VIVA A VIOLÊNICA

Texto de Aloisio Guimarães

(www.terradosxucurus.blogspot.com.br)

Se o seu filhinho voltar da escola com a cara quebrada, toda ensanguentada, inchada e/ou com olho roxo, não fique preocupado porque não é violência: é apenas o coleguinha dele que está treinando para o “saudável esporte de luta onde vale tudo” (MMA, MFC, UFC…), a mais nova sensação da televisão brasileira e mundial, que já teve direito até a um reality show (ou seria reality luta?)!

Não esquenta, meu amigo, é a mesma coisa que ele tivesse jogado futebol e chegasse em casa com o joelho arranhado…

PERGUNTAS

Martha Medeiros

Quantas vezes você andava na rua e sentiu um perfume e lembrou de alguém que gosta muito?

Quantas vezes você olhou para uma paisagem em uma foto, e não se imaginou lá com alguém…

Quantas vezes você estava do lado de alguém, e sua cabeça não estava ali?

Alguma vez você já se arrependeu de algo que falou dois segundos depois de ter falado?

Você deve ter visto que aquele filme, que vocês dois viram juntos no cinema, vai passar na TV…

E você gelou porque o bom daquele momento já passou…

E aquela música que você não gosta de ouvir porque lembra algo ou alguém que você quer esquecer mas não consegue?

Não teve aquele dia em que tudo deu errado, mas que no finzinho aconteceu algo maravilhoso?

E aquele dia em que tudo deu certo, exceto pelo final que estragou tudo?

Você já chorou por que lembrou de alguém que amava e não pôde dizer isso para essa pessoa?

Você já reencontrou um grande amor do passado e viu que ele mudou?

Para essas perguntas existem muitas respostas…

Mas o importante sobre elas não é a resposta em si…

Mas sim o sentimento…

Todos nós amamos, erramos ou julgamos mal…

Todos nós já fizemos uma coisa quando o coração mandava fazer outra…

Então, qual a moral disso tudo?

Nem tudo sai como planejamos portanto, uma coisa é certa…

Não continue pensando em suas fraquezas e erros, faça tudo que puder para ser feliz hoje!

Não deite com mágoas no coração.

Não durma sem ao menos fazer uma pessoa feliz!

E comece com você mesmo!!!

 

A ÚLTIMA CRÔNICA

Fernando Sabino

 A caminho de casa, entro num botequim da Gávea para tomar um café junto ao balcão. Na realidade estou adiando o momento de escrever. A perspectiva me assusta. Gostaria de estar inspirado, de coroar com êxito mais um ano nesta busca do pitoresco ou do irrisório no cotidiano de cada um. Eu pretendia apenas recolher da vida diária algo de seu disperso conteúdo humano, fruto da convivência, que a faz mais digna de ser vivida. Visava ao circunstancial, ao episódico. Nesta perseguição do acidental, quer num flagrante de esquina, quer nas palavras de uma criança ou num acidente doméstico, torno-me simples espectador e perco a noção do essencial. Sem mais nada para contar, curvo a cabeça e tomo meu café, enquanto o verso do poeta se repete na lembrança: “assim eu quereria o meu último poema”. Não sou poeta e estou sem assunto. Lanço então um último olhar fora de mim, onde vivem os assuntos que merecem uma crônica.

Ao fundo do botequim um casal de pretos acaba de sentar-se, numa das últimas mesas de mármore ao longo da parede de espelhos. A compostura da humildade, na contenção de gestos e palavras, deixa-se acrescentar pela presença de uma negrinha de seus três anos, laço na cabeça, toda arrumadinha no vestido pobre, que se instalou também à mesa: mal ousa balançar as perninhas curtas ou correr os olhos grandes de curiosidade ao redor. Três seres esquivos que compõem em torno à mesa a instituição tradicional da família, célula da sociedade. Vejo, porém, que se preparam para algo mais que matar a fome.

