O CARIMBO DO MESTRE VON STEISLOF

Luiz Ferreira da Silva

Acabo de esboçar um livro explorando um tema que me aflige – A FOME – que considero um crime hediondo, sobretudo no nosso país, celeiro mundial de produção de alimentos. Paradoxo cruel. Recorri a um grande escritor, colega agrônomo mais vivido que eu (87 anos), permanentemente produtivo, que além do estágio nordestino em sua adolescência, possui alta sensibilidade humanitária. Refiro-me a: Amaurí Rodrigues, 1931 (Escritor: Von Steisloff). Engenheiro Agrônomo (ENA/1957) MSc-Ciência da Informação Científica (UnB/1979) Auditor Fiscal Federal Agropecuário-Aposentado

Insiro aqui a sua análise, em razão de se constituir num valoroso aval, fundamental à minha decisão de submeter o pretenso livro a uma Editora.

APRESENTAÇÃO.

Este apresentar causou-me surpresas e, ao mesmo tempo, alegrias. Por que isso? Ora, eu o Luiz temos algumas coisas importantes em comum. Desde longa data mantemos o ardente desejo de escrever; fantasias do mundo literário tão árduo. Entretanto, por absurdo que possa ser, o que mais nos aproxima são nossas origens tão diferenciadas. Eu, mineiro das montanhas frígidas de São João dei Rei, e Luiz da calorosa Cururipe, das Alagoas. Mas tudo tem seu tempo e as justificativas. O moleque das Minas Gerais, nos distantes anos de 40, foi levado por razões da Segunda Mundial, arrastado bem dizer venturoso, para as praias do litoral do Rio Grande do Norte.

Com o passar dos anos, tive a ventura de frequentar um dos maiores centros de excelência no ensino agronômico, na Baixada Fluminense, Rio de Janeiro, Brasil. E não é que o outro moleque de Cururipe, já crescidinho, parrudo, ousado e de extremas exigências pessoais, também foi para a mesma Universidade Federal Rural? Eu, um pouco antes e Luiz, logo depois. Por pouco não nos encontramos por lá. Dizem os sábios que tudo tem o seu tempo. Até hoje não tivemos a felicidade de um encontro pessoal. Só mesmo graças às facilidades da comunicação eletrônica e os mesmos ideais humanitários, nos tornamos conhecidos e amigos fraternais.

Eu labutei por mais de quarenta e seis anos na profissão de engenheiro agrônomo, seja junto, e diretamente com o agricultor e sua família aqui pelo Brasil ou em diversos países. Luiz, com objetividade definida, de mais sorte e persistências próprias de um legítimo nordestino, foi mais longe; invejosamente muito mais longe! Aceitou o desafio do destino e entrou, de cara, em uma instituição das mais nobres. A já famosíssima CEPLAC. Depois de aperfeiçoar-se nas Ciências do Solo, o também engenheiro agrônomo, mergulhou nas complexas tarefas desafiadoras, mudando de Seca à Meca, com as malas nas costas, mourejando até na inóspita Amazônia para gerenciar e “vender” muito bem, a moda dos cacauais. Sucesso foi sua vida profissional, sobretudo, produtiva e invejosa.

O Luiz é incansável! Teimoso, como este que faz apresentação, mantemos a capacidade de indignar com a mania do brasileiro “…deixar tudo como está para ver como é que fica..”. Por isso, os nossos escritos e, com certeza, também, por essa razão da nossa insatisfação com a “coisa” que aí está, o Luiz me honrou com o privilégio de apresentar uma das suas obras típicas de alerta e protesto. São muitos os escritos do colega Luiz sempre reprovando a rota da insensibilidade para com a Natureza.

Entretanto, no presente texto-ficção folga-se notar que o escritor Luiz não se presta fugir da sua ideologia altruísta ao se valer de personagens do bem.

Ainda bem que, a Literatura tem os próprios modos, caminhos e segredos. Então, Luiz opta pela quintessência da modalidade literária; a ficção! Foi buscar, desta forma, um personagem heroico, mister Alfred Cate. Tipo raro de mecenas que substitui os desgovernos com lições, exemplos e ideias de como salvar o globo do desastre ecológico anunciado. Ah! Se todo bilionário fosse tão “mão aberta” com mister Alfred!

