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UMAS E OUTRAS DA CIDADE (XXVII)

(NOTAS DE BELMONTE – ‘BEBEL’ PARA OS MAIS CHEGADOS)

Na Bahia tudo indica que logradouros com nomes oriundos da iniciativa popular pegam mais do que nomes oficiais. A Praça da Irene (oficial: Praça Castro Alves) aqui na Capitania dos Ilhéus e a Avenida Paralela (oficial: Av. Luís Viana Filho) em Salvador, são exemplos emblemáticos; isso sem os oficializados Morro do Gato, Praça da Piedade, Rua da Forca, curiosos nomes dentre outros tantos da capital baiana.

Em Bebel, não fugindo à regra, essas criações também abundam como Rua Lisa, Rua do Sapo, Rua do Porto, derivadas na ordem, e na época, da recém-implantadas placas de cimento na pavimentação; da grande quantidade (as alagações pluviais eram constantes nesta via) do referido anfíbio; e da relação direta com o cais-porto no Rio Jequitinhonha. Av. Mal Deodoro, Rua 23 de Maio e Av. Pres. Getúlio Vargas são os respectivos nomes oficiais. Mas é da ‘Rua do Sete’ (Coronel José Gomes para o endereçamento postal), cutucada pelas recordações de três membros de um grupo no WhatsApp, que a presente XXVII Notas… quer se ater. ‘Do sete’ se prende à existência de um quarteirão em que sete casas residenciais se igualavam pelas medidas, fachadas (2 janelas e uma porta) e telhados e por ligadas umas às outras por paredes-meias. Uma, a de esquina, viria a ser modificada, passando a ter somente três portas para servir de ‘venda’ (a mercearia de hoje) com um bar ao fundo interligado. Cortada ao norte pela Travessa Santos Dumont, que divide outro quarteirão, este estabelecimento comercial (de novo, fora transformado em residência) esquinava com o Clube dos Artistas (hoje Câmara de Vereadores). Na parte sul o quadrado das sete casas se limita com a Travessa 15 de Novembro que por sua vez ‘extremava’ com o Largo da Usina e um imóvel, imóvel este onde funcionava a tipografia que editava o Diário Oficial do município, a Usina Termoelétrica da cidade, dois açougues e um espaço que a prefeitura o mantinha alugado para comércio. Como o prédio era tido como de valor histórico imensurável, as lembranças apontam que sua cedência junto com o largo, ao Banco do Brasil (entre 1989 e 1993) pelo prefeito, Luís Guimarães, no afã de implantar a agência bancaria, deu um rebuliço danado na cidade.

Na interlocução via zap Nevandy Melo relembra o frondoso abacateiro no quintal do vizinho e os galhos a penderem para o da casa de seus pais e de ela não titubear em surrupiar, driblando a vigilância da mãe, os robustos abacates. Também recorda o compartilhamento de uma cisterna no meio da cerca com o outro meeiro. A professora Nélia Rabelo ressalta que quem construiu as casas geminadas foi Antônio de Astério, um tradicional construtor de Bebel e que morava nas imediações. Já Maria das Graças menciona os antigos moradores e suas famílias como o seu pai professor Ricardo, a sua avó Euxordia Lemos, o cabelereiro Diogenes Barbeiro, seu Ananias, Anibal, Melito Melo (pai da Nevandy), dona Morena Rabelo (mãe de Nélia), a enfermeira Benita, seu Marivaldo Carneiro, a vovó Macaria e os irmãos Figueiredo: Jonas, Tavinho e seu Paixão, este, um dos pioneiros na transformação arquitetônica do conjunto habitacional ao transformar em sobrado um imóvel adquirido. Os pães ‘jacaré’,

‘peito de moça’ e de outros formatos –deliciosos, afirmam– da padaria de seu Agostinho e os coquinhos de mane-velho, caxandó, a burundanga, o ingá, o jataí entre outros ‘piteis’ da flora belmontense, do quitandeiro Oseias, comerciantes da Rua do Sete, não foram esquecidos.

