UM NOVO BRASIL para o bem do seu povo

Luiz Ferreira da Silva

O problema do país não está só na questão política e, tampouco, no sistema em si. O atual, o distrital, o misto, ou o que for não tem a mínima importância, pois o buraco é mais embaixo: corrupção, nepotismo, malandragem, sinecuras, assessores de porra nenhuma, má administração, ignorância na aplicação dos recursos públicos e gerências incompetentes. Enfim; custo estratosférico para a sociedade. Isso abrange não só a Câmara Federal, o Senado e as Assembleias Legislativas, mas os demais poderes. Urge uma reforma global, pois, a ser enfrentada com coragem e destemor.

Como é possível sermos a oitava economia do mundo e, ao mesmo tempo, subdesenvolvidos, com mais de 50 milhões de brasileiros abaixo da linha da pobreza?! E produzirmos mais de 220 milhões de toneladas de grãos em contraste com a fome endêmica, consubstanciando-se um paradoxo cruel?!

Imaginemos 5.570 municípios com Prefeitos, Vereadores, parentes, aderentes, sugando o dinheiro público, ou com má fé ou por incompetência administrativa, incluindo obras desnecessárias e a falta de planejamento!

Mas isso não acontece no Legislativo. No Executivo e, com aspectos diferencias, no Judiciário, também. É um pool de Instituições pesadas, caras e pouco produtivas. São ralos que já não podem ficar mais abertos, razão fundamental das injustiças e da miséria de milhões de brasileiros, tapeados pelas bolsas e pelas cotas.

Que pontos deveriam ser atacados?

  1. Com respeito à estrutura política, o mote é economizar, evitar desperdícios, alijar os corruptos e selecionar pessoas competentes.

Algumas ideias:

(1) As cidades com menos de 100 mil habitantes não teriam Prefeitos e nem Vereadores. Imaginemos o quanto o país economizaria com tantos inaptos e ineptos!

O governo federal formaria gestores públicos, com treinamentos na FGV, que administrariam esses Municípios, com base em um programa articulado pela União com a participação do governo estadual.

(2) Uma reformulação radical na Câmara Federal e no Senado é urgente, reduzindo os exageros, pois é inconcebível se sangrar os cofres públicos para pagamento de mordomias a uma turma privilegiada, dominada por incompetentes e preguiçosos políticos, sem quaisquer retornos à Nação.

Eles passariam à condição de servidor público, seguindo os seus estatutos e tabela salarial. O Senador se enquadraria no teto: R$ 33.700,00; e o Deputado, 90% deste. Para ambos, uma ajuda de custo de 20% para cobrir aluguel e outras despesas por estarem fora de seu domicílio. Somente isso e mais nada.

Por outro lado, nada de assessores, carro oficial privativo, passagens de avião, telefone e gabinetes suntuosos. Assim, como o governo formou gestores públicos, disporia de um pool de competentes consultores, aos quais os Senadores e Deputados poderiam recorrer em auxílio quando da elaboração de seus projetos.

O gabinete seria uma sala de, no máximo 16,00 m2, com uma secretária apenas. Só, somente só! Com o tempo, depois de um freio de arrumação, apenas os competentes e comprometidos com a causa pública sobreviveriam.

Imaginemos a economia, quando hoje um deputado custa anualmente R$ 2.150.000,00 e convivendo numa estrutura de alto luxo!. Isso sem se contar com os altíssimos salários do excessivo número de servidores!.

(3) Quanto às Assembleias Legislativas e Câmara de Vereadores, a mesma vassourada, sem pena e nem dó. Que dinheirama não sobraria para os Estados e Municípios?

  1. Também o Poder Executivo entraria nessa nova concepção de Estado competente, apesar de ser o primo pobre com menos ralos, pois há certo gerenciamento e formação de jovens competentes com a criação das chamadas carreiras do Estado. O gargalo maior está nos cargos comissionados, preenchidos por políticos incompetentes que causam elevados ônus ao país.

Uma Empresa Privada, como exemplo, jamais vai colocar na sua Diretoria e outros cargos relevantes pessoas inabilitadas. Desgraçadamente, no Serviço Público dos três níveis isso acontece frequentemente.

O Governo acabaria com todos esses cargos, preenchendo-os com o pessoal competente da casa, formado no dia a dia da função pública. Apenas uma gratificação, nunca superior a 20% do salário básico.

