Anísio Cruz -fev 2018

Ouvem-se clarins rasgando o espaço,

Na madrugada de mais um sábado.

Anunciam eles, no seu compasso,

O evento louco, tão esperado.

Juntam-s e a eles, em descompasso,

Os passos trôpegos de um tresloucado,

Quem sabe um bêbado, rei do pedaço,

Ou só um homem apaixonado.

Seguem então no mesmo passo,

Vão conclamando quem passa ao lado,

Que venha ao bloco mais animado.

Do Zé Pereira e o clarinaço,

Segue na frente, mais um palhaço,

E o povo enfim, já animado.