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:: 17/jan/2019 . 21:04

Fiéis e turistas celebram a lavagem das escadarias da Catedral de São Sebastião em Ilhéus

Por secom

Religiosos e turistas movidos pela fé, devoção, música e alegria tomaram conta da celebração da tradicional lavagem das escadarias da Catedral de São Sebastião, na praça Dom Eduardo, localizada na avenida Sores Lopes, nesta quinta-feira (17). O início das festividades, uma das mais importantes manifestações religiosas de Ilhéus, ocorreu no Sindicato dos Estivadores, às 9 horas, com batucadas, fanfarras e samba de roda comandados pelos líderes religiosos de matrizes africanas.

O cortejo de fé arrastou uma multidão, que saiu da Avenida Dois de Julho às 10 horas, e percorreu as principais ruas do centro histórico, em direção as escadarias da Catedral, local onde acontece o ritual candomblecista. Durante o cortejo, turistas brasileiros e estrangeiros, desembarcados do navio MSC Fantasia, juntaram-se aos fiéis religiosos, que seguiam ao lado dos grupos afros Dilazenze, Rastafari, Mini Congo, Zambiaxé e da banda de sopro dos estivadores, Guarda Embaixo.

Ritmo e fé – Baianas com trajes típicos carregavam quartinhas de cerâmica, contendo água de cheiro e flores, e seguravam vassouras para realizar a limpeza das escadas. A beleza do cortejo ficou por conta dos grupos de terreiro Ilê Axé Ballomi, de Pai Toinho; Sultão das Matas; de Mãe Carmosina; o terreiro de Gilmar e Anailton, do Teotônio Vilela, terreiro de Mãe Jeci, do Alto do Coqueiro. Muitas pessoas vestidas de branco acompanhavam o trajeto arrastado por um mini trio no ritmo percussionista dos blocos afros.

A ilheense e estudante, Luna Argolo, frequenta a festa há bastante tempo, e contou que os momentos mais legais para ela foram o desfile das baianas e a lavagem das escadarias. “Todo ano participo, essa festa é maravilhosa para o turismo de Ilhéus. É notório ver a alegria dos turistas ao vivenciar a nossa cultura de perto” comentou.

Pela primeira vez, o mineiro Nilton Barbosa veio para a cidade e disse que foi surpreendido com a festa. “O ponto mais alto da celebração foi ver a multidão unida pela fé e devoção. Isso só se vê na Bahia” exaltou.

 

ACORDA, PRINCESA, E DÁ UM RUMO À TUA VIDA!

É natural que um município constitua uma identidade própria a partir da sua principal atividade econômica, seja ela de cunho agrícola, industrial, comercial, turístico, etc. Não é preciso sairmos do estado da Bahia para citar alguns exemplos. Camaçari: polo industrial, Feira de Santana e Santo Antônio de Jesus: comércio, Barreiras e Luís Eduardo Magalhães: agricultura da soja.
Ilhéus perdeu sua identidade quando perdeu a fartura e a riqueza do cacau. Lá se vão três décadas.
De lá pra cá, o fruto de ouro ficou só na memória e foi pras cucuias a pretensão de alguns no rico Estado Independente de Santa Cruz. Depois tentou-se o polo industrial, não deu. O comércio é morno, quase frio, e não deslancha. O setor de serviços atende de mal a pior. Enquanto isso, filhos da Terra da Gabriela debandam em busca de oportunidades noutras cidades e noutros estados.
Aí vem a pergunta. Por que não nos tornamos uma cidade turística de verdade, que se sustente e viva do turismo como Porto Seguro, Itacaré, Gramado ou Campos do Jordão?
Parece fácil, mas não é. Porém, nessa longa caminhada em busca da identidade turística, já levaríamos uma senhora vantagem: belezas naturais,  um pedaço de Mata Atlântica, praias, rios, brisa, sol e clima perfeito. A Natureza foi generosa e nos encheu de coisas boas e bonitas, e nós aqui, inertes, de braços cruzados, tentando só piorar nossas paisagens, sobretudo com montanhas de lixo que causam nojo e afugentam os visitantes.
Como já disse, não é fácil. Entre um município ter vocação turística e ser um polo turístico há uma enorme diferença, a transição pode demandar décadas e gerações.
Jeito tem, mas não da noite pro dia. A identidade turística nasce da vocação de um lugar e seu povo, se forma com a conscientização geral de governantes e governados, unidos, dormindo e acordando com o pensamento “eu vivo do turismo, sem ele não sei o que seria de mim“.
O turismo, enquanto atividade econômica, gera emprego e renda, vai muito além dos guias, das agências e dos hotéis. Emprega gente no comércio em geral, em portos, aeroportos, estações rodoviárias, motoristas, taxistas e trabalhadores de várias áreas, nos mais diversos setores.
Sair da posição de balneário de veraneio e ingressar no rol de cidade turística de fato, requer foco, oferta de cursos de capacitação e especialização na área, infraestrutura em equipamento e mobilidade, muito treinamento para atender e recepcionar com excelência, conscientização de todos na conservação e preservação do patrimônio ambiental, artístico, histórico e cultural… Complicou, ainda não temos nenhuma dessas características, né?  Sinal de que perdemos muito tempo e deveríamos ter iniciado essa empreitada há pelo menos vinte anos. Mas diz o ditado que nunca é tarde para um recomeço.
Nilson Pessoa