Passo a observá-los. O pai, depois de contar o dinheiro que discretamente retirou do bolso, aborda o garçom, inclinando-se para trás na cadeira, e aponta no balcão um pedaço de bolo sob a redoma. A mãe limita-se a ficar olhando imóvel, vagamente ansiosa, como se aguardasse a aprovação do garçom. Este ouve, concentrado, o pedido do homem e depois se afasta para atendê-lo. A mulher suspira, olhando para os lados, a reassegurar-se da naturalidade de sua presença ali. A meu lado o garçom encaminha a ordem do freguês.

O homem atrás do balcão apanha a porção do bolo com a mão, larga-o no pratinho – um bolo simples, amarelo-escuro, apenas uma pequena fatia triangular. A negrinha, contida na sua expectativa, olha a garrafa de Coca-Cola e o pratinho que o garçom deixou à sua frente. Por que não começa a comer? Vejo que os três, pai, mãe e filha, obedecem em torno à mesa um discreto ritual. A mãe remexe na bolsa de plástico preto e brilhante, retira qualquer coisa. O pai se mune de uma caixa de fósforos, e espera. A filha aguarda também, atenta como um animalzinho. Ninguém mais os observa além de mim.

São três velinhas brancas, minúsculas, que a mãe espeta caprichosamente na fatia do bolo. E enquanto ela serve a Coca-Cola, o pai risca o fósforo e acende as velas. Como a um gesto ensaiado, a menininha repousa o queixo no mármore e sopra com força, apagando as chamas. Imediatamente põe-se a bater palmas, muito compenetrada, cantando num balbucio, a que os pais se juntam, discretos: “Parabéns pra você, parabéns pra você…” Depois a mãe recolhe as velas, torna a guardá-las na bolsa. A negrinha agarra finalmente o bolo com as duas mãos sôfregas e põe-se a comê-lo. A mulher está olhando para ela com ternura – ajeita-lhe a fitinha no cabelo crespo, limpa o farelo de bolo que lhe cai ao colo. O pai corre os olhos pelo botequim, satisfeito, como a se convencer intimamente do sucesso da celebração. Dá comigo de súbito, a observá-lo, nossos olhos se encontram, ele se perturba, constrangido – vacila, ameaça abaixar a cabeça, mas acaba sustentando o olhar e enfim se abre num sorriso.

Assim eu quereria minha última crônica: que fosse pura como esse sorriso.

NOVO LIVRO

Luiz Ferreira da Silva

 


RESUMO

A Natureza, aqui referida ao complexo fito/zoo-ecológico (plantas, animais, solo, água), é sábia. Há a harmonia em todos os seus componentes, que se constituem de elos de uma cadeia holística, cada qual com sua missão definida e responsabilidade comprometida.

São muitos ensinamentos a nos orientar, mas que, ou não captamos as suas mensagens, ou negligenciamos o saber que ela nos passa, pondo em risco a nossa própria sobrevivência.

Por mais de 50 anos, o autor desenvolveu estudos de solos interagidos com o meio ambiente, possibilitando-o entender um pouco o comportamento de algumas espécies florestais, o desenvolvimento de plantas cultivadas, o trabalho incessante dos insetos polinizadores, a função no contexto ecológico de pequenos animais e microrganismos e a importância da água no equilíbrio hidrológico dos sistemas ecológicos.

Toda essa visão abrangente, levou-o a raciocinar em termos holísticos e a comparar a Natureza com a maneira de viver a raça humana, eivada de concorrência, egocentrismo e luta pelo poder, em desacordo com suas leis e ciclos biológicos.

Ademais, os temas enfocados tem o objetivo de fornecer subsídios aos leitores, na expectativa de faze-los reflexionar, despertando uma consciência conservacionista, bem como outra concepção comportamental de uma nova vida salutar daqui para frente. Que assim, seja!

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Preço de R$ 25,00, em razão da crise, em pré- print (aquisição antecipada), incluindo o porte registrado. São 20 capítulos em 114 páginas.

