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:: 1/nov/2019 . 15:01

DO FUNDO DO BAÚ DE JOSÉ LEITE ESPECIAL.

1) NOSSA HOMENAGEM A ASSOCIAÇÃO COMERCIAL DE ILHÉUS NOS SEUS 107 ANOS.

2) O SUCESSO DO BALÃO MÁGICO DE JOSÉ LEITE.

3) AS VISITAS DA SEMANA.

4) AS FOTOS DESTAQUES DA SEMANA. :: LEIA MAIS »

UMAS E OUTRAS DA CIDADE (XXX)

(NOTAS DE BELMONTE – ‘BEBEL’ PARA OS MAIS CHEGADOS)

Na versão da ‘calmaria’ da famosa rota das Índias pelo Atlântico, foram os portugueses os primeiros a pisar na Terra Brasilis e os primeiros a ocupa-la.

Atraídos pela possibilidade de melhoria de vida ou por perrengues de alguma ordem no local de origem, outros, como espanhóis, alemães, italianos, japoneses, turcos, árabes também pintaram aqui no pedaço e contribuíram para a construção do país chamado Brasil.

Para encurtar percurso, vamos passar de passagem pela escravidão nativa e africana, abominável sistema visto como divino na época, e pelo ‘branqueamento’, variante tupiniquim da eugenia, ideologia copiada da Europa e abraçada por parte de nossa intelectualidade no fim do Império e nas décadas seguintes da República e que entrou no rol das motivações da política de ocupação brasileira. Tais intelectuais acreditavam que a ‘raça branca’ era superior em todos os aspectos inclusive no resultado da miscigenação ao afirmarem que, no cruzamento de nossos mestiços com brancos deles, ao cabo de algumas gerações, o processo geraria –somente– brasileiros branquinhos e de olhos azuis.

Como tudo começou no Sul da Bahia, Belmonte, pertinho –controvérsias à parte– das lançadas âncoras lusitanas, também abriu as portas aos das plagas europeia como alemães, suíços, portugueses… e um montão de italianos. Estes foram tantos que não demorou ser criada, pelo governo italiano, a Delegacia da Real Agência Consular da Itália na cidade. O cultivo do cacau nas férteis margens aluviônicas do Jequitinhonha se tornou o atrativo dominante para os imigrantes. Antes –com os portugueses–, a atração era seu leito: nele abundavam pedras preciosas, sobretudo, ouro e diamante. Não é o total dos registros, mas Bartelotti, Burlacchini, Trocolli, Bartoli, Paternostro, Nervino, Multari, Baffica, Giffoni, Guerrieri, Tedesco, Carnovali, Casali, Daiello, Ferrari, Leonardo, Magnavita, Mega, Pastore, Ricci, Roconi, Romano, Tartari, Tosto são ramos familiares que proliferam em Bebel e foram –e são– do conhecimento de muitos belmontenses.

Deles, Magnavita se tem como de maior número de chegantes, bem como um caso meio exótico na conta de Bebel, acontecido nos anos 60 do século passado na Praça 13 de Maio, espaço onde residiam vários italianos. Em uma das residências –um casarão dividido ao meio por um alongado corredor, com cozinha, sala, banheiro etc., separados– residiam duas famílias. De um lado a de Salvador Magnavita(conhecido como Dudu) casado com Alice Magnavita e mais 4 filhos, e de outro o casal Eustáquio Almeida Barbosa(chamado de Taquinho) e Orienta Magnavita e seus 8 rebentos. Conta-se que entre os maridos (aliás cunhados: Orienta é irmã do Dudu) e entre as proles dos casais, embora o relacionamento não fosse de aproximação, a convivência era sem beligerância. Agora, com relação às duas esposas, era um ‘pega pra capar’ da zorra, uma desavença sem fim, em especial quando se topavam nessa passagem. Apesar de não se ter notícias que as senhoras tenham ‘saído na mão’ em algum momento, era um entrevero bastante comentado na cidade. O surpreendente é que em Bebel –honrada sempre com distinção e louvor em matéria de bisbilhotagem na Região Cacaueira–, nunca ninguém, nem mesmo os

fofoqueiros de plantão, esclareceu a razão da divergência, ficando a intriga como um eterno segredo familiar.