UMAS E OUTRAS DA CIDADE (XXVII)

(NOTAS DE BELMONTE – ‘BEBEL’ PARA OS MAIS CHEGADOS)

Na Bahia tudo indica que logradouros com nomes oriundos da iniciativa popular pegam mais do que nomes oficiais. A Praça da Irene (oficial: Praça Castro Alves) aqui na Capitania dos Ilhéus e a Avenida Paralela (oficial: Av. Luís Viana Filho) em Salvador, são exemplos emblemáticos; isso sem os oficializados Morro do Gato, Praça da Piedade, Rua da Forca, curiosos nomes dentre outros tantos da capital baiana.

Em Bebel, não fugindo à regra, essas criações também abundam como Rua Lisa, Rua do Sapo, Rua do Porto, derivadas na ordem, e na época, da recém-implantadas placas de cimento na pavimentação; da grande quantidade (as alagações pluviais eram constantes nesta via) do referido anfíbio; e da relação direta com o cais-porto no Rio Jequitinhonha. Av. Mal Deodoro, Rua 23 de Maio e Av. Pres. Getúlio Vargas são os respectivos nomes oficiais. Mas é da ‘Rua do Sete’ (Coronel José Gomes para o endereçamento postal), cutucada pelas recordações de três membros de um grupo no WhatsApp, que a presente XXVII Notas… quer se ater. ‘Do sete’ se prende à existência de um quarteirão em que sete casas residenciais se igualavam pelas medidas, fachadas (2 janelas e uma porta) e telhados e por ligadas umas às outras por paredes-meias. Uma, a de esquina, viria a ser modificada, passando a ter somente três portas para servir de ‘venda’ (a mercearia de hoje) com um bar ao fundo interligado. Cortada ao norte pela Travessa Santos Dumont, que divide outro quarteirão, este estabelecimento comercial (de novo, fora transformado em residência) esquinava com o Clube dos Artistas (hoje Câmara de Vereadores). Na parte sul o quadrado das sete casas se limita com a Travessa 15 de Novembro que por sua vez ‘extremava’ com o Largo da Usina e um imóvel, imóvel este onde funcionava a tipografia que editava o Diário Oficial do município, a Usina Termoelétrica da cidade, dois açougues e um espaço que a prefeitura o mantinha alugado para comércio. Como o prédio era tido como de valor histórico imensurável, as lembranças apontam que sua cedência junto com o largo, ao Banco do Brasil (entre 1989 e 1993) pelo prefeito, Luís Guimarães, no afã de implantar a agência bancaria, deu um rebuliço danado na cidade.

