a sua preservação e divulgação. Salvo engano, ele já possui um acervo de cerca de mil fotos, além de documentos digitalizados, contando com a colaboração e a confiança dos seus leitores. Trata-se de um extraordinário trabalho a bem das futuras gerações, e da atual que, na sua grande maioria, desconhece a história da “velha Capitania Hereditária”, tão recheada de fatos que precisam chegar ao conhecimento de todos. Entendo que, mal guardados, e mal acondicionados muita coisa se acabará, mofando nos baús, e gavetas dos familiares das pessoas que formaram a “civilização do cacau”, desde os tempos históricos da sua colonização, até os dias atuais.

É verdade que muita coisa já se perdeu pelos caminhos da vida, e da morte dos pioneiros, quando ainda não havia essa preocupação. Alguns pesquisadores já fizeram publicar em livros, acervos que obtidos nas suas pesquisas, aqui e ali, como no geral são colhidos os fragmentos históricos, por todo o mundo, e em todas as épocas. Arléo Barbosa, Horizontina Conceição, Maria Luíza Heine, José Nazal Soub, José Rezende Mendonça, Raimundo Sá Barreto, são alguns desses batalhadores contemporâneos, que prestam, ou prestaram inestimável serviço às gerações futuras, além de honrarem, e dignificarem os pioneiros que escreveram a penas, ferros, e sangue, os primórdios da nação grapiúna. Silva Campos com seu livro CRÔNICAS DA CAPITANIA DE S. JORGE DOS ILHÉUS, serviu de referência para eses novos historiadores. Jorge Amado, Adonias Filho, Jorge Medauar, Hélio Pólvora, dentre outros, romancearam aquilo que lhes chegou, embora carentes de fundamentação. Mas assim é contada a história da humanidade, com os seus fatos, mitos e crendices, perpassados de geração a geração, e que serão legados àqueles que nos sucederão.

E qual o motivo de estar aludindo a esses fatos, aqui neste espaço cedido pelo R2CPRESS? É que percebi em algumas postagens que aludem ao passado, como o BAÚ DO ZÉ LEITE, por exemplo, atraem para si um expressivo contingente de leitores, ávidos por saberem mais a respeito. Fotos antigas, por exemplo, despertam a curiosidade daqueles que nos prestigiam com a sua leitura, pois há no nosso meio, muitas pessoas que aqui chegaram, e que quase nada conhecem acerca do nosso passado. Aliás, muitos dos nossos filhos e netos, também carecem de tais informações, que quase não encontram nos livros escolares, com raras exceções.

Assim, para que os nossos fragmentos históricos não sejam destruídos, ou fiquem mofando em gavetas e caixotes úmidos, apelo para que os busquem entre os seus guardados, pois podem até não representarem tanto, mas se somarão aos demais, num verdadeiro mosaico de informações que, no todo, formarão o perfil do nosso passado. Nós devemos isso aos nossos filhos, e netos, e muito mais aos que nos precederam na nossa jornada de vida. O futuro nos agradecerá, certamente.

1 resposta para “LEMBRANÇAS DE OUTRORA II”

  • Carlos da Silva Mascarenhas says:

    Obrigado pela citação do meu nome, e da página Memória Visual de Ilhéus que mantenho no Facebook, que foi criada em 07.10.2014, onde guardamos Imagens, sons e textos que contam um pouco da história da cidade de Ilhéus e do seu povo.

    Quem não conhece a página pode acessar: https://www.facebook.com/fotosdeilheus/

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