O recinto etílico funcionava assim como um ‘reservado’ de acesso restrito. Certa feita este escrevinhador e dois parceiros, adolescentes de idade parelhas e ainda parcimoniosos no consumo do ‘suco de cevada’, usando da carta branca para adentrar, tivemos o prazer de assistir uma passagem deveras aplaudível. Aboletamo-nos numa das parcas mesas existentes no salão e por acaso ficamos em frente a duas figuras conceituadas da cidade que travavam, meio uma cerveja e outra e um trago e outro da ‘marvada’, uma verdadeira batalha de palavras centrada numa tal Madama Butterfly: Prof. Ricardo, maestro da Filarmônica Lyra Popular, e o advogado Dr. Bazinho. A veemência com que o primeiro defendia ser a ‘Madama’ uma ópera e o segundo, idem, uma opereta, nos fazia, mesmo sem aquele entendimento, interessar pela discussão. Hora de picar a mula, já com os raios solares se ofuscando no ambiente, nossa opinião, irrelevante, claro, como a dos demais mesários se coadunaram: não houve vencedor. Depois de alguns anos, a leitura em língua lusitana a respeito, mostrou que Madame Borboleta se tratava de uma famosa peça teatral-musical italiana, por sinal, ópera, dissipando a ignorância do escrevinhador.

O logradouro não resistiu às transformações físicas impulsionadas pela natural evolução no tempo, mas Rua do Sete, atravessando gerações, vem se perpetuando na memória dos belmontenses.

Heckel Januário

Em tempo: Como dito, este breve relato foi aflorado pela bate-papo recordativo de Nevandy, Graças e Nelia, belmontenses que em idades tenras, residindo com seus pais neste conjunto da rua, foram testemunhas presenciais de histórias do lugar.

Em tempo2: Os proprietários do bar foram os irmãos Menezes: Bebeto e depois Onildo, de considerada família de Bebel. E Filhos do Jequitinhonha é a denominação do aludido grupo da internet.

Em tempo3: Dizem especialistas em toponímia que na Bahia um dos fatores de nomes populares em logradouros dominarem os de batismo oficializado, resulta da informalidade, e óbvio, da criatividade do baiano.

POLICIAIS EVITAM ASSALTO DURANTE VELÓRIO EM ITABUNA E APREENDEM ARMA DE FOGO

Do ilhéus notícias

Policiais do Tático Ostensivo Rodoviário (TOR) frustraram uma tentativa de assalto durante um velório na tarde de hoje (16), por volta das 14h40, no bairro Pontalzinho em Itabuna.

O assaltante conseguiu evadir do local e deixou a arma cair ao fugir dos policiais que realizavam ronda tática na localidade.

O revólver calibre 22, marca Rossi de numeração suprimida, juntamente com sete cartuchos do mesmo calibre, foram apresentados na 1ª Delegacia em Itabuna, enquanto a guarnição permanece na busca do meliante foragido.

A maior das reformas: a do ser humano

Paiva Netto

A Terra é belíssima! Convida ao sucesso. Mas o ser humano nem sempre tem sabido respeitá-la. Por isso, a reforma precípua é a dele próprio. Urge, neste término de século e de milênio, que esta preceda as demais. Daí a importância da Educação com Espiritualidade Ecumênica, o mais seguro passo que uma nação pode dar em favor da liberdade de seu povo, pois, quanto mais ignorante for, mais escravo será.

A vida é uma conquista diária. Lição de Fé Realizante a todo momento solicitada, para que não venhamos a cair na ociosidade, mãe e pai dos piores males que assolam o Espírito e enfermam consequentemente o corpo físico e o social.

Na verdade, não basta ter agido bem ontem. Necessário se faz melhor caminhar hoje e ainda mais gloriosamente amanhã.

Água parada: lodo. Vida ociosa: inferno

Bem a propósito estas palavras do filósofo alemão Arthur Schopenhauer (1788-1860): “Aristóteles dizia com acerto: ‘A vida consiste em movimento e nele tem sua essência’ (De Anima, I, 2). Em todo o interior do organismo, impera um movimento incessante e rápido. (…) Se houver uma ausência quase completa de movimento externo, como ocorre na maneira de vida sedentária de inúmeras pessoas, então nascerá uma desproporção gritante e perniciosa entre a calma exterior e o tumulto interior, pois até o constante movimento interior quer ser apoiado pelo exterior”.

