Não são poucas as culturas humanas que dedicam ou dedicavam um dia do seu ano para uma grande farra movida a álcool.
Os nossos Tupinambá tinham o seu “Poracé”; quando se sentavam em torno de uma igaçaba cheia de cerveja, esvaziando-a durante a noite… ali mesmo despejavam o xixi, e o mais, exalando, dentro do “bar” de palha, um aroma não de todo legal… dizem que havia pancadarias e contusões por ciumeiras conjugais… láa, êle… só uma noite…
O “Mardi Gras”, a Terça Feira Gorda da França, antecede ao jejum católico antigamente prescrito para a Quaresma – quarenta dias de penitência -. No Brasil Colonial, o Entrudo, com pequenas maldades e melações de talco, água e mingau… éka… um dia apenas.
O “Ad lo Iadá” judaico, também conhecido como “Hag Purim”, comemora uma ação benemérita de Hadassa (Ester), rainha judia persa que salvou seus irmãos de um genocídio, no governo de Xerxes… ”Ad lo iadá” significa: “até não saber (mais de nada, depois de muitas taças de vinho, kkk). É só uma noite.
No Brasil, embora desconheça a cronologia histórica, sei que sucessivos governos autorizaram ou incentivaram o aumento progressivo de dias carnavalescos, sem pensar nos desacertos do uso irresponsável do dinheiro dos cidadãos nesta finalidade… e tome-lhe dias… me lembro de um dessas ampliações populistas irresponsáveis do carnaval, quando fui a Salvador, em 1970. Lembro q muita gente sentiu, então, algum clima de negatividade em tantos dias de festa, juntos, de uma só vez… festa é essencial, é “lei divina”, digamos, mas sabiamente distribuída ao longo do ano, da semana e do dia.
Marão 2018 e outros prefeitos brasileiros “Cancelaram o Carnaval”.
Não, cancelaram o gasto irresponsável com mais despesas supérfluas não isentas de fragilidades.
Ganhou mais dez pontos percentuais no meu conceito.
1×0, Marão.