ESTUDO SOBRE O RIO SÃO FRANCISCO MOSTRA QUE A QUANTIDADE DE ÁGUA SE REDUZIU

O lago de Sobradinho, o maior reservatório do Nordeste, está apenas com 23% do volume total por causa da seca e a retirada de água para vários tipos de uso. (18-10-2018).

Vazão do São Francisco é reduzida

 Imagem do Google

COMENTÁRIOS

João Suassuna – Pesquisador da Fundação Joaquim Nabuco

Em 1997, publiquei um artigo no portal da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), intitulado “TRANSPOSIÇÃO DE ÁGUAS DO RIO SÃO FRANCISCO PARA O ABASTECIMENTO DO NORDESTE SEMIÁRIDO: solução ou problema?” no qual, entre outros assuntos, tratei do fenômeno El Niño e suas consequências nas reduções volumétricas das fontes hídricas nordestinas, dentre elas o Rio São Francisco. Cheguei a fazer uma projeção sobre a situação de penúria hídrica pela qual o rio passaria, em caso de serem utilizados seus volumes no projeto da transposição.

Na ocasião, cheguei a imaginar as manchetes dos principais jornais nordestinos com o título: “O Rio São Francisco agoniza”. Ao ter acesso ao resultado do estudo recentemente realizado pelo Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF), no Rio São Francisco, que evidencia fatos preocupantes em relação à redução volumétrica do rio nos últimos anos, o correlacionei, com aquela minha projeção de “agonia” do rio, profetizada na matéria da Fundaj, em 97.

A assertiva desse estudo veio evidenciar, como verdadeiras, as minhas suspeitas de falta de água no Santo Chico, para o atendimento das demandas previstas no projeto da transposição de suas águas.

Diante de tudo isso, no meu modo de entender, faltou ao gestor público, um maior envolvimento com os diversos segmentos da sociedade, que precisavam ser melhor estimulados no apoio às gestões hídricas futuras, conhecendo-se melhor suas prioridades, principalmente no tocante às inserções, em um plano conjunto, a serem desdobradas ao longo do tempo. No caso em questão, a vontade política sempre se posicionou acima das possibilidades técnicas na promoção do desenvolvimento da região. A consequência disso não poderia ser outra: investimentos elevados para o abastecimento do povo, em um rio cujos volumes já não são mais suficientes ao atendimento da crescente e conflituosa demanda existente na região. E esse cenário tende a piorar!

Voto nulo e novas eleições

Polianna Pereira dos Santos

Bacharela em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas)


De dois em dois anos, em eleições municipais ou regionais, sempre surge alguém para hastear a bandeira do voto nulo, declarando a finalidade de promover a anulação do pleito. Já passou da hora de superar essa ideia e entender, de fato, qual função pode ser atribuída ao voto nulo e ao voto em branco.

Para os defensores da campanha do voto nulo, o art. 224 do Código Eleitoral2 prevê a necessidade de marcação de nova eleição se a nulidade atingir mais de metade dos votos do país. O grande equívoco dessa teoria reside no que se identifica como “nulidade”. Não se trata, por certo, do que doutrina e jurisprudência chamam de “manifestação apolítica” do eleitor, ou seja, o voto nulo que o eleitor marca na urna eletrônica ou convencional.

A nulidade a que se refere o Código Eleitoral decorre da constatação de fraude nas eleições, como, por exemplo, eventual cassação de candidato eleito condenado por compra de votos. Nesse caso, se o candidato cassado obteve mais da metade dos votos, será necessária a realização de novas eleições, denominadas suplementares. Até a marcação de novas eleições dependerá da época em que for cassado o candidato, sendo possível a realização de eleições indiretas pela Casa Legislativa. Mas isso é outro assunto.

É importante que o eleitor tenha consciência de que, votando nulo, não obterá nenhum efeito diferente da desconsideração de seu voto. Isso mesmo: os votos nulos e brancos não entram no cômputo dos votos, servindo, quando muito, para fins de estatística.

O Tribunal Superior Eleitoral, utilizando a doutrina de Said Farhat3, esclarece que “Votos nulos são como se não existissem: não são válidos para fim algum. Nem mesmo para determinar o quociente eleitoral da circunscrição ou, nas votações no Congresso, para se verificar a presença na Casa ou comissão do quórum requerido para validar as decisões4.”.

Do mesmo modo, o voto branco. Antigamente, quando o voto era marcado em cédulas e posteriormente contabilizado pela junta eleitoral, a informação sobre a possibilidade de o voto em branco ser remetido a outro candidato poderia fazer algum sentido. Isso porque, ao realizar a contabilização, eventualmente e em virtude de fraude, cédulas em branco poderiam ser preenchidas com o nome de outro candidato. Mas isso em virtude de fraude, não em decorrência do regular processo de apuração.