Observou Goethe (1749-1832) que “Uma vida ociosa é uma morte antecipada”.

E o escritor irlandês Oliver Goldsmith (1728-1774) sugere: “Tal como a abelha, façamos do nosso ofício a nossa satisfação”.

Deus é o Criador do Universo, Magna Vida, na qual sobrevivem todas as Suas criaturas. O Cosmos é, pois, dinâmica. Jesus, o maior dos pensadores, sintetiza tudo: “Meu Pai não cessa de trabalhar” (Evangelho, segundo João, 5:17).

É, portanto, obtusa a ideia de um paraíso de desfrutáveis tocadores de harpa, ditos salvos, mas, na verdade, pelo que parece, totalmente despreocupados com o sofrimento dos seus Irmãos. Tal lugar não pode ser o Paraíso de um Deus de Amor, cujo Filho Primogênito veio à Terra pregar a Solidariedade sem fronteiras. Cabe-lhe melhor, àquele pseudoparaíso, o título de inferno.

Neste acentuado transcurso de tempos, nenhum país poderá progredir sem promover Desenvolvimento Social e Sustentável, Educação e Cultura, Arte e Esporte, com Espiritualidade Ecumênica, a fim de que haja Consciência Socioambiental, Alimentação, Segurança, Saúde e Trabalho para todos os seus componentes, despertando neles a Cidadania Planetária.

A existência humana sem atividade produtiva e lazer é a própria morte para o cidadão.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

paivanetto@lbv.org.br

www.boavontade.com

Fé e tradição marcam mais um ano da Puxada do Mastro de São Sebastião em Ilhéus

No meio da mata de Ipanema, localizada na Estância Hidromineral de Olivença, zona sul de Ilhéus, marchadeiros iniciaram as festividades da secular festa da Puxada do Mastro de São Sebastião, com a escolha da árvore, que determinaram as toras de mastro puxadas no domingo (13). Esse ritual acontece sempre uma semana antes do evento, início de todo o ciclo da tradição.

A comunidade local e a Prefeitura de Ilhéus, por meio das Secretarias de Turismo e Eventos (Setur) e de Cultura (Secult), ao longo da última semana, prepararam e arrumaram toda a estrutura da festa, onde turistas e nativos derrubaram o mastro e percorreram as praias e principais ruas do local até chegar à praça principal, onde aconteceu todo o enredo da celebração.

De acordo com o historiador Erlon Costa, a Puxada do Mastro de São Sebastião mantém a tradição há mais de quatro séculos, desde o período da colonização. “Significa a resistência da memória do povo tupinambá na região” diz ele. A festividade une comunidade religiosa e indígena para celebrar com rituais, manifestações culturais, cortejos e shows na Praça Cláudio Magalhães, onde fica a Igreja de Nossa Senhora da Escada, ponto alto dos festejos.

Cortejo de mascarados – Na sexta-feira (11), pelas ruas de Olivença um bando de mascarados anunciavam à comunidade com o badalar do sino e através do cortejo, que havia começado a festa. Instituições locais como igreja, escolas, grupo de capoeira e associações realizaram desfile cultural, hastearam a bandeira e acenderam o fogo simbólico que deram início às comemorações.

Na celebração da puxada, todos da comunidade têm uma função, permitindo que a família local esteja presente, pais e filhos participem juntos, ensinem as músicas e coreografias para a geração futura e mostrem tudo que aprenderam com seus ancestrais, como ocorreu no sábado (12), com os desfiles irreverentes do Terno das Camponesas e do Boi Estrela. Ainda na noite do sábado, aconteceram a procissão e a missa de Tríduo ao São Sebastião. Os shows ficaram por conta das bandas Pagofunk e Batuque Bom.

