O CACAUEIRO NO SEU DEVIDO LUGAR.

(In. CACAU, UM BEM DA NATUREZA PARA PROVEITO DO HOMEM. Livro editado pela Via Litterarum. Luiz Ferreira & A. C. Moreau)

No Sul da Bahia, como já se referiu, o cacaueiro encontrou condições favoráveis de clima, solo, topografia e rede hídrica, razões da sua expansão, chegando a ocupar 600 mil hectares, com a equivalência de uma fonte de divisas de quase 1 bilhão de dólares em determinado ano.

Os homens, abstraindo-se da maneira descrita anteriormente – na violência, ganância e soberba -, mas com muita labuta, obstinação e coragem, deixaram um legado extraordinário. Este, o de colocar a lavoura cacaueira valorizada adequadamente no seu terreno próprio, com muita sabedoria.

Por um lado, manteve preservado o ecossistema; pelo ou­tro, proporcionou um epicentro gerador de riquezas com o pro­duto cacau, cujos reflexos se irradiaram pelas áreas circunvizi­nhas, criando uma estrutura de bens e de serviços que permitiu, com outras atividades agrícolas e congêneres, distribuir benefícios para todas as comunidades, o que infelizmente não foram aproveitados na magnitude dos bônus.

Um simples exemplo para aclarar essa questão. Num dado momento, um empresário investiu, com recursos oriundos da roça, em construções de edifícios na Cidade de Itabuna, significando mal direcionamento ao desenvolvimento da região. Por quê? O ferro, o cimento, a cerâmica, a torneira, etc. foram adqui­ridos em outros Estados, viabilizando as suas indústrias.

Diferentemente seria se aplicado na expansão de novos polos agropecuários, a exemplo da região dos tabuleiros, criando-se uma matriz diversificada, incorporando áreas ociosas ao setor pro­dutivo e econômico. Destarte, também, não se procurou o cami­nho da industrialização, de forma geral, como ocorreu com o produto café, alimentador das transformações e das fábricas no sul do Brasil.

No que respeita ao aproveitamento dos recursos naturais, o pioneiro soube fazê-lo, tornando a terra produtiva, ao utilizar os solos férteis, pedregosos e escarpados, dificilmente utilizáveis para a agricultura de ciclo curto, pela impossibilidade de mecanização.

O cacaueiro, neste contexto, caiu como uma luva devido às suas características conservadoras e restauradores que tem o cultivo. Sua condição original de plantio em sub-bosque em que há um sombreamento permanente controlador do ambiente; a própria floresta nativa, aliada à formação de uma cobertura morta (“mulch”)no terreno pelas folhas que caducam , não só prote­ge o solo do impacto direto de gotas erosivas das chuvas, como proporciona acumulação de húmus, melhorando as condições físico-hídricas do solo.

É como se existisse uma simbiose entre o solo e o cacaueiro. Este necessitando da fertilidade, umidade da terra e proteção dos ventos nos declives e “covoados” para se desenvolver e pro­duzir. Aquele, carecendo desta lavoura para manutenção da sua “vida produtiva”, evitando desgastes de seus nutrientes e deterio­ração da sua capa orgânica.

Com clarividência, pois, soube o primitivo homem do cacau implantar uma lavoura onde nenhuma outra poderia se estabelecer agronômica, econômica e ecologicamente, como uma espécie de nicho para esta planta tão dadivosa.

Hoje, para quaisquer cultivos, deve-se espelhar nesta realidade: usar sem depredar. Em outras palavras, a economia racio­nal do uso da terra, ajuizando-se à cerca da responsabilidade de se manter a agricultura uma atividade sustentável.

Pela condição de grande parte das plantações se situarem em relevo fortemente ondulado, pedregosos e de solos ricos, além do sistema de exploração sem a utilização de máquinas agrí­colas, outra atividade que não a cacauicultura teria condições de vicejar. Em outras palavras, isso quer dizer que dificilmente se conseguiria um substituto à altura, caso um desastre (econômico ou ecológico) viesse a inviabilizar tal atividade.