Mudando de pau pra cacete, o historiador Durval Filho no tópico ‘Italianidade dos Filhos da Imigração’ de sua dissertação de mestrado “Belmonte, Memória, Cultura e Turismo: uma (re)visão de Iararana de Sosígenes Costa”(2003) relata num dos trechos que a maioria dos italianos que pintaram em Bebel, vieram de Paola, região da Calábria no Sul da Itália, e, que, ao aproveitarem da expansão da cacauicultura e do avanço capitalista, foram bem-sucedidos. Tornaram-se fazendeiros de cacau, comerciantes e até empreenderam atividades socioculturais. Durval defende noutros que o envolvimento deles com o cacau em Bebel no Sul da Bahia e com o café em São Paulo, “…atividades produtivas sem raízes europeias e muito menos italianas…”, foram fatores de ‘abrasileiramento’ desses imigrantes italianos. E diferencia dos vindos do Norte da Itália para o Rio Grande do Sul e que aí, ao enveredarem na produção de uva e vinho, ”reproduziram uma atividade típica da região de origem…”. E desse jeito instalaram “… a infraestrutura que reproduziria a cultura do país de origem”.

Heckel Januário

Em tempo: a belmontense Maria Delvina, residente em Salvador -Ba foi importante na elucidação das dúvidas no caso da Praça. Delvina conviveu ainda criança com os dois casais (não estão mais aqui no nosso convívio) – e descendentes–, e os tratava de tios e de tias. É sobrinha de sangue de Taquinho, irmão de Zimbu, o homem das ‘Bodas de Ouro” de namoro focado na parte passada (XXIX) dessas Notas.

Em tempo2: filhos de Dudu sem ordem cronológica: Ivo, Ivan, Ivani e Irlene. Idem de Taquinho: Ivone, Ivonete, Nice, José, Geferson (Gé Popo), Silvia, Yolanda e Maria do Carmo.

Em tempo3: O citado ‘casarão’ ainda existe e mantém a fachada. À Praça 13 de Maio, chamavam-na, por motivos óbvios, Praça dos Gringos.

Em tempo4: Bebel, como se sabe, foi a 3ª localidade a desenvolver o cacau no Sul da Bahia, depois de Canavieiras e de Ilhéus.

NOTÍCIAS DA AVEP

NA 19ª RODADA ROLOU EMPATE E VITÓRIA DO CAPITÃO RENATINHO DOS LEAIS

Domingo(27) pela manhã rolou a 19ª rodada da Associação dos Veteranos de Esporte Praiano –AVEP, entidade de ‘babas de praia’ quase centenária de Ilhéus, da mencionada modalidade esportiva com empate –no Campo Grimaldo– de 6 a 6 entre as equipes dos capitães Alex de Moises e Alvinho (pra primeira marcaram: Alan Firula(5) e Alex de Moises; pra segunda: Crispa da Galera do Fla(3) Luciano Santana, Daniel Murta e Artur ‘Alicate’ Kruschewsky. No Campo Martial o time do Capitão Renatinho dos Leais venceu o do Capitão Eldon do Ofertão por 4 a 3, marcando o próprio Renatinho dos Leais(2), Wendel da Autoescola e Major do Bahia de Itabuna para o vencedor; Mario Filho e Ismar Landgol(2) fizeram os gols do perdedor. Apitaram os babas os juízes Rogério Santos da Silva (Campo Grimaldo) e Enderson Santos de Santana resultando na ausência de cobranças exageradas pra cima deles por parte dos partícipes. Receberam Cartão Amarelo: Carlão do Taxi, Mario Filho, Erisvan, Renatinho dos Leais, Fabio Alan, Ismar Landgol e Geraldo da Ceplac; Cartão Vermelho: Carlão do Taxi. O coordenador dos babas, também chamado de Diretor de Baba do Dia, foi o promoter Zezinho da Baixa Fria. Como sempre acontece foram realizados na praia da Avenida Soares Lopes, imediações do espaço cultural Tenda Teatro Popular de Ilhéus e dos campos de tênis da Associação Ilheense de Beach Tennis – AIBT.