Contexto cultural – O domingo começou cedo com a alvorada, rituais religiosos (benção) e indígenas (poranci) na porta da igreja, em seguida o grupo de marchadeiros foi buscar o mastro na mata para oferecer a São Sebastião, que foi puxado por turistas e nativos ao som do canto em língua indígena Tupi. Milhares de pessoas presentes festejaram a chegada do mastro com rituais e muita música ao som das bandas Kavunje e Realce até às 21h.

Para a moradora de Olivença Mônica Nunes, a Puxada do Mastro movimenta o turismo local, as praias ficam cheias e os visitantes passam a conhecer um pouco da nossa cultura. “A tradição se mantem viva por muitos anos, como sou católica, sempre participo da missa e das celebrações na praça” disse. :: LEIA MAIS »

DECOLORES: O Circo Chegou – Hoje tem espetáculo?

Um circo é comumente uma companhia itinerante que reúne artistas de diferentes especialidades, como malabarismo, palhaço, acrobacia, monociclo, contorcionismo, equilibrismo, ilusionismo, entre outros.

A palavra Circo descreve o tipo de apresentação feita por artistas, normalmente uma série de atos coreografados à músicas. Um circo é organizado em uma arena – picadeiro circular, com assentos em seu entorno, enquanto circos itinerantes costumam se apresentar sob uma grande tenda ou lona.

História do Circo:

“No mundo do entretenimento, o circo ocupa uma posição privilegiada entre todas as formas de diversão existentes. Mesmo em tempos de rádio, TV e internet essa antiga arte ainda atrai a atenção de muitos espectadores. Circulando por espaços da cultura erudita e popular, a arte circense impressiona pela grande variabilidade de atrações e o rico campo de referências culturais utilizado.

De fato, o circo demorou muito tempo até chegar à forma sistematizada por nós hoje conhecida. Somente no século XVIII é que o picadeiro e as mais conhecidas atrações circenses foram se consolidando. Na China, vários contorcionistas e equilibristas apresentavam-se para as autoridades monárquicas chinesas. Em Roma, o chamado “Circo Máximo” era o local onde as massas plebéias reuniam-se para assistir às atrações organizadas pelas autoridades imperiais.

Na Europa, até metade do século XX, o circo sofreu um período de grande retração. As guerras mundiais, ambas protagonizadas em solo europeu, e as crises econômicas da época impuseram uma grande barreira às artes circenses. Ao mesmo tempo, o aparecimento do rádio e da televisão também inseriu uma nova concorrência no campo do entretenimento.

Mesmo com o advento das novas tecnologias, o circo ainda preserva a atenção de multidões. Reinventando antigas tradições e criando novos números, os picadeiros espalhados pelo mundo provam que a criatividade artística do homem nunca estará subordinada ao fascínio exercido pelas máquinas. Talvez por isso, podemos dizer que “o show deve continuar”.

Na minha infancia não perdia à oportunidade de ir ao circo, normalmente era armado no terreno da Suburbana onde hoje foi construido o SAC e o Mercado de Artesanato. Entre todos os circos que aqui foram armados o que mais gostei foi o Circo Nerino, princpalmente pelo palhaço Picolino que era engraçadissimo bem como os artistas de diferentes especialidades, como malabarismo, palhaço, acrobacia, moniciclo, contorcionismo, equilibrismo, ilusionismo e drama que era a parte que mais me comovia principalmente pela historia de Marcelino Pão e Vinho, a qual passarei a descrever: :: LEIA MAIS »

A facada no cacaueiro

Luiz Ferreira da Silva, 81

Pesquisador aposentado do CEPEC e Escritor

luiz ferreira1937@gmail.com

Para ser um bom agrônomo, é preciso entender o que as plantas “falam”, auscultando como faz o médico. Elas podem indicar o seu sentimento. Quando tem sede, seus estômatos (poros das folhas) se fecham e as folhas murcham, ficando tristes. Ao faltar comida (nutrientes do solo), se expressam no tamanho das folhas, ou na queda dos frutos.

Desenvolvi uma maneira de me comunicar com as árvores, que denominei de telepatia fito-delirante, trocando energias. Lógico, pura invencionice minha.

Numa tarde, em Coaraci, defrontei-me com um belo cacaueiro que crescera sob solos férteis, notando certa tristeza, expressada na cor sem brilho de sua folhagem.

Diante daquele quadro, tentei dialogar. Não foi fácil, mas entendi que estava sofrendo com a perda de seus frutos, até temendo por sua própria vida.

– Perguntei-lhe o que havia acontecido? Com a voz embargada, denotada pelo balançar da sua copa, desfiou lamentações.

“Vim de longe, lá das barrancas do Rio Jari, na Amazônia, convivendo com diversos inimigos naturais, mas sem maiores problemas, pois havia o equilíbrio ecológico. Aqui, virei baiano e, encontrando condições excelentes ambientais vicejei, produzi alimentos, distribui riquezas e conservei o ambiente úmido florestal”.

– Insisti: E o que aconteceu? “Tentaram nos matar, trazendo criminosamente a vassoura-de-bruxa, justamente num momento em que a região estava descapitalizada, o cacauicultor endividado e a CEPLAC, construída pelos nossos pais, fragilizada”.

– E quem faria uma estupidez desta, burlando um cinturão protetivo montado pela própria Instituição?

“Eu estou com mais se 80 anos e, na Natureza, temos que aprender a cada dia e ficarmos atentos às ações do homem, nem sempre sensatas. De repente, ventos malcheirosos começaram a soprar, estimulando os inimigos da lavoura, desde aqueles que não suportavam a rigidez profissional da CEPLAC; aos com sede de poder, atrelando-se a grupos sectários”

– Isso quer dizer que foi uma ação humana criminosa e premeditada?

“Não tenho provas testemunhais, mas quem faria isso senão tresloucados locais com aqueles perfis? Foi uma cartada de mestre: era bastante dar uma “facada” no fruto-ouro, que se desmoronaria toda economia sul baiana, atingindo a CEPLAC e o produtor, alvos em seu vade-mécum para atingir o poder. E, o mais importante para os insanos, a convulsão social com o desemprego de mais de 200 mil trabalhadores. E tudo aconteceu conforme fora orquestrado”

– Então, foram eles, aqueles denunciados por Dilson Araújo (O nó, ato humano deliberado)?

– Abriu seus estômatos, fez verter lágrimas de dor, e malandramente:

“O problema é de vocês. Apenas desejo que seja desvendada essa sabotagem, pela importância em salvaguardar outros cultivos, que podem também ser contaminados criminosamente como aconteceu com a gente. Também por ser um crime de lesa pátria, jamais prescrito”.

-Tirei o chapéu e o reverenciei.

POBRE ILHÉUS

Pobre coitada, nossa querida Ilhéus. Ela não tem culpa de nada, pelo contrário, a exuberância de suas belezas naturais acaba quase conseguindo encobrir o descaso do lixo. Eu disse quase, já que é impossível essa vergonha passar despercebida aos nossos olhos a aos dos que nos visitam.
Entra ano, sai ano, entra prefeito, sai prefeito e justo na alta estação, época em que essa cidade de vocação turística deveria estar impecável, o lixo toma conta. As justificativas são sempre as mesmas: “aumento da população flutuante e da quantidade de resíduos produzidos”; “fim do contrato com a empresa prestadora do serviço de coleta e limpeza” e blá, blá, blá…
O eterno e insolúvel lixão do CAIC (12-01-19)
Não sei se é só incompetência dos nossos gestores ou o que mais é, o fato é que eles nunca têm um Plano B autossuficiente. A desculpa talvez seja o tal do custo, que eles ainda não conseguiram entender que esse “custo” não é custo e sim investimento, pois o turista que gostar vai divulgar, vai voltar e mais turistas virão. Quem seria louco de recomendar ou retornar a uma cidade imunda?
Enquanto nossos alcaides confundirem custo e investimento, vai continuar sendo como é, a cidade suja, o lixo acumulado do réveillon (inclusive nas praias) e o turista sem poder comer um petisco na cabana por causa do mau cheiro. Aliás, o turista só não, nós também. Eu mesmo, conhecido rato de praia, já risquei esse programa da minha lista desde o natal.
Cidade turística? Potencial inesgotável para ser, porém a realidade é crua: na prática, ainda não passamos de um mero balneário de veraneio.
Nilson Pessoa

CARBONO 14 NO POR DO SOL DA SAPETINGA EM ILHÉUS

PRA QUEM PERDEU, DIA 20 DE JANEIRO – DOMINGO-, TEM SEGUNDA EDICÃO DESSA CONCEITUADA BANDA DE ILHÉUS.

O SHOW COMEÇA NO POR- DO – SOL SAPETINGUENSE.

 

PSICOMUNDO <> ATOS E EFEITOS DO COMPORTAMENTO HUMANO <>

Será que alguém já parou para pensar como se torna muito difícil “ser Deus” que consegue conciliar e dar jeito em tantas reclamações? É igualmente como a existência da imagem de ser “Pai ou Mãe” quando expressada na sua compreensão e infinita bondade! É uma cobrança inesgotável e tudo está faltando, nada ficou bom, nem está completo! Quando está forte a presença do calor muitas pessoas reclamam; faz frio ou chove também reclamam; se o tempo fica seco, adivinha: todos reclamam! Ninguém se lembra de agradecer a oportunidade que Deus dá, em experimentar as sensações do frio ou do calor, ter dias secos ou molhados!

Quantas pessoas no mundo reclamando da vida! A existência humana na face da Terra é feita de metas. Tem muita gente sem roteiro de projeto, mostrando dessa forma a sua grande margem de desorganização em suas condutas, e simplesmente faltando a sua vontade de chegar a algum lugar sustentável e seguro. E quando ocorre que são alcançados determinados limites de benefícios, tem muita gente achando que o mundo em sua expansão se torna algo sem graça. É como se tudo ficasse tão fácil e que num piscar de olho, surge novamente como num passo de mágica!

As reclamações jamais poderão deixar de existirem numa sociedade política calculista, imediatista, individualista e capitalista com elevado teor de extravagância de ganância quando tudo fica facilitado e ninguém fiscaliza. E por que as pessoas de hoje reclamam tanto? Reclamam da vida, da falta de dinheiro, da falta de tempo, das pessoas e até de si próprias. Vivem achando que são marginalizadas e escravizadas pelo Sistema de Governo inconseqüente que sempre impera no País. E como reclamam da falta de compreensão, da falta de responsabilidade dos assessores incautos dos governantes, dos arrochos fiscais e das ações dos políticos em suas ilicitudes e das suas deslavadas corrupções!

Tem momentos que ninguém se aproxima dos que reclamam o tempo todo. Cria-se um clima de azedume afastando as pessoas, as boas energias e as alegrias que possamos ter. Então é necessário pedir que muita gente pare de reclamar e vai viver a vida, correr atrás daquilo que quer para não ficar sentado apenas reclamando! Se observarmos bem, existem pessoas que sempre persistem na vontade de reclamar. Então, vale à pena pensar nos irmãos que estão jogados nas ruas passando vexames, nas crianças sem pai e nem mãe, nos idosos que estão jogados nas calçadas das ruas, nos Asilos públicos, nos pais que ouvem seus filhos chorarem de fome e sede sem condições de nada fazer. Tudo isso acontece em todos os caminhos que andamos e pouco se pode fazer para trazer de volta as alegrias perdidas por pessoas que nasceram para viverem as plenitudes da felicidade e da paz.

Na maioria das vezes, o fato de determinada pessoa ter tudo, não significa que ele não precisa de nada! Tomando como base que coisa nenhuma nos pertence para sempre, pois daqui apenas levamos as boas lembranças dos benefícios ligados aos bens espirituais que imortalizam os homens através da solidariedade humana. Muitas pessoas podem ter enorme quantia de dinheiro, carro do ano, boas oportunidades de empregos, mas pode carecer de uma estrutura afetiva que é essencial ao pleno desenvolvimento humano. A consequência poderá ser reclamações, como uma forma de aliviar a tensão do insuportável martírio constante. Dentro desse estágio de vida aparecem inconscientes vontades de querer mais, achando que ainda faltam muitas coisas para alcançar, para guardar nos seus depósitos de insatisfações, tudo numa busca evasiva. :: LEIA MAIS »

DO FUNDO DO BAÚ DE JOSÉ LEITE

1) DESEJANDO UM FELIZ ANO NOVO (FINAL).

2) AS FOTOS DESTAQUES DA SEMANA :: LEIA MAIS »

GRUPO DE CRIMINOSOS SÃO LOCALIZADOS E APREENDIDOS EM UNA

Criminosos e menores foram localizados, na madrugada desta quinta-feira (10), por equipes da Companhia Independente de Policiamento Especializado (Cipe) Cacaueira, no bairro de Sucupira, município de Una. Com o bando foram apreendidas uma espingarda, uma pistola e munições de diferentes calibres.

Maurício de Souza Lima, Jabson Santos Rosalino e dois adolescentes, de 13 e a 15 anos, foram surpreendidos pelos policiais militares e tentaram fugir, atirando contra as guarnições. Ferido e socorrido para o Hospital Municipal, Jabson – já procurado pela polícia e com mandado de prisão em aberto – não resistiu aos ferimentos.

 Uma espingarda calibre 24, uma pistola 765 e munições foram apreendidas e, de acordo com o comandante em exercício da Cipe/Cacaueira, capitão PM Fábio Magalhães, o caso foi formalizado na sede da 7ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin/ Ilhéus).

Sapetinga: o pôr do sol mais famoso do sul da Bahia

POR SECOM

O pôr do sol dá show todos os dias em Ilhéus, mas é no verão que o céu chama a atenção pelo colorido especial. Os tons de amarelo, alaranjado e rosado podem ser vistos de vários pontos da cidade, deixando ainda mais belo o espetáculo sobre o Rio Santana. Por isso, jovens, adultos, crianças e idosos, frequentam a pitoresca baía da Sapetinga, no Pontal, que virou ponto de encontro para os amantes da natureza e de aclamação ao sol, além de reunir uma galera que toca violão para dar aquele clima especial.

Essa junção de música, arte e gastronomia tem dado mais vida ao paraíso e trazido pessoas como Renato Callefi e Raquel Bortoloti, casal vindo de São Paulo. “Nessa parte da natureza, mar, rios e lagos aqui em Ilhéus tudo fica mais bonito”, declarou. Morando há pouco mais de seis meses no bairro, o tatuador Raffa Lima e a fotógrafa Beatriz Vitória já esbanjam amor pelo local. “Aqui é o nosso escritório e um ambiente perfeito para inspiração, por isso cantamos esse lugar”, revelam.

O local preserva um acervo histórico valioso de biodiversidade para a região, e por isso é sempre o ponto de encontro de diferentes públicos e de preferências diversas, que vão desde um bate papo com os amigos, até à prática de atividades físicas. O espaço é procurado por moradores e turistas todos os dias da semana. Outro atrativo do local é a iluminação noturna, que garante movimento mesmo depois que o sol se põe.

Junto com um grupo de amigos, a adolescente Emmily, declarou: “O pôr do sol daqui é lindo e bastante agradável. Tem banquinho, gramado para piqueniques, enfim o lugar mais incrível da área do Pontal”. Para outras pessoas, já é uma atividade rotineira e que revigora as energias, como afirma a aposentada Genice Paranhos, 66 anos. “Todas as vezes, saio daqui diferente de como cheguei. Fica um pouquinho de mim e levo um pouquinho daqui”, expressa.

O ritual de bater palmas para o pôr do sol acontece também em muitos lugares do Brasil, como no Farol da Barra em Salvador, no Arpoador e na Praia de Ipanema, no Rio de Janeiro. O fim de tarde na enseada Sapetinga inspira. Seja um banho à beira rio, um passeio de barco, caiaque, stand up paddle ou jetsky, o que vale mesmo é contemplar a paisagem formada por manguezais. Quando o astro rei se põe no local é como se ele estivesse dizendo: “não é um adeus, apenas um até logo – quem sabe a gente se vê amanhã”.

 

 





















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