É tradição nos quase 100 anos de existência da Associação dos Veteranos de Esporte Praiano –AVEP, seus integrantes –no passado e no presente– possuírem uma relação de amor com o esporte bretão.

É o caso de CRISPIM PEREIRA DOS SANTOS ou –em razão da atividade profissional que exercera– simplesmente CRISPIM VIDROS.

Nascido em Belmonte em 1962, chegara à Capitania dos Ilhéus ainda em tenra idade, cidade onde se estabeleceu na área comercial de artefatos de vidros para prédios urbanos e rurais.

Portanto, como um aficionado pelo futebol, de prima não titubeia em separar o domingo para seu ‘baba de praia’ em algum local do extenso e aprazível pedaço praiano de Ilhéus, conciliando assim o prazer de “bater o baba” com os afazeres comerciais. Não tarda então se tornar presidente da Associação Desportiva de Veteranos da Avenida Itabuna –ADVAI, outra entidade que vem contribuindo há bom tempo para a permanência do futebol praiano de Ilhéus.

No ano de 2006 ingressa na AVEP e, logo, logo vem a ser um de seus entusiastas, além de ativo participante da Banda Podre, entidade com objetivo de jogos aleatórios, nascida nas entranhas da referida associação e a ela vinculada.

Por motivo de foro pessoal, CRISPIM VIDROS foi arriar as malas noutro terreiro. E sabe onde? Na península itálica, e fincar residência na famosa Roma dos Césares. Mas quem disse que Crispim no espaço italiano do Velho Mundo deu folga ao futebol? Nada disso. Lá, enfronha-se com futebolistas romanos e, rapidinho já estava o homem –atuando pela Embaixada Brasileira– a participar do Campeonato das Embaixadas. E mais: sagrasse-se campeão em 2018 com direito a levantar taça, receber medalhas e ingerir champanha da melhor qualidade no grande dia da conquista. Vale dizer que o quadro da Embaixada Brasileira além da mencionada competição se envolve com jogos amistosos nos arredores da capital italiana. Um detalhe: Em Roma, o exímio peladeiro ‘ítalo-ilheense-belmontense’ teve de trocar as ‘peladas’ praianas –e descalço (nas “paletas” como se diz) – pelo Futebol Soçaite e Futebol de Salão (o Futsal), modalidades que o obrigou, para a prática, ao uso de chuteiras e tênis.

Terminamos esta nota deixando para os diletos ledores decidirem se o qualificado ‘craque’ ao exportado no ‘título’ é meritório ou se só ‘amante’, na continuidade, bastaria. Para Paulo Gois do Bradesco, seu correspondente brasileiro, o cara jogou e jogou como ‘meia-direita-de-avanço’, mas não entrou em detalhes.

Heckel Januário

(Escrito um tanto assentado nos pitacos do aludido Paulo Gois do Bradesco, beque-de-espera II e atual assessor avepiano para assuntos extracampo.