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QUE HAJA ORDEM NO BRASIL

Anísio Cruz – janeiro 2018

Chegou o tão esperado dia do julgamento do ex-presidente Lula, após meses e meses investigações, depoimentos, eidas e voltas, que somente o sistema jurídico brasileiro permite, com seus infindáveis recursos. Denunciado pelos competentes procuradores do Ministério Público, de Curitiba, o processo parou nas mãos de um Juiz, que de pronto encheu o Brasil de esperanças, pelas suas atitudes seguras, e coerente, diante dos fatos levantados na “Operação Lava Jato” da Polícia Federal. O iminente Juiz Federal, o Dr. Sérgio Moro, cumpriu com firmeza o seu papel de magistrado, proporcionando ao indiciado, amplo direito de defesa, com muitos depoimentos, juntadas de provas e contraprovas, além de acusações falaciosas contra a sua honra, que sempre manteve-se sereno, como é próprio de um magistrado da sua estirpe.

A condenação de mais de nove anos, que foi imposta ao ex-presidente, no processo de corrupção passiva, relativa ao recebimento de suborno, na forma de um apartamento triplex, no Gruarujá, acenou para todos os brasileiros, que algo de novo estava acontecendo neste país onde, costumeiramente, as leis são aplicadas com parcimônia, quando os acusados possuem um estatura política acima do cidadão comum. Quando se trata de um réu que é um ex-presidente da República então, é algo inusitado, de uma conotação extraordinária, surpreendendo aos mais convictos da culpabilidade do Lula, que sempre bravateou em alto, e bom som, ser o “homem mais honesto do mundo”, portanto, acima de qualquer suspeita. As evidências, entretanto, eram muito contundentes, e iniciou-se a derrocada do mito Lula.

Dia 24 de janeiro foi marcado para julgamento em segunda instância, e recaiu para o Tribunal Federal da 4ª região, sediado em Porto Alegre, a tarefa de rever a decisão do Dr. Moro, convalidando-a, aumentando a pena, ou mesmo, desfazendo-a, contrariando assim, a grande maioria do povo brasileiro, ávida por um país decente, que tenha o cidadão como beneficiário das ações governamentais, sabidamente insuficientes, ou mesmo, inexistentes como em alguns casos. A saúde pública, a educação, a segurança, a infraestrutura em frangalhos, estão aí para demonstrar que a máquina pública, pouco atua em prol da cidadania, como era de se esperar num sistema republicano. Aliás, historicamente sempre foi assim. Mas a existência de esquemas corrosivos, como foram verificados nos últimos tempos, superaram, em muito, a capacidade de tolerância da nossa gente, que foi às ruas exigindo Justiça.

Hoje, olhos e ouvidos dos milhões de brasileiros estarão voltados para o Tribunal de Porto Alegre, na expectativa do desfecho do julgamento, que decidirá a sorte do outrora todo poderoso e falastrão líder sindical, que ao chegar ao poder esqueceu-se das suas bandeiras, e claramente optou por ações nefastas aos mais pobres, justo aqueles que sempre acreditaram nas suas promessas, e o consagraram com seus votos.

O que se espera, neste grave momento da vida política nacional, é que os juízes de Porto Alegre usem as suas togas em nome do povo brasileiro, infringindo ao réu, a pena proporcional à dimensão dos crimes cometidos, mesmo sabendo que outras ações em curso, logo chegarão às suas mãos. Que imperem as leis deste país. Que haja ordem, para que possamos enfim, chegar ao tão sonhado progresso.

2 respostas para “QUE HAJA ORDEM NO BRASIL”

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