Os alagoanos, sobretudo, os moradores de Maceió, já devem ter se surpreendido com o octogenário Luiz Ferreira da Silva a “dialogar” e reverenciar os frondosos exemplares e magnificas árvores alóctones ou autóctones. São as respeitáveis – ainda sobreviventes – da orla da cidade e da nem tão distante Barra de São Miguel. Só o engenheiro agrônomo, misto de poeta cientista e sonhador incorrigível, descobriu maneiras de “conversar” com as árvores! É o que Luiz informa pela sua descoberta da “telepatia fito-delirante”. Quem coisa mais formidável para os dias de hoje!

O livro de agora, é como algo bem diferente que Luiz lança. O escritor não consegue só ficar imaginado aquilo que o mister Alfred Cate e seus filhos dizem ou observam. Quando em vez, entre um capitulo e outro, a tendência incontida do experimentado técnico e especialista, interrompe a própria criatura e inicia “gritar” as suas lições preciosas; aquelas verdades para a ambiência nordestina.

O Pesadelo da Fome Globalizada se transforma em um catecismo recomendado para orientação de quem se aventure nos horizontes sombrios e incertos das lides do campo.

Digo mais, nesses tempos de esperanças cívicas, quando se renovariam os gestores das coisas públicas, o livro, despretensioso que seja considerado pelo autor, bem serviria para ser distribuído às mãos cheias aos noveis candidatos como bíblias ou mesmo simples catecismo.

O contato mais sério e atencioso com este texto de agora do Luiz, me faz confessar – envergonhado – das minhas gastanças bestas quando do lançamento dos meus livros por Brasília nas salas chiques, ou no Amarelinho no Rio de Janeiro. Nas noites e tardes, brindava os meus convidados com canapés e vinhos de bom gosto em taças de cristal. Às vezes, os lançamentos eram acompanhados de música erudita e associada a um vernissage! Quantas veadagens!

Ah! Se este escritor pudesse agora comparecer ao lançamento de “O pesadelo da fome globalizada” e o querido Luiz Ferreira da Silva aceitasse a sugestão, ousaria como local a Barra de São Miguel, à sombra convidativa da magnifica Maçarandubeira do Bahama! Os drinques? Pequenos cálices da legítima cachaça das Alagoas só para animar. Canapés? Nada de frescuras! Para empurrar os nacos de tapioca ou cuscuz, canequinhas de ágata em fartos goles de aluá. Música de fundo? Sim! Entretanto só xaxado animado por bandinha onde não falte sanfona, zabumba e triângulo.

 

SOBRE O BRASIL IMPERIAL

FATOS CURIOSOS QUE NÃO SABEMOS SOBRE A HISTÓRIA DO BRASIL IMPERIAL E, QUE NINGUÉM FAZ QUESTÃO DE LEMBRAR!

Por Dimitri Ganzelevitch

In http://novoblogdodimitri.blogspot.com/

Quando D. Pedro II do Brasil subiu ao trono, em 1840, 92% da população brasileira era analfabeta. Em seu último ano de reinado, em 1889, essa porcentagem era de 56%, devido ao seu grande incentivo a educação, a construção de faculdades e, principalmente, de inúmeras escolas que tinham como modelo o excelente Colégio Pedro II.

A Imperatriz Teresa Cristina cozinhava as próprias refeições diárias da família imperial apenas com a ajuda de uma empregada (paga com o salário de Pedro II). (1880)

O Brasil era a 4º economia do Mundo e o 9º maior Império da história. (1860-1889) A média do crescimento econômico foi de 8,81% ao ano. (1880)

Eram 14 impostos, atualmente são 98. (1850-1889) A média da inflação foi de 1,08% ao ano. (1880) A moeda brasileira tinha o mesmo valor do dólar e da libra esterlina.(1880)

O Brasil tinha a segunda maior e melhor marinha do Mundo, perdendo apenas para a da Inglaterra. (1860-1889) O Brasil foi o primeiro país da América Latina e o segundo no Mundo a ter ensino especial para deficientes auditivos e deficientes visuais. (1880) O Brasil foi o maior construtor de estradas de ferro do Mundo, com mais de 26 mil km.

A imprensa era livre tanto para pregar o ideal republicano quanto para falar mal do nosso Imperador. Diplomatas europeus e outros observadores estranhavam a liberdade dos jornais brasileiros conta o historiador José Murilo de Carvalho.

Mesmo diante desses ataques, D. Pedro II se colocava contra a censura. “Imprensa se combate com imprensa”, dizia.

O Maestro e Compositor Carlos Gomes, de “O Guarani” foi sustentado por Pedro II até atingir grande sucesso mundial.