 

III. Não ficaria de fora o Judiciário, que teria que se enquadrar aos novos paradigmas, acabando com as mordomias, assessores, sedes suntuosas e unidades que só servem para procrastinação, tornando uma justiça lenta e elitista, sem o devido acesso igualitário aos pobres.

Os custos são altíssimos para pouco trabalho. Felizmente vem surgindo uma luz no horizonte emanada da turma jovem de competentes concursados juízes.

 

Que resultados teria o nosso país?

(1) Em matéria de redução de gastos, estaria na casa de muitos bilhões (o leitor que calcule, ora essa!), dinheiro este para se implantar uma educação de qualidade, uma saúde plena e ações compensatórias de cunho social;

(2) Eficiência e eficácia da máquina pública, alavancando o país com o aumento da sua produtividade, acabando com o custo-Brasil e os famosos jeitinhos;

(3) Controle da corrupção; e

(4) O mais importante: criação de uma consciência cidadã, sobretudo para os jovens respirarem um ar sem “poluição”.

Não há outra saída e nem milagres. É insustentável se manter um País rico com apenas duas classes: os que nada tem do que reclamar (10%) e os que não tem a quem reclamar (90%), num apartheid social, econômico, cultural sem precedente, aumentando o fosso entre ricos e pobres. Até quando? (Maceió, Al, maio/2018)

 

CASTRO ALVES


Castro Alves (Antônio Frederico), nasceu em Muritiba, BA, em 14 de março de 1847, e faleceu em Salvador, BA, em 6 de julho de 1871. É o patrono da cadeira n. 7, por escolha do fundador Valentim Magalhães.

Era filho do médico Antônio José Alves, mais tarde professor na Faculdade de Medicina de Salvador, e de Clélia Brasília da Silva Castro, falecida quando o poeta tinha 12 anos, e, por esta, neto de um dos grandes heróis da Independência da Bahia. Por volta de 1853, ao mudar-se com a família para a capital, estudou no colégio de Abílio César Borges, futuro Barão de Macaúbas, onde foi colega de Rui Barbosa, demonstrando vocação apaixonada e precoce para a poesia. Mudou-se em 1862 para o Recife, onde concluiu os preparatórios e, depois de duas vezes reprovado, matriculou-se finalmente na Faculdade de Direito em 1864. Cursou o 1º ano em 1865, na mesma turma que Tobias Barreto. Logo integrado na vida literária acadêmica e admirado graças aos seus versos, cuidou mais deles e dos amores que dos estudos. Em 1866, perdeu o pai e, pouco depois, iniciou apaixonada ligação amorosa com atriz portuguesa Eugênia Câmara, dez anos mais velha, que desempenhou importante papel em sua lírica e em sua vida.

Nessa época Castro Alves entrou numa fase de grande inspiração e tomou consciência do seu papel de poeta social. Escreveu o drama Gonzaga e, em 1868, transferiu-se para o sul do país em companhia da amada, matriculando-se no 3º ano da Faculdade de Direito de São Paulo, na mesma turma de Rui Barbosa. No fim do ano o drama é representado com êxito enorme, mas o seu espírito se abate pela ruptura com Eugênia Câmara. Durante uma caçada, a descarga acidental de uma espingarda lhe feriu o pé esquerdo, que, sob ameaça de gangrena, foi, afinal, amputado no Rio, em meados de 1869. Sua saúde, que já se ressentira de hemoptises desde os dezessete anos, quando escreveu “Mocidade e Morte”, cujo primeiro título original era “O tísico”, ficou definitivamente comprometida. De volta à Bahia, passou grande parte do ano de 1870 em fazendas de parentes, à busca de melhoras para a tuberculose. Em novembro, saiu seu primeiro livro, Espumas flutuantes, único que chegou a publicar em vida, recebido muito favoravelmente pelos leitores.

Daí por diante, apesar do declínio físico, produziu alguns dos seus mais belos versos, animado por um derradeiro amor, este platônico, pela cantora italiana Agnese Trinci Murri. Faleceu em 1871, aos 24 anos, sem ter podido acabar a maior empresa a que se propusera, o poema Os escravos, uma série de poesias em torno do tema da escravidão. Ainda em 1870, numa das fazendas em que repousava, havia completado A Cachoeira de Paulo Afonso, que saiu em 1876, e que é parte do empreendimento, como se vê pelo esclarecimento do poeta: “Continuação do poema Os escravos, sob título de Manuscritos de Stênio.”

