Luiz Ferreira da Silva

Engenheiro-Agrônomo e Escritor

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Em 1964, Shephered Mead publicou o livro – Como vencer na vida sem fazer força – mais tarde transformado em peça teatral de sucesso. Por ilação, deve ser o manual de cabeceira da maioria dos políticos brasileiros. Mas com certeza, jamais o foi de Maurício de Sousa, “bipai” da Mônica.

Digo isso depois de ler o livro – Maurício, a história que não está no gibi – gentilmente a mim enviado no final de 2017. Uma leitura gostosa de ler; uma lição de vida para se aprender; um manual para a juventude se orientar.

Peço permissão ao Maurício de Sousa, doravante Maurício, para socorrer grande parte dos jovens que se encontra desnorteada, idolatrando Neymar e Aniita, sem se aperceber o mundo exigente e cada vez mais requerente de pessoas mais capacitadas.

Para se vencer na vida é preciso ter talento. E Maurício possuía nas mãos – habilidade – e na cuca – criatividade, dando ao desenho uma vida ao gosto, sobretudo das crianças, incentivando-as à leitura.

Mas esse dom é importante, porém não é suficiente. Seu pai o tinha, entretanto lhe faltava o que o filho dispunha de sobra. É preciso a decisão, traduzida em força de trabalho – suor, persistência e foco. Talento sem vocação não provoca efeitos positivos. São interdependentes e convergem ao foco fixado. Maurício nos prova com maestria.

Além desses dois “inputs”, há que se munir de uma base para alavanca-los, facilitando a sua sinergia. E o Maurício não perdeu tempo, buscando conhecimentos através de uma base literária e desenvolvendo a arte da escrita, que lhe permitiu atuar em jornais e desenvolver textos para o seu objetivo de ser um profissional de qualidade.

Também é fundamental estar atento a um mundo maior que o seu ao redor, e Maurício abriu o seu horizonte além de Bauru e Mogi das Cruzes, buscando se inspirar nos grandes desenhistas internacionais, os quais até lhe serviram de balizamento – pé no chão. Nada de ser autofágico e, tampouco, ter reserva de domínio.

A questão do caráter não pode ser negligenciada. Maurício não se desviou de seu proposito, quando lhe impuseram a mudança do linguajar com conotação política.

E mais uma característica para fechar a sua vida exitosa – a sua capacidade de adaptação, por uma necessidade de sobrevivência, sem perder de vista o foco principal.

Com todo esse cabedal ele soube usar o seu cotidiano – fatos vividos e personagens conhecidas – em suas criações, eivadas de inteligência e de fácil comunicação.

Pois é. Só dessa forma o Maurício se tornou neste brasileiro de renome internacional e benfeitor do mundo infanto-juvenil, cuja trajetória de vida é um vade-mécum para os nossos jovens, conscientizando-os a vencer por seu próprio mérito, distribuindo bens à sociedade que lhes investiu. (Maceió, Al, 03 de Janeiro de 2018).