Hoje em dia, o processo de apuração, assim como a maneira de realizar o voto, mudou. Ambos são realizados de forma eletrônica, e a possibilidade de fraudar os votos em branco não persiste. O que se mantém é a falsa concepção de que o voto em branco pode servir para beneficiar outros candidatos, o que é uma falácia.

O voto no Brasil é obrigatório – o que significa dizer que o eleitor deve comparecer à sua seção eleitoral, na data do pleito, dirigir-se à cabine de votação e marcar algo na urna, ou, ao menos, justificar sua ausência. Nada obstante, o voto tem como uma das principais características a liberdade. É dizer, o eleitor, a despeito de ser obrigado a comparecer, não é obrigado a escolher tal ou qual candidato, ou mesmo a escolher candidato algum.

Diz respeito à liberdade do voto a possibilidade de o eleitor optar por votar nulo ou em branco. É imprescindível, no entanto, que esta escolha não esteja fundamentada na premissa errada de que o voto nulo poderá atingir alguma finalidade – como a alardeada anulação do pleito. Se o eleitor pretende votar nulo, ou em branco, este é um direito dele. Importa que esteja devidamente esclarecido que seu voto não atingirá finalidade alguma e, definitivamente, não poderá propiciar a realização de novas eleições.

LAMPIÃO

Biografia de Lampião, rei do cangaço

Lampião: foi o cangaceiro mais conhecido e temido da História do Brasil

Quem foi

Virgulino Ferreira da Silva, conhecido popularmente pelo apelido de Lampião, foi o principal e mais conhecido cangaceiro brasileiro. Nasceu na cidade de Serra Talhada (PE) em 7 de julho de 1898 e faleceu em Poço Redondo (SE) em 28 de julho de 1938. Ficou conhecido como o “rei do Cangaço”.

Biografia resumida:

– Nasceu numa família de classe média baixa.

– Trabalhou com o pai, na infância e parte da adolescência, cuidando de gado.

– Trabalhou também com transporte de mercadorias em longa distância, utilizando burros como meio de transporte de carga.

– Envolveu-se em brigas familiares na juventude e entrou para um bando de cangaceiros para vingar a morte do pai.

– Em 1922, passou a comandar um bando de cangaceiros.

– Em 1923, seu bando efetuou assalto à casa da baronesa de Água Branca (interior do estado de Alagoas).

– Em junho de 1927, Lampião comandou seus homens na fracassada tentativa de tomar a cidade de Mossoró (RN). Chegaram nesta ocasião a sequestrar o coronel Antônio Gurgel.

– Na década de 1930, Lampião e seu bando passaram a ser procurado por policiais de vários estados do Nordeste. O bando passou a viver de saques a fazendas e doações forçadas de comerciantes.

– Em 1930, conheceu Maria Déia (Maria Bonita) que ingressou no bando, tornando-se mulher de Lampião. Em 1932 nasceu a filha do casal, Expedita Ferreira.

– Em 27 de julho de 1938, Lampião e vários cangaceiros do bando estavam na fazenda Angicos, sertão de Sergipe, quando foram mortos por policiais da volante do tenente João Bezerra.

Curiosidades:

– Lampião também trabalhou até os 20 anos de idade, como artesão.

– Lampião, ao contrário da maioria dos cangaceiros da época, era alfabetizado.

– Existem várias lendas que explicam a origem do apelido “Lampião”. Uma das mais conhecidas diz que seus companheiros de cangaço deram esse apelido, pois ele atirava tão rápido (como se fosse uma metralhadora) que a ponta de seu fuzil ficava vermelha, parecendo um lampião.

Lampião apresentava problema de visão e, por isso, usava óculos para leitura.

https://www.suapesquisa.com/biografias/lampiao.htm

 

CRÔNICA DO AMOR

Martha Medeiros


Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta.

O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar.

Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais.

Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca.

Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.

Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco.

Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no ódio vocês combinam. Então?

Então, que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.

Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem a menor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não consegue despachá-lo.

Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama este cara?

Não pergunte pra mim; você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor.

É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível.

Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo desse, criatura, por que está sem um amor?

Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados.

Não funciona assim.

Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível.

Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó!

Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é! Pense nisso. Pedir é a maneira mais eficaz de merecer. É a contingência maior de quem precisa.

 

A MENSAGEM DA SEMANA

Aconteça o que acontecer na sua vida, não perca a sua paz interior, ela é a força que você precisa para manter-se em equilíbrio mesmo durante as piores tempestades.

 

A POESIA DA SEMANA

Até o Final

William Shakespeare


Amor quando é amor não definha

E até o final das eras há de aumentar.

Mas se o que eu digo for erro

E o meu engano for provado

Então eu nunca terei escrito

Ou nunca ninguém terá amado

 

A PIADA DA SEMANA


O marido barrigudo, casado há 30 anos, mira a mulher dando duro na limpeza da casa, e pergunta – cadê aquela sua graça, beleza e jovialidade de quando nos casamos? Ela se vira e apontando o cabo da vassoura para a pança do marido, detona na bucha: ela comeu.

 

 

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