Na interlocução via zap Nevandy Melo relembra o frondoso abacateiro no quintal do vizinho e os galhos a penderem para o da casa de seus pais e de ela não titubear em surrupiar, driblando a vigilância da mãe, os robustos abacates. Também recorda o compartilhamento de uma cisterna no meio da cerca com o outro meeiro. A professora Nélia Rabelo ressalta que quem construiu as casas geminadas foi Antônio de Astério, um tradicional construtor de Bebel e que morava nas imediações. Já Maria das Graças menciona os antigos moradores e suas famílias como o seu pai professor Ricardo, a sua avó Euxordia Lemos, o cabelereiro Diogenes Barbeiro, seu Ananias, Anibal, Melito Melo (pai da Nevandy), dona Morena Rabelo (mãe de Nélia), a enfermeira Benita, seu Marivaldo Carneiro, a vovó Macaria e os irmãos Figueiredo: Jonas, Tavinho e seu Paixão, este, um dos pioneiros na transformação arquitetônica do conjunto habitacional ao transformar em sobrado um imóvel adquirido. Os pães ‘jacaré’,

‘peito de moça’ e de outros formatos –deliciosos, afirmam– da padaria de seu Agostinho e os coquinhos de mane-velho, caxandó, a burundanga, o ingá, o jataí entre outros ‘piteis’ da flora belmontense, do quitandeiro Oseias, comerciantes da Rua do Sete, não foram esquecidos.

O recinto etílico funcionava assim como um ‘reservado’ de acesso restrito. Certa feita este escrevinhador e dois parceiros, adolescentes de idade parelhas e ainda parcimoniosos no consumo do ‘suco de cevada’, usando da carta branca para adentrar, tivemos o prazer de assistir uma passagem deveras aplaudível. Aboletamo-nos numa das parcas mesas existentes no salão e por acaso ficamos em frente a duas figuras conceituadas da cidade que travavam, meio uma cerveja e outra e um trago e outro da ‘marvada’, uma verdadeira batalha de palavras centrada numa tal Madama Butterfly: Prof. Ricardo, maestro da Filarmônica Lyra Popular, e o advogado Dr. Bazinho. A veemência com que o primeiro defendia ser a ‘Madama’ uma ópera e o segundo, idem, uma opereta, nos fazia, mesmo sem aquele entendimento, interessar pela discussão. Hora de picar a mula, já com os raios solares se ofuscando no ambiente, nossa opinião, irrelevante, claro, como a dos demais mesários se coadunaram: não houve vencedor. Depois de alguns anos, a leitura em língua lusitana a respeito, mostrou que Madame Borboleta se tratava de uma famosa peça teatral-musical italiana, por sinal, ópera, dissipando a ignorância do escrevinhador.

O logradouro não resistiu às transformações físicas impulsionadas pela natural evolução no tempo, mas Rua do Sete, atravessando gerações, vem se perpetuando na memória dos belmontenses.

Heckel Januário

Em tempo: Como dito, este breve relato foi aflorado pela bate-papo recordativo de Nevandy, Graças e Nelia, belmontenses que em idades tenras, residindo com seus pais neste conjunto da rua, foram testemunhas presenciais de histórias do lugar.

Em tempo2: Os proprietários do bar foram os irmãos Menezes: Bebeto e depois Onildo, de considerada família de Bebel. E Filhos do Jequitinhonha é a denominação do aludido grupo da internet.

Em tempo3: Dizem especialistas em toponímia que na Bahia um dos fatores de nomes populares em logradouros dominarem os de batismo oficializado, resulta da informalidade, e óbvio, da criatividade do baiano.

POLICIAIS EVITAM ASSALTO DURANTE VELÓRIO EM ITABUNA E APREENDEM ARMA DE FOGO

Do ilhéus notícias

Policiais do Tático Ostensivo Rodoviário (TOR) frustraram uma tentativa de assalto durante um velório na tarde de hoje (16), por volta das 14h40, no bairro Pontalzinho em Itabuna.

O assaltante conseguiu evadir do local e deixou a arma cair ao fugir dos policiais que realizavam ronda tática na localidade.

O revólver calibre 22, marca Rossi de numeração suprimida, juntamente com sete cartuchos do mesmo calibre, foram apresentados na 1ª Delegacia em Itabuna, enquanto a guarnição permanece na busca do meliante foragido.





















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