Duas vertentes se distinguem na poesia de Castro Alves: a feição lírico-amorosa, mesclada de forte sensualidade, e a feição social e humanitária, em que alcança momentos de fulgurante eloquência épica. Como poeta lírico, caracteriza-se pelo vigor da paixão, a intensidade com que exprime o amor, como desejo, frêmito, encantamento da alma e do corpo, superando o negaceio de Casimiro de Abreu, a esquivança de Álvares de Azevedo, o desespero acuado de Junqueira Freire. A grande e fecundante paixão por Eugênia Câmara percorreu-o como corrente elétrica, reorganizando-lhe a personalidade, inspirando alguns dos seus mais belos poemas de esperança, euforia, desespero, saudade. Outros amores e encantamentos constituem o ponto de partida igualmente concreto de outros poemas.

Enquanto poeta social, extremamente sensível às inspirações revolucionárias e liberais do século XIX, Castro Alves, na linhagem de Victor Hugo, um dos seus mestres, viveu com intensidade os grandes episódios históricos do seu tempo e foi, no Brasil, o anunciador da Abolição e da República, devotando-se apaixonadamente à causa abolicionista, o que lhe valeu a antonomásia de “Cantor dos escravos”. A sua poesia se aproxima da retórica, incorporando a ênfase oratória à sua magia. No seu tempo, mais do que hoje, o orador exprimia o gosto ambiente, cujas necessidades estéticas e espirituais se encontram na eloquência dos poetas. Em Castro Alves, a embriaguez verbal encontra o apogeu, dando à sua poesia poder excepcional de comunicabilidade.

Dele ressalta a figura do bardo que fulmina a escravidão e a injustiça, de cabeleira ao vento. A dialética da sua poesia implica menos a visão do escravo como realidade presente do que como episódio de um drama mais amplo e abstrato: o do próprio destino humano, presa dos desajustamentos da História. Encarna as tendências messiânicas do Romantismo e a utopia libertária do século. O negro, escravizado, misturado à vida cotidiana em posição de inferioridade, dificilmente se podia elevar a objeto estético, o que ele alcançou, no entanto, numerosas vezes. Surgiu primeiro à consciência literária como problema social, e o abolicionismo era visto apenas como sentimento humanitário pela maioria dos escritores que até então trataram desse tema. Só Castro Alves estenderia sobre o negro o manto redentor da poesia, tratando-o como herói, como ser integralmente humano.

 

SIGNIFICADO DA PALAVRA FAMILIA

Nessynha Gonçalves


Parei para pesquisar o significado de família…

No dicionário diz que: família é um conjunto de ascendentes, descendentes, colaterais e afins de uma linhagem. Grupo de indivíduos, constituído pelo mesmo sangue.

E não é bem assim.

Família é um grupo de pessoas, que divide o mesmo gosto pela vida.

Que divide o mesmo sentimento.

Que não importa não dividir o mesmo sangue.

Mas consegue tornar-se um para o outro mais que isso…

Ajudando, dando apoio… Sendo como dizemos… irmãos

Tem pessoas que são tão parecidas… Que não precisa ter a mesma descendência

Sabe quando é necessário seu conselho… Quando é preciso rir e se divertir

Ou ate mesmo dividir as mesmas lágrimas…

Pois a família somos nós que escolhemos…

As pessoas que amamos, que passamos a conhecer…

Que percebemos que tem mais em comum que apenas laços de sangue…

São essas pessoas que passam a se tornar essencial em nossas vidas.

Maninhas… Irmãos… Primos… Primas…

Apenas por dividir os mesmos sentimentos…

 

O PENSAMENTO DA SEMANA

Para uma geração sem limites, obedecer a regras torna-se ditadura.

 

A POESIA DA SEMANA

SONETO

 Nenita MadeiroCampos

Correndo vai o tempo bem ligeiro,

Atrás da imensidão da vida ignota.

E nas caladas do Universo inteiro,

Segues também atrás de estranha rota!

E na desconhecida encruzilhada,

Do declinar do teu viver risonho,

Os teus caminhos nesta nova estrada,

Cruzam-se ingentes como um leve sonho!

E tal fantasma ante o esplendor do mundo,

Que tu povoas em sono profundo,

Sem acordares para a apercebida;

” Razão de ser ” de uma existência airosa,

Hoje desfolhas a pétala cheirosa,

Da descida feliz da tua vida!

A PIADA DA SEMANA

Numa festa uma madame é apresentada a um político. – Muito prazer, minha senhora. – O prazer é todo meu, pois tenho ouvido falar muito do Senhor. – É possível, minha Senhora, mas ninguém tem provas.


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