Não há quem nunca tenha feito, ou pelo menos ouvido, comentários como este: “hoje, quando fui tratar de meu processo, resolver assuntos de documentos importantes, tive a sorte de encontrar um funcionário ótimo, atencioso, paciente, educado e prestativo”. Ou: “aquela funcionária deveria ser elogiada pela delicadeza com que trata as partes”! Com a existência de várias repartições públicas em nossa cidade, o certo, entretanto, seria considerar-se natural esse procedimento e só o oposto, por sua raridade, merecer comentários.

Por exemplo, ficar numa fila para reconhecer a firma de uma pessoa, recebendo uma senha de quantidade limitada para esse atendimento, realmente merece uma boa reflexão buscando uma fórmula para estabelecer um bom atendimento. Torna-se um grande inconveniente quando se encontra numa dessas filas, pessoas idosas, senhoras grávidas, deficientes físicos de todas as necessidades básicas, e muitas vezes são criaturas esquecidas, e surge uma necessidade prioritária originada da boa formação educacional de nossa sociedade solidaria e humana, dando-lhes de modo espontâneo o seu lugar no atendimento.

Não é isso que está acontecendo no atendimento do cadastramento biométrico em nossa cidade e existe a importante necessidade da Justiça Eleitoral, verificar se realmente existe alguma irregularidade nos atendimentos, principalmente com os idosos. Pessoas mal humoradas e levando seus problemas particulares estão desenvolvendo suas atividades sem manter o rigor da solidariedade humana. Não é favor nenhum darmos a quem procura uma repartição pública um tratamento cortês que retrate a imagem do Órgão a que pertencemos e executamos nossas atividades profissionais.

É fácil, pois, compreender a irritação de alguém que, após aguardar em pé numa longa fila sua vez de ser atendido, se sente muitas vezes desrespeitado ao ouvir a informação seca e impaciente do funcionário que o atende: “volte amanhã ou daqui a alguns dias”! Faltam adicionar um sorriso, uma palavra amável e maiores explicações aos esclarecimentos que prestamos, e estamos ali para isso, respeitar e atender bem ao público. Nada custa dar a impressão de que o mais importante para nós, naquele momento, é resolver o problema de quem nos procura.

Assim procedendo, não estaremos apenas zelando pelo interesse do próximo, ou mesmo ajudando o nosso semelhante, mas, ao mesmo tempo, elevando o conceito da repartição em que trabalhamos e, conseguintemente, o status profissional de cada um de nós. Para não falar, também, de nosso aperfeiçoamento como pessoa humana. A educação mostra o grau de conhecimento da cultura do servidor público observada pelo lado humanitário. É um gesto determinante que marca para sempre, e onde quer que esteja a pessoa que atendeu com carinho e presteza, pois a primeira impressão é a marca que registra esse entrelaçamento de importante encontro social e humano.

Resumindo a razão da essência dessas ações de entrelaçamentos entre as pessoas, vale preservar a organização educacional e cultural do nosso País. Todos os habitantes de um País são chamados a colaborar, quer diretamente, quando ocupamos um cargo, seja qual for, na administração pública, quer na condição de mais um dos que, pelo pagamento de impostos e taxas, contribuem, igualmente, para o desenvolvimento da Nação Brasileira. PENSEM NISSO!!!

Eduardo Afonso – Ilhéus-Bahia