Equipes que atuaram no Campo Grimaldo conforme súmulas

(Cap. Alex de Moises): Goleiro Marcelo da Receita(Goleiro Jamilton entrou no intervalo), Cesinha da Nacional(Tabosa do Ofertão entrou aos 10’ da 2ª etapa), Correia do HSBC, Heckel Januário e Gutemberg Trator; Paulinho da AFC, Passos de Uruçuca, Nilton do BB e Paulo Cesar; Alan Firula e Alex de Moises

(Cap. Alvinho): Goleiro Claudionor, Pedro Chama Gol, Djalma Peludo, Alvinho e Zé Eduardo(Luciano Santana entrou no intervalo); Erisvan, Paulo Sérgio, Vado do Bradesco e Daniel Murta; Ivo Baba( Crispa da Galera do Fla entrou no intervalo) e Artur ‘Alicate’ Kruschewsky.

Equipes que atuaram no Campo Martial conforme súmulas

(Cap. Eldon do Ofertão): Goleiro Fernando, Waldemar da Codeba(saiu no intervalo e posição ficou vaga), Galletti da Rio de Engenho, Gilson e Eduardo Japonês(Fabio Alan entrou aos 20’ da 1ª etapa); Souza da Polícia e Silva; Paulô da Bitway; Ismar Landgol, Mario Filho e Eldon do Ofertão

(Cap. Renatinho dos Leais): Goleiro Ricardo do Caminhão (Marcelo da Receita entrou no intervalo), Geraldo da Ceplac, Prof. Jorge Reis e Robertão(saiu no intervalo e a posição ficou vaga) e Sizinio do Remo; Major do Bahia de Itabuna, Carlão do Taxi e Charles Reis; Renatinho dos Leais, Wendel da Autoescola e Marconi(Silvio Reis entrou no intervalo)

COMENTÁRIOS:

Os comentaristas anotaram que no Campo Grimaldo o time do Cap. Alex de Moises saiu pro intervalo com a vantagem de 4 a 0 e, aos 7’ do 2º tempo fez 5 a 0 no do Cap. Alvinho. Quando tudo encaminhava para uma vitória de goleada, com alguns

jogadores já esnobando em campo, o deste capitão reagiu, empatou e quase ganha a partida.

Acharam que a reação se deu por três motivos: primeiro porque a equipe que estava ganhando achou que o jogo já estava ganho e continuou atacando sem segurar a bola no ataque. Segundo porque perdeu o meio-campo no 2º tempo e faltou-lhe tranquilidade, ou competência para tocar a bola, irritar a do adversário e deixar o tempo passar. O terceiro justifica o segundo ao entrar o volante Luciano Santana, no intervalo, o que fez com que Paulo Sergio, Vado do Bradesco, Daniel Murta e Erisvan, meias de ligação da equipe do Cap. Alvinho, aparecessem mais em campo e, assim, surgir o empate. Sim, elogiaram a boa atuação do atacante Crispa da Galera do Fla autor de 3 gols como merecedora também dos méritos pelo empate.

No Campo Martial asseguraram que a equipe do Cap. Renatinho dos Leais foi um pouco melhor do que a do Cap. Eldon do Ofertão, fazendo jus ao resultado parcial da 1ª etapa de 4 a 2. A deste capitão chegou a fazer o 3º gol, mas ficou nisso.

NOTAS

Antes dos times se dirigem para a praia, o presidente Djalma Peludo usando da palavra em breve reunião com os presentes, desejou em nome da AVEP a rápida recuperação dos associados Paulo Gois do Bradesco e Rosivaldo Santos de Brito que na semana anterior passaram por problemas de saúde.

Em seguida salientou mais uma vez que foram confeccionadas 100 camisas para a festa de confraternização da AVEP que acontecerá no dia 15 de dezembro de 2019, na sede de praia do AABANEB. Disse haver feitas sob medidas e só serão entregues mediante a apresentação da ‘puba’, portanto na base tome lá dê cá, no valor de 30,00 paus cada. Acrescentou que outro pedido de confecção só será feito de acordo nova solicitação de associados.