Pedro II mandou acabar com a guarda chamada Dragões da Independência por achar desperdício de dinheiro público. Com a república a guarda voltou a existir.

Em 1887, Pedro II recebeu os diplomas honorários de Botânica e Astronomia pela Universidade de Cambridge. D. Pedro II falava 23 idiomas, sendo que 17 era fluente. A primeira tradução do clássico árabe “Mil e uma noites” foi feita por D. Pedro II, do árabe arcaico para o português do Brasil.

  1. Pedro II doava 50% de sua dotação anual para instituições de caridade e incentivos para educação com ênfase nas ciências e artes. Pedro II fez um empréstimo pessoal a um banco europeu para comprar a fazenda que abrange hoje o Parque Nacional da Tijuca. Em uma época que ninguém pensava em ecologia ou desmatamento, Pedro II mandou reflorestar toda a grande fazenda de café com mata atlântica nativa. A mídia ridicularizava a figura de Pedro II por usar roupas extremamente simples, e o descaso no cuidado e manutenção dos palácios da Quinta da Boa Vista e Petrópolis. Pedro II não admitia tirar dinheiro do governo para tais futilidades. Alvo de charges quase diárias nos jornais, mantinha a total liberdade de expressão e nenhuma censura. D. Pedro II andava pelas ruas de Paris em seu exílio sempre com um saco de veludo ao bolso com um pouco de areia da praia de Copacabana. Foi enterrado com ele. (Fonte: Biblioteca Nacional RJ, IMS RJ, Diário de Pedro II, Acervo Museu Imperial de Petrópolis RJ, IHGB, FGV, Museu Nacional RJ, Bibliografia de José Murilo De Carvalho).

 

DE HOMEM PARA HOMEM

Fernando Sabino

 

— Ateu, não; agnóstico

— Pois eu te dou quinhentas pratas se você me disser o que quer dizer essa palavra.

— Ora, para começar você não tem quinhentas pratas. Estou conversando a sério e você me vem com molecagem. Acho que Deus é uma coisa, os padres outra. O ranço das sacristias me enoja. Tenho horror ao bafo clerical dos confessionários! O bem que a confissão pode nos fazer é o de uma catarse, um extravasamento, que a psicanálise também faz, e com mais sucesso. Estou mesmo com vontade de me especializar em psiquiatria.

— Só mesmo um doido te procuraria.

Mauro não pôde deixar de rir. Eduardo acrescentou:

— Você vai ter de se curar para depois curar os outros.

— É isso mesmo – concordou o outro, sério – Estou exatamente preocupado com o meu próprio caso. Já iniciei o que eu chamo de “a minha libertação”.

— E o que eu chamo de “a sua imbecilização”.

— Vista pela sua, que já é completa. O que eu chamo de libertação é a possibilidade de me afirmar integralmente, como homem. O homem é que interessa. Se Deus existe, posso vir a me entender com ele, mas há de ser de homem para homem.

 

O PENSAMENTO DA SEMANA

O silêncio é um amigo que nunca trai (Confúcio)


 

A POESIA DA SEMANA

  

MEU SONHO

Luiz Bonfá


Eu vi

A água do rio correr

Canoa do nego passar

A chuva e o vento chegar

Eu vi sem poder reclamar

Acendi meu cachimbo, fumei

Lembrei do passado e chorei

Peguei na viola e pontiei

Tirei um cochilo e sonhei.

 

Sonhei com você junto a mim

Transando o cabelo a sorrir

Que grande alegria senti

Em tela ao meu lado a cantar

Fiquei em silencio a ouvir

Seu canto saudoso a chamar

Seus lábios tão doces beijei

Do sonho bonito acordei.

 

A PIADA DA SEMANA


A mulher entra no confessionário de uma igreja, em Hollywood.

– Padre, quero me confessar!

– Pois não, minha filha. Quais são seus pecados?

– Fui infiel ao meu marido, padre. Sou maquiadora de artistas e há 2 semanas dormi com Leonardo DiCaprio. Na semana passada, dormi com o Brad Pitt, e esta semana, dormi com o Richard Gere.

– Lamento, filha, mas não posso dar-lhe a absolvição.

– Porque? A misericórdia do Senhor não é infinita?

– Sim, filha, a Misericórdia de Deus é infinita. Mas Ele jamais vai acreditar que você esteja arrependida…!

Piadas:

http://www.piadas.com.br/

 

 

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