Aos interessados, transferir para minha conta:

  1. Banco do Brasil. Ag. 1864-3/Conta corrente 23 245-9
  2. Banco Santander. Ag. 1831/Conta corrente 01000618-3

(CPF. 002754685-34)

 

CURIOSIDADES DO MUNDO ANIMAL

O nome científico do gorila é “Gorilla, gorilla, gorilla”.

Quando as cobras nascem com duas cabeças, as cabeças lutam entre si por comida.

O elefante é o único animal com quatro joelhos.

As ovelhas não bebem água corrente.

Os koalas não bebem água, eles absorvem os líquidos das folhas de eucalipto.

Os olhos de um hamster podem cair se o pendurares de cabeça para baixo.

Certas rãs podem ser congeladas e depois descongeladas e continuar vivas.

Uma girafa pode limpar as suas orelhas com a língua.

Os avestruzes põem as cabeças na areia para procurar água. No entanto, num estudo com 200.000 avestruzes durante um período de 8 anos, não houve qualquer avestruz que enterrasse a cabeça na areia.

As formigas espreguiçam-se pela manhã quando acordam.

Nos EUA, as pessoas acreditam que há crocodilos enormes nos esgotos de Nova Iorque. No passado, era comum as pessoas terem crocodilos bebês como animais de estimação, e quando estes cresciam, deitavam-nos pela sanita abaixo. No entanto, contrariamente ao que se pensa, apenas foi encontrado um crocodilo nos esgotos de Nova Iorque. O crocodilo, com 57 Kg foi retirado dos esgotos em 1935 por 4 rapazes.

O governo da Malásia decidiu resolver o problema dos mosquitos que carregavam inúmeras doenças, deitando o veneno DDT nas áreas infestadas. Isto funcionou, mas depois, as baratas começaram a comer os mosquitos mortos. O lagartos da região comeram as baratas. Contudo, ainda havia uma quantidade residual de veneno nas baratas, mas os lagartos não morreram. Em vez disso, tornaram-se incrivelmente lentos. Deste modo, os gatos começaram a comer os lagartos (que eram bastante rápidos para fugir dos gatos antes de comerem as baratas). O veneno dos lagartos matou os gatos, e, quando não há gatos, os ratos multiplicam-se. Isto levou a Organização Mundial de Saúde a banir o DDT e a importar milhares de gatos para matarem os ratos.

Fonte: https://www.sitedecuriosidades.com/curiosidade/58-curiosidades-do-mundo-animal.html

 

O PENSAMENTO DA SEMANA

 

Assim como a água toma a forma do recipiente que a contém, um homem sábio deve se adaptar às circunstâncias. Confúcio

A POESIA DA SEMANA

 

“Magnificat” de Álvaro de Campos


Quando é que passará esta noite interna, o universo,

E eu, a minha alma, terei o meu dia?

Quando é que despertarei de estar acordado?

Não sei. O sol brilha alto,

Impossível de fitar.

As estrelas pestanejam frio,

Impossíveis de contar.

O coração pulsa alheio,

Impossível de escutar.

Quando é que passará este drama sem teatro,

Ou este teatro sem drama,

E recolherei a casa?

Onde? Como? Quando?

Gato que me fitas com olhos de vida, que tens lá no fundo?

É esse! É esse!

Esse mandará como Josué parar o sol e eu acordarei;

E então será dia.

Sorri, dormindo, minha alma!

A PIADA DA SEMANA

0 hospício estava lotado e os médicos queriam se desfazer de alguns doidos. Então colocaram todos os malucos para pular em um trampolim em uma piscina. Só que estava totalmente vazia. Foi o primeiro, pulou e se esborrachou no chão, o segundo, o terceiro, e todos caiam direto no fundo da piscina. Aí o nosso conhecido amigo doido chegou, subiu no trampolim, olhou para baixo e voltou. O médico pensou Oba, esse aí eu posso liberar, ele não pulou.

– Por que você não pulou?

-Não conta para ninguém não, mas é porque não sei nadar.

 

oOo

 

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