Chamou a atenção mais uma vez para o fato de que nenhum associado na AVEP tem o direito de pedir – ou mesmo insinuar– a saída de campo de outro associado, por estar ‘mal no baba’ ou por desejar a entrada de algum ‘novinho’ bom de bola em seu time. Concluiu falando que essa atitude é inadmissível na Associação.

Registraram que alguns membros do quadro do Cap. Alex de Moises se queixaram do empate. Como goleiro é uma posição delicada na Associaççao, entenderam que a saída do Goleiro Marcelo da Receita no intervalo prejudicou o time do referido capitão. Argumentaram esses queixosos que apesar do goleiro substituto não ter tido culpa total do empate, mesmo tendo aceitado umas três bolas defensáveis, ele não estava no clima da partida, na euforia da goleada que se evidenciava. A insatisfação aumentou em razão dele –o Goleiro Marcelo da Receita– ter entrado, desta feita no Campo Martial, e contribuído para a vitória do time que atuou.

O empate deixou eufórico alguns membros do time do Cap. Alvinho que chegaram a ensaiar no Bar Três Irmãos, depois de umas e outras na cuca, o grito –fazendo o trocadilho de ‘ganhar’ por ‘empatar’– de guerra “Ganhar é bom pra porraaaa”. Depois se mancaram no pedaço. “Ganhar é bom pra porraaaa” é um slogan de iniciativa do avepiano Paulô da Bitway, registrado em ata pelo secretário Prof. Jorge Reis, e serve como um desabafo, um extravasamento sadio por parte de vitoriosos num ‘baba’, jamais em razão de empate.

A Associação dos Veteranos de Esporte Praiano -AVEP, como usuária frequente do espaço geográfico praia-mar, vem através desta Notícias se solidarizar com todos os que estão no prejuízo ambiental, social e econômico causado pela tragédia do petróleo –as chamadas ‘manchas de óleo’– no mar e praias do Nordeste, em especial os do trecho de Ilhéus e Região Sul da Bahia. Bem como aplaudir e desejar forças aos da espontaneidade, órgãos públicos e privados, pela busca incessante no saneamento da situação. – Uma nota da Diretoria avepiana.

Texto do associado Heckel Januário. Fotos dos “babas” de Marconi Almeida, fotógrafo oficial e diretor de Divulgação da Avep. O Prof. Jorge Reis é o fotógrafo de momentos etílicos desta entidade e seu Secretário

Rameses Cáridas medalha no Judô

Neste último  final de semana   20/10 no Ginásio de Esportes Municipal de Canavieiras,  foi realizado a Copa Nissei de Judô;.organizado pela FEBAJU (Federação Baiana de Judô).
O atleta Rameses Cáridas retornou depois de um ano as grandes competições de Judo sendo vice campeão.
O talentoso  Atleta foi derrotado pela primeira vez ,após a sétima participação neste evento.
Rameses Cáridas, treina na Academia Renascer de Judô ,localizada na
terceira travessa da rua do cano, bairro do  malhado, cidade de Ilhéus, treinado pelo  Sensei Alberto Sales e Caio, estudante de  colégio público e tem o patrocínio da Faculdade de Ilhéus e AABB.
Conta com o apoio de Click Cosmeticos, LR auto peças,Inforlaser, Urolaser, Papelaria Universal, Disbom Sorvetes,Ley Bike,
Todos os videos no youtube

Secti conclui etapas regionais da Conferência Estadual de Ciência e Tecnologia

Discutir ciência, tecnologia e inovação em todos os cantos da Bahia foi a proposta da Secti ao passar por onze cidades

Após passar por onze municípios do interior baiano, a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) concluiu, nesta quinta-feira (31), em auditórios da Universidade do Estado da Bahia (Uneb) nos campus de Irecê, Senhor do Bonfim e Barreiras, as etapas regionais da IV Conferência Estadual de Ciência e Tecnologia, que acontece nos dias 5 e 6 de dezembro, em Salvador. Em cada macroterritório foram eleitos 20 delegados, divididos em subgrupos compostos pelo setor público, empresarial, acadêmico, entidades e sociedade civil organizada. Eles serão responsáveis por levar as demandas de cada região para atualizar a política estadual de C,T&I.

Representante da Secretaria na Conferência de Senhor do Bonfim, a diretora de Políticas Públicas da Secti, Sahada Luedy, ressalta que o caminho para atualizar uma política estadual precisa levar em consideração as demandas de cada local. “É importante pensar em políticas para uma localidade baseado nas especificidades locais para que assim possamos desenvolver uma região a partir das suas demandas reais”, disse a diretora.

Já no campus da Uneb em Irecê, outra cidade que participa das últimas edições da Conferência, o diretor do campus ireceense, Cláudio Meira, declara a satisfação em receber uma das etapas e afirma que enxerga a iniciativa como uma forma de aproximação entre sociedade e governo, pois, dá a oportunidade para que as pessoas debatam e apresentem as demandas locais. “Mobilizamos toda sociedade civil, grupos, entidades representativas e acredito que teremos bons delegados e delegadas para levar as demandas necessárias para nosso território”, disse.

Em Barreiras, o clima é de celebração, mas também de trabalho duro. O diretor da Uneb do município, Joaquim Neto, acredita que os representantes locais vão propor soluções tecnológicas e políticas para a área de C,T&I. “É uma oportunidade única descentralizar o debate da capital e trazer para o Oeste da Bahia para que possamos propor uma legislação do setor que tenha alcance em todo o estado”, concluiu.

Grupo de Pesquisa da UFSB publica resultado preliminar de análise de amostras de crustáceos em áreas atingidas pelo óleo em Ilhéus

Mesmo com diversos mutirões de limpeza nas praias afetadas pelo óleo, quais são as consequências ambientais imediatas para a localidade? A vida marinha presente é afetada de alguma forma? Pensando nesses questionamentos, o Grupo de Pesquisa em Carcinologia e Biodiversidade Aquática (GPCBio) da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), em parceria com o Laboratório de Ecologia Bêntica (LEB) da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), realizou, nos últimos dias, estudos de amostras de quatro espécies de crustáceos entre a Praia dos Milionários e o Manguezal do Cururupe, ambos em Ilhéus, no intuito de verificar a real situação dos caranguejos logo após a chegada do óleo nas praias.

Após o Resultado Preliminar, o Grupo de Pesquisa divulgou uma nota sobre o assunto, informando dados sobre as análises, bem como a continuidade das pesquisas.

NOTA SOBRE AS MANCHAS DE ÓLEO E AS ESPÉCIES DE CRUSTÁCEOS EM ILHÉUS

Os crustáceos são fonte de renda para um grande número de famílias que dependem da pesca desses organismos. Dessa forma, medidas de proibição e recomendação de não consumo devem ser feitas com cautela e as estratégias de redução dos impactos provocados pelo derramamento de petróleo no Nordeste brasileiro devem considerar evidências científicas. Visando dar subsídios à tomada de decisão, o Grupo de Pesquisa em Carcinologia e Biodiversidade Aquática (GPCBio) da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) vem acompanhando o avanço das manchas de óleo e seus potenciais impactos sobre as espécies de crustáceos na região de Ilhéus e cidades próximas desde que o desastre ambiental começou a atingir o litoral baiano.

 

O GPCBio, em parceria com o Laboratório de Ecologia Bêntica (LEB) da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), vem realizando estudos sobre espécies de crustáceos na região entre Itacaré e Canavieiras nos últimos quatro anos. Espécies como o guaiamum (Cardisoma guanhumi), aratu (Goniopsis cruentata), ermitões (Clibanarius spp.), pitus e outros camarões de água doce (principalmente do grupo Macrobrachium) tem sido objeto de pesquisas de iniciação científica, mestrado e doutorado. O GPCBio/UFSB e o LEB/UESC também são responsáveis pela Coleção de Invertebrados Aquáticos do Sul da Bahia, situada do Centro de Formação em Ciências Agroflorestais da UFSB e que conta com mais de 1300 amostras de crustáceos coletadas na região nos últimos 15 anos. Somado a dados de pesquisas anteriores sobre crustáceos conduzidas pela UESC, a região conta com uma significativa quantidade de informações científicas que podem servir de base para monitorar possíveis impactos desse desastre ambiental em curso. :: LEIA MAIS »





















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