Quem acompanha a política ilheense sabe, que estava dada como certa a vitória do vereador Paulo Carqueja como presidente da Câmara de Vereadores. Sabe-se também que o maior articulador para essa candidatura era o atual Secretário de Desenvolvimento Sustentável, o Alisson Mendonça.

As más línguas dizem que contra a vontade do prefeito Mário Alexandre, que queria como presidente da Câmara Jerberson Moraes e nos últimos dias por Jerberson e Carqueja serem do mesmo partido (o PSD) do prefeito e deles próprios, houve reunião que definiu um consenso entre as duas candidaturas: A de Alisson Mendonça (que articulava como presidente da Câmara o Paulo Carqueija) e a do prefeito Mário Alexandre (que articulava como presidente da Câmara o Jerberson Moraes).

Moral da história… Nem um nem outro.

No momento exato de colocar as candidaturas surge o imprevisível. O Jerberson (inicialmente candidato do prefeito), após retirar sua candidatura horas antes, e dado como certo apenas a candidatura única de Paulo Carqueija (inicialmente candidato de Alisson Mendonça) são surpreendidos com a candidatura de César Porto.

As boas línguas dizem que com uma articulação relâmpago de Jailson Nascimento, Tarcísio Paixão e Thadeu Muniz, com onze votos, elegem os vereadores César Porto, Escuta, Fabrício Nascimento e Juarez para a presidência da câmara de vereadores. Derrotando a candidatura de Paulo Carqueija como era esperado pelo secretário de marão, Alisson Mendonça.

Realmente política é um jogo que só sabemos o resultado após o último apito. E nessa quarta feira, 12 de Dezembro, o apito mais alto foi o de Jailson Nascimento e o de Alisson Mendonça tornou-se um apito mudo na Câmara de Vereadores de Ilhéus.