Não há dúvidas que o lugar do cacau é aí mesmo, onde o rude pioneiro escolheu. Não tinha estudo, mas sabedoria; não era doutor, mas douto; aprendendo à medida que ia experimen­tando, razão pela qual não se aventurou a plantar em outras áreas fora das aluviões férteis e dos solos oriundos das rochas ricas e protegidos pelo relevo. Deixou não só um legado econômico, mas ensinamentos às subsequentes gerações, incluindo os letrados pesquisadores de décadas posteriores, como os autores da presente obra.

A PROVA DA MAÇÃ

Postado por Aloísio Guimarães

(www. terradosxucuris.blogspot.com.br)

 

Dizem que essa é uma história verídica ocorrida na Universidade de Chicago.

Todos os anos, na Divinity School Universidade de Chicago, é celebrado o que eles chamam de “Dia Batista”. Nesse dia, cada um deve trazer um prato de comida para um pic-nic no gramado da universidade e também convidam uma das grandes mentes da literatura no meio educacional teológico para dar uma palestra.

Num determinado ano eles convidaram o Dr. Paul Tillich, que falou durante duas horas e meia, provando que a ressurreição de Jesus era falsa. Ele questionava os estudiosos e livros e concluiu que, a partir do momento que não havia provas históricas da ressurreição, a tradição religiosa da igreja caía por terra, porque era baseada num relacionamento com um Jesus que havia ressurgido, mas de fato, Ele nunca havia ressurgido literalmente dos mortos.

Quando concluiu a sua teoria, ele perguntou aos presentes se havia algum questionamento. Depois de uns trinta segundos, um senhor negro de cabelos brancos se levantou no fundo do auditório e disse:

– Dr. Tillich, eu tenho uma pergunta…

Enquanto todos os olhos se voltavam para ele, colocou a mão na sua sacola, pegou uma maçã e começou a comer.

– Dr. Tillich, (crunch, munch…) a minha pergunta é uma questão muito simples (crunch, munch…). Eu nunca li tantos livros como o senhor leu (crunch, munch…) e também não posso recitar as escrituras no original grego (crunch, munch…). Eu nada sei nada sobre Niebuhr e Heidegger (crunch, munch…)…

Fez uma pausa, acabou de comer a maçã e continuou:

– Mas tudo o que eu gostaria de saber é: Essa maçã, que eu acabei de comer, estava doce ou azeda?

Dr. Tillich parou por um momento e respondeu com todo o estilo de um estudioso:

– Eu não tenho possibilidades de responder essa questão, pois eu não provei a sua maçã.

Ao ouvir a resposta, o senhor de cabelos brancos jogou o que restou da maçã dentro do saco de papel, olhou para o Dr. Tillich e disse calmamente:

– O senhor também nunca provou do meu Jesus. Como pode afirmar o que está dizendo?

Mais de 1000 pessoas que estavam assistindo não puderam se conter. O auditório se ergueu em aplausos. Dr. Tillich agradeceu a plateia e rapidamente deixou o palco.

 

MOTEL

Luis Fernando Veríssimo

 

Mirtes não se agüentou e contou para a Lurdes: – Viram teu marido entrando num motel.

A Lurdes abriu a boca e arregalou os olhos. Ficou assim, uma estátua de espanto, durante um minuto, um minuto e meio. Depois pediu detalhes.

– Quando? Onde? Com quem?

– Ontem. No Discretissimu’s.

– Com quem? Com quem?

– Isso eu não sei.

– Mas como? Era alta? Magra? Loira? Puxava de uma perna?

– Não sei, Lu.

– O Carlos Alberto me paga. Ah, me paga.

Quando o Carlos Alberto chegou em casa e … Lurdes anunciou que iria deixá-lo. E contou por quê.

– Mas que história é essa, Lurdes? Você sabe quem era a mulher que estava comigo no motel. Era você.

– Pois é. Maldita hora em que eu aceitei ir. Discretissimu’s!! Toda a cidade ficou sabendo. Ainda bem que não me identificaram.

– Pois então?

– Pois então que eu tenho que deixar você. Não vê? É o que todas as minhas amigas esperam que eu faça. Não sou mulher de ser enganada pelo marido e não reagir.

– Mas você não foi enganada. Quem estava comigo era você!

– Mas elas não sabem disso!

– Eu não acredito, Lurdes. Você vai desmanchar nosso casamento por isso? Por uma convenção?

– Vou.

Mais tarde, quando a Lurdes estava saindo de casa, com as malas, o Carlos Alberto a interceptou. Estava sombrio.

– Acabo de receber um telefonema – disse. – Era o Dico.

– O que ele queria?

– Fez mil rodeios, mas acabou me contando. Disse que, como meu amigo, tinha que contar.

– O quê?

– Você foi vista saindo do motel Discretissimu’s ontem, com um homem.

– O homem era você.

– Eu sei, mas eu não fui identificado.

– Você não disse que era você?

– O quê? Para que os meus amigos pensem que eu vou a motel com a minha própria mulher?

– E então?

– Desculpe, Lurdes, mas…

– O quê?

– Vou ter que te dar um tiro.

 

 POR QUE 1º DE ABRIL É O DIA DA MENTIRA?

 Muitas pessoas, ao redor do mundo, brincam com o Dia da Mentira, que acontece no dia 1 de abril, mas quase ninguém sabe a origem da data. Tudo não passa de uma brincadeira que surgiu na França, no reinado de Carlos 9º (1560-1574). Desde o começo do século 16, o ano-novo era comemorado em 25 de março, com a chegada da primavera. As festas, que incluíam troca de presentes e animados bailes noite adentro, duravam uma semana, terminando em 1º de abril. Em 1562, porém, o Papa Gregório 13 (1502-1585) instituiu um novo calendário para todo o mundo cristão – o chamado calendário gregoriano – em que o ano-novo caía em 1º de janeiro. O rei francês só seguiu o decreto papal dois anos depois, em 1564, e, mesmo assim, os franceses que resistiram à mudança, ou a ignoraram ou a esqueceram, mantiveram a comemoração na antiga data. Essas pessoas que demoraram para se acostumar com o calendário, e as que resistiram à troca da data, tornaram-se alvo das mais variadas formas de ridicularização. Eram chamadas de “bobos de abril”, recebiam convites para festas que não existiam e ganhavam cartões e presentes esquisitos no dia 1º de abril. Desde então, a mania de pregar peças nesta data percorreu o mundo e dura até hoje e data ficou conhecida como “Dia da Mentira“.

Fonte:

https://www.msn.com/pt-br/noticias/curiosidades/

 

O PENSAMENTO DA SEMANA

Ouse, arrisque, não desista jamais e saiba valorizar quem te ama, esses sim merecem seu respeito. Quanto ao resto, bom, ninguém nunca precisou de restos para ser feliz. “Clarice Lispector.”

 

A POESIA DA SEMANA

SEGUNDA CANÇÃO DE MUITO LONGE

Mario Quintana

 Havia um corredor que fazia cotovelo:

Um mistério encanando com outro mistério, no escuro…

Mas vamos fechar os olhos

E pensar numa outra cousa…

Vamos ouvir o ruído cantado, o ruído arrastado das correntes no algibe,

Puxando a água fresca e profunda.

Havia no arco do algibe trepadeiras trêmulas.

Nós nos debruçávamos à borda, gritando os nomes uns dos outros,

E lá dentro as palavras ressoavam fortes, cavernosas como vozes de leões.

Nós éramos quatro, uma prima, dois negrinhos e eu.

Havia os azulejos, o muro do quintal, que limitava o mundo,

Uma paineira enorme e, sempre e cada vez mais, os grilos e as estrelas…

Havia todos os ruídos, todas as vozes daqueles tempos…

As lindas e absurdas cantigas, tia Tula ralhando os cachorros,

O chiar das chaleiras…

Onde andará agora o pince-nez da tia Tula

Que ela não achava nunca?

A pobre não chegou a terminar o Toutinegra do Moinho,

Que saía em folhetim no Correio do Povo!…

A última vez que a vi, ela ia dobrando aquele corredor escuro.

Ia encolhida, pequenininha, humilde. Seus passos não faziam ruído.

E ela nem se voltou para trás!

A PIADA DA SEMANA

 

Um político está tranquilamente tomando sol na praia, quando uma bela senhora se aproxima:

– Olá, o que o senhor faz por aqui ?

O homem, querendo mostrar que políticos também podem ter veia poética, responde com ar conquistador:

– Roubando raios de sol.

A mulher, sorrindo e balançando a cabeça, diz:

– Ah… vocês, políticos, sempre